11 abril 2010

OS PROCESSOS VITAIS E DETERMINANTES DA MORFOGÊNESE

A reencarnação é, e será por longo tempo, uma questão em aberto e assaz controvertida. Deve-se admitir, porém, que os dados até agora coligidos são suficientes para demonstrar a realidade paligenésica. Afinal de contas, o acaso (a que se atribui a origem da vida) é apenas uma tese formulada à revelia das leis que regem o mecanismo existencial. A propósito, é oportuno registrar, aqui, a opinião do Prof. Edward Conklin, biólogo da Universidade de Princenton, nos Estados Unidos:

“A probabilidade da vida ter se organizado por acidente é comparável à de um dicionário completo resultar de uma explosão numa gráfica”.

A opinião do Dr. Conklin é compartilhada por outros cientistas, muitos dos quais concordam que o ser humano é uma das ambiciosas experiências da Natureza e que faz parte integral da organização universal. Como o Universo é produto da organização e não do acaso, seus campos regulam tudo que nele existe, incluindo os ser humano, que está sujeito às suas leis e participa de sua finalidade. Edward Wriothesley Russel, em sua obra “Reencarnação, o Mistério do Homem”, ratifica as concepções do Prof. Conklin e acrescenta:

“O ser humano não é uma relação atômica acidental, nem o resultado de um ensopado cósmico de proteínas, cozido por raios da Terra”.

Nossos corpos são o produto de uma organização, e tudo que é organizado foi previsto e tem uma finalidade. O homem é, pois, controlado por um acampo organizador eletromagnético, que E.W. Russel rotulou de campo L (life). A existência desse campo – que é invisível – já foi cientificamente comprovada por meio de instrumentos e testes repetitíveis, que mostraram, também, o que faz e como se conduz. O crédito cabe a dois cientistas americanos, os Professores Harold Saxton Burr e F.S. Northrop, ambos da Universidade de Yale.

Em seu livro “Blueprint for Imortality”, H.S. Burr afirma que, utilizando voltímetros para medir campos eletrodinâmicos em seres vivos, comprovou a existência desse campo, o resultado de processos vitais mais determinadores da morfogênese e, portanto, das conseqüências funcionais da estrutura induzida. Esse campo atua na modelação e no funcionamento dos seres vivos: entre outros, sementes, árvores, bactérias, células, animais etc.

É óbvio admitir que, destarte, tais campos já existiam antes do início da organização do embrião no útero, e não há razão para acreditar que desapareçam quando o corpo físico morre.

Ainda conforme as deduções de Edward Wriotheley Russel, se o novo corpo físico necessita de um campo eletromagnético L para organizá-lo, os nossos pensamentos, sentimentos, memórias, etc., não precisariam de algo semelhante? Segundo Russel, a transmissão do pensamento mostra que este tem propriedades semelhantes à de um campo: reage a outros pensamentos, atua a distância, atravessa obstáculos de toda natureza e é tão sensível que, quando é hostil, muitas vezes consegue destruir as experiências sensíveis do fenômeno mental, o que faz com que a mesma facilidade com que a luz vela um filme fotográfico.


10 abril 2010

IGREJA CATÓLICA EM XEQUE

CONCEITO DÍNAMO-GENÉTICO DA VIDA


“Estamos muito longe da perfeição” – disse Oliver Lodge (“Evolução Biológica e Espiritual do Homem”) – “e cada um de nós é, individualmente, um artigo inacabado... O Homem é, inegavelmente, um ser imperfeito, e está, todavia, em vias de desenvolvimento; mas não se deve perder de vista que nós partimos da idéia de que a criação é uma operação contínua perpetuamente em curso, em movimento, exigindo tempo para atingir a maturidade e dentro da qual todas as coisas aspiram um fim designado e desejado anteriormente”.

A história da Terra e a história da Humanidade estão igualmente sujeitas a um processo contínuo de movimento e de transformação, a um perpétuo vir-a-ser, apresentando, destarte, aspectos variados e distintos, cambiantes, completando-se uns aos outros relacionando-se entre si e sucedendo-se no curso dos séculos.

“A substância (vivente) – disse Leon Denis – é um Proteu que reveste mil formas inesperadas... Todos os seres estão unidos uns aos outros e se influem reciprocamente. O Universo inteiro está submetido à lei da Solidariedade” (“O Grande Enigma”).

Aristóteles, adiantando-se à sua época (antes de Cristo) concebeu também a unidade e continuidade da vida, não apenas no encadeamento das formas, mas também nos seus caracteres psicológicos e morais.

Em razão dessa monumental e silenciosa progressão evolutiva reconhece-se a necessidade de uma influência que se exerce de uma maneira constante para conduzir os seres e as coisas das fases rudimentares aos estádios mais aperfeiçoados.

Esta influência provém, indiscutivelmente, de uma Causa única, de um dinamismo psíquico superior que abraça e une todas as coisas e seres viventes, a todos os dínamos-psiquismo particulares em sua casualidade e movimento proteiforme. Causa ativa, eficiente, infinitamente sábia, centralizadora e diretriz das distintas atividades universais.

“No Universo” – disse o pensador espírita argentino Manuel S. Porteiro (“Espiritismo Dialético”) – “e como causa essencial de sua existência, há, fora de toda dúvida, um princípio inteligente ativo criador e transformador perpétuo.”

Assim o têm estabelecido, ainda que de diversas maneiras e sob distintos nomes, todos os filósofos dialéticos, à exceção, entenda-se, dos materialistas, que só admitem a matéria como substância única, como única realidade e causa determinante da vida e do pensamento.

Heráclito, que fora o primeiro filósofo que pensou dialeticamente, que concebeu uma concepção dínamo-genética da Vida e do Universo, afirmou que:

“(...) tudo passa, que nada é, que tudo chega a ser, que nenhum homem se banha duas vezes nas mesmas águas de um rio.”

Ele admitiu o princípio do movimento e da transformação constante de tudo o que existe.

Diria, a propósito, Gustave Geley, o genial metapsiquista francês:

“A vida é movimento, a evolução é movimento. O progresso é movimento, movimento ascendente, de transformação, de perfeição e eterno rejuvenescimento.”

Leibnitz (Gottfried Wilhelm), o grande filósofo dinamista-espiritualista e sutil dialético, sustentava que há uma tendência em tudo quanto existe trabalhar, modificar-se uma aspiração a um fim mais ou menos permitido:

“O futuro está cheio de presente... Tudo que não se movimenta e se transforma, morre.

Ou mais exatamente, não existe (Quo non agit nee existit).”

E completou o autor de “Novos Ensaios sobre a Compreensão Humana”:

“Tudo marcha, tudo move, evoluciona e progride senão em linha reta, mas em ciclos espirais de avanços e recuos, de auroras de acasos, de primaveras e outonos, de vida e de mortes, que, por sua vez recobram nova vida, num caudal de espiritualidade, de consciência infinitamente.”

A evolução em geral e em particular, em cada ordem das coisas, tem suas revoluções seu aceleramento e suas rupturas de forma, como resultado do progresso gradual que, ao chegar ao máximo de desenvolvimento cíclico, rompe a resistência das forças que a pressionam e produz mudanças e transformações, não apenas quantitativas, mas, também, qualitativas. Cada vez que há uma mudança na progressividade gradual, produz-se um salto, sem que por isto se origine descontinuidade no progresso da vida, nem alterações biopsíquicas essenciais.

Os trabalhos de Hugo de Vries e de Armando Gautier confirmam, na área da Biologia, como os de Cope, na Paleontologia, a teoria das transformações bruscas ou por saltos, que concebeu o gênio dialético de Hegel, de que se utilizaram Marx e Engels para a formulação do conceito materialista da História, e que o espiritismo, com Gustave Geley, redimensionava-o com o sentido espiritualista da evolução.

Em conclusão: Na Natureza tudo está em contínuo movimento; é um constante devenir, que não há nada absolutamente estático; nada isolado ou desvinculado da causalidade universal e do princípio psicodinâmico que a rege.

Carlos Bernardo Loureiro



08 abril 2010

CONFIDÊNCIAS DE UM PSIQUISTA

Por volta de 1884 fundava-se, em Boston (USA), a Sociedade Americana para Pesquisas Psíquicas por iniciativa de um grupo de pesquisadores em que se incluía o psicólogo e o professor William James (1842-1910). A sociedade objetivava “o estudo sistemático das leis da natureza mental”. Criaram-se, de início, cinco comissões de estudo: transmissão de pensamento, aparições, casas assombradas, hipnotismo e fenômenos da atividade do médium.

Em 1888, a Comissão relativa à transmissão de pensamento apresenta à apreciação da sociedade o seu relatório sobre as experiência em estudantes da Universidade de Harward pelo professor William James. O relatório suscitou acerba polêmica, chegando a se levantar a hipótese de fraude. Esse revés não abateu o ânimo do ilustre pesquisador. Mais tarde, teria a oportunidade de examinar minudentemente, casos extraordinários de transmissão por escrita automática, tendo como protagonista a médium norte-americana Leonore E. Piper, pesquisada pelo Dr. Richard Hodgson, professor James H. Hyslop, Sir Oliver Lodge, Dra. Mildred Sidgwick (presidente da Sociedade para Pesquisas Psíquicas de Londres), professor Charles Richet (Prêmio Nobel de Medicina) e pelo professor Frederic Myers (autor da magnífica obra “Human Personality and its survival of Bodily Death”). Afirma-se que o professor William James foi, não apenas o introdutor da médium no mundo fantástico da ciência psíquica, mas também se constitui no orientador e amigo da Sra. Piper. Em 1897, já conhecido pela publicação de seus “Princípios de psicologia”, William James lança o livro sob o título “A Vontade de Crer e Outros Ensaios”, uma coletânea de conferências e artigos diversos. Dela extraímos os trechos seguintes, que traduzem o seu amor pela realidade concreta e fluente:

“Entre os resíduos não classificados, não há nenhum que tenha sido tratado com o maior desprezo científico que o grupo dos fenômenos chamados geralmente místicos. A fisiologia não quer nada com eles. A Psicologia ortodoxa volta-lhe as costas. A Medicina considera-os ‘efeitos da imaginação’ – pura forma evasiva cujo sentido, nesta ordem de idéias, é impossível de precisar. E, entretanto, aí estão apesar de tudo os fenômenos espalhados em toda a extensão da História”.

Em outubro de 1909, o “American Magazine” estampa um artigo de autoria de William James, sob o título “Confidências de um Psiquista”, onde admite que será através do estudo da fenomenologia supra-normal “que conseguirão levar-se a cabo as maiores conquistas científicas da geração vindoura”. A geração evidentemente, do século XXI, quando temos a certeza, terá início a Era do Espírito...

William James desencarnou em 26 de agosto de 1910, em New Hampshire, legando à Humanidade opulenta bibliografia.

Carlos Bernardo Loureiro

07 abril 2010

JESUS VIVEU NA INDIA

O teólogo alemão, Holger Kersten, apesar de jovem, é um especialista dos mais citados pelos autores, estudiosos e teólogos, nos livros onde se pesquisam os estudos bíblicos e os "Documentos Patrimônio da Humanidade". Para escrever o seu livro, polêmico por excelência, Holger Kersten empreendeu uma pesquisa de campo, viajando pela Índia, Afeganistão, Oriente Médio e Israel, em pesquisas exaustivas.

-"O Cisma entre pensamento científico e fé colocou o homem moderno diante de uma dicotomia aparentemente intransferível. Os sentimentos espirituais se restringem cada vez mais com o crescimento daqueles que duvidam da verdade da mensagem do Cristo, e das discussões em torno da doutrina cristã. Até mesmo dogmas fundamentais sustentados pela tradição eclesiástica, como Deus, Cristo, Igreja e Revelação se transformaram em objeto de veementes debates entre leigos e teólogos, indistintamente". -Holger Kersten.

Histórico
Estatísticas alemãs apresentadas por Kersten: ano de 1979 - um entre cada três cidadãos concorda com os ensinamentos das Igrejas cristãs. 77% acreditam na possibilidade de independerem de quaisquer igrejas. Uma grande maioria não acredita que Cristo seja um "emissário divino". Kersten expõe o seu pensamento: - "A crença denominada cristianismo deveria ser chamada de paulinismo". - Ao seu ver, Jesus oferecia ensinamentos contrários aos de Paulo, - " Que teve a sua mensagem oficializada como religião". - H. Kersten.
O teólogo protestante Manfred Mezger cita Emil Brunner:

-"A Igreja é um grande mal entendido. De um testemunho construiu-se uma doutrina; da livre comunhão, um corpo jurídico; da livre associação, uma máquina hierárquica. Pode-se afirmar que, em cada um de seus elementos e na sua totalidade, tornou-se, exatamente, o oposto do que se esperava" -

Jesus - divulgação - Planeta
Holger Kersten concorda com os dois teólogos e acredita que a mensagem de Jesus - Amor e Tolerância - foi substituída pelo dogmatismo e o fanatismo, rios de sangue banharam as lutas pela "supremacia de uma fé verdadeira". - Kersten faz outra citação que considera importante:

"Fiquei profundamente traumatizado em minha carreira de teólogo. Sinto-me aviltado, humilhado, insultado, desonrado, mas não por ateus, nem por gente zombeteira ou incrédula, mas sim por dogmatistas. Por eles e seus pastores que seguem apenas a letra dos ensinamentos que consideram ser o único caminho para chegar a Deus. Fui ferido no ponto mais central, no ponto que, apesar de uma profunda melancolia, tem me mantido vivo: minha crença em Deus... Heinz Zarhnt - teólogo.

Nenhum dos historiadores da época de Jesus faz menção ao nascimento, infância e adolescência de Jesus e nem a ele: Flavio Josefo (93 d.C.) cita Herodes, Pilatos e João Batista. Justo (contemporâneo de Jesus), Filon de Alexandria (contemporâneo de Jesus) e um grande erudito. No século III d.C. surpreendente e inesperadamente, Josefo lança o - Testimonium Flavianum narrando e confirmando os milagres de Jesus e a sua ressurreição, deixando assombrados os padres da Igreja: Justino, Tertuliano e Cipriano. Orígenes clama que Josefo não acreditava em Jesus. Holger Kersten conclui que só nos resta estudarmos o Novo Testamento.
-"Os Evangelhos Apócrifos (textos rejeitados pelo Canon) lançam "- Uma luz estranha e misteriosa sobre a personalidade de Jesus" - H. Kersten - e o teólogo aponta as contradições dos Evangelhos Canônicos (Marcos, Mateus, Lucas e João). Rudolf Bultmann, o criador da "crítica da forma", vigente na atualidade em todos os estudos bíblicos, dá a sua opinião - "Não sabemos com certeza se a antiga tradição reúne palavras do Senhor, altera-lhes a ênfase e as amplia através de adição. Muitas das palavras atribuídas a Jesus no Livro dos Ditos" não lhe pertencem". - R. Bultmann.
Jeremias, historiador eclesiástico faz pesquisa e descobre 21 citações insuspeitas atribuídas a Jesus e as publica - "As palavras desconhecidas de Jesus".

A Vida do Santo Issa e o Evangelho Aquariano
Nicolai Notovitch (1887) o historiador russo escreveu o livro - "A Vida Desconhecida de Jesus Cristo" - baseado na sua descoberta feita em uma das viagens ao Oriente; Srinagar, na Caxemira. Lá, soube da existência de um livro antiquíssimo - A Vida do Santo Issa - guardado em Lhasa (Tibete) na Índia e no Nepal. Prosseguindo a viagem, Notovitch recebeu em um mosteiro de Hemis, perto da capital do Ladakh, dois livros extremamente antigos. Sofrera um acidente e teve o tempo necessário para pesquisá-los - "A Vida do Santo Issa e o Evangelho Aquariano." - O "Evangelho aquariano" foi escrito por Levi H. Dowling, americano do Ohio - 1884. Levi era um pastor que recebeu a ordem de escrever a vida de Jesus, através de uma "visão". Durante quarenta anos meditou e orou, e nas noites silenciosas, pelo tempo de quarenta anos, recebeu a revelação do seu Evangelho através das "Memórias do Akasha" (a memória universal). As "Memórias do Akasha" são o que os hebreus denominavam de "O Livro das Memórias de Deus".

Gaiola de madeira dentro de Roza Bal - divulgação
A Bíblia, lembra Holger Kersten apoiado por todos os estudiosos do "Livro Sagrado", é constituída também por "sonhos lúcidos", profecias de inspiração divina, visões, aparições, vozes do além, material semelhante ou igual às "memórias de Deus" hebraicas ou "Registros Akashicos" - Memória universal.

"A Vida do Santo Issa"
É iniciada com uma breve e sucinta história de Moisés. Em seguida, a preleção de como o Espírito eterno resolveu-se - "Se fazer homem a fim de nos mostrar, com seu exemplo, como alcançar a pureza moral e libertar a alma dos guilhões do corpo, com o fito de ganhar o céu, regido pela felicidade eterna". - Neste Evangelho encontra-se a infância de Issa (Jesus) quando chegou à região de Sindh (ou Indo), para estudar e se aperfeiçoar vivendo de acordo com as leis de Budha. Holger Kersten se surpreende com o histórico deste Evangelho, segundo ele, semelhante ao Novo Testamento: Jesus ganha a ira dos Brâmanes, insurgindo-se
contra o sistema de castas: - "Deus, nosso Pai, não faz diferença entre seus filhos, amando-os a todos igualmente". - E declara em seguida que - " A lei feita para indicar o caminho aos homens, o juiz, Eterno Espírito, que fez a alma-mundo, única e indivisível, julgará com severidade aqueles que se arrogam privilégios". -

Frases do "Evangelho de Issa":
"Os milagres do nosso Deus foram manifestados no primeiro dia da Criação do mundo e se renovam a cada dia e a cada momento. Quem não tem a capacidade para compreendê-los e percebê-los, acha-se privado de um dos mais belos dons da vida". (quando lhe foram pedidos "milagres").

"Quando os povos não tinham ainda sacerdotes, eles eram guiados pela lei natural e conservavam a pureza de alma. Suas almas encontravam-se na presença de Deus e, para entrar em comunhão com Ele, não tinham necessidade de intermediação de um ídolo ou de um animal, nem do fogo, como ocorre com vocês, que afirmam que o sol deve ser adorado, assim como os espíritos do bem e do mal. Ele depende, única e exclusivamente, da vontade do Criador Invisível, a quem deve sua existência e que lhe deu a missão de iluminar a terra e aquecer o trabalho e a semente do homem."
Nos textos deste Evangelho, Issa foi para o Nepal, estudar as escrituras budistas.
-" Os ensinamentos que ele começa a difundir são extremamente simples, cristalinos e justos para com os fracos e oprimidos". - H. Kersten

Jesus volta à Palestina
Jesus foi expulso da Pérsia, para onde se dirigira após
O "Sarcófago" de Yuz ASAF - divulgação
a sua estada no Nepal, pela classe sacerdotal enciumada, e volta à Palestina.
- Quem é você e qual o seu país de origem?
- Sou israelita, responde Issa. A explicação seguinte coincide com a dos
evangelhos bíblicos e os confirmam, segundo o teólogo H. Kersten:

- "No dia do meu nascimento, vi as muralhas de Jerusalém, ouvi os gemidos de meus irmãos escravizados e o pranto de minhas irmãs, condenados a viver entre os gentios. Senti profunda dor ao saber que meus irmãos tinham se esquecido do Deus verdadeiro. Ainda criança, deixei o lar paterno para vier entre outros povos, mas, para reconduzir à fé dos nossos antepassados, uma fé que nos convida a sermos pacientes na terra, para alcançarmos a mais completa e sublime felicidade no além". -
-
Holger Kersten pede uma extensa e objetiva pesquisa histórica a respeito deste Evangelho perdido nos confins do Oriente.

-"Como professor de religião cristã, tenho tido oportunidade de verificar que um número cada vez maior de teólogos esclarecidos estão encontrando dificuldades em aceitar determinados "mitos" que lhe foram impostos: o dogma da imaculada concepção ou da morte na cruz, seguida de uma extraordinária ressurreição e da ascensão de Cristo, sobretudo após Ter descoberto (somente na universidade) alguns novos elementos a respeito dos Textos bíblicos". - Kersten declara que os teólogos são obrigados, de uma forma absurda, a calar e a continuar repetindo aquelas estórias ingênuas da Bíblia, como se fossem verdades. Nicolai Notovitch tentou entrar em contato com os dignatários da Igreja. Foi rechaçado por todos eles. No Vaticano, um personagem ligado ao Papa dissuadiu o escritor de publicar o seu livro e ofereceu-lhe dinheiro. O escritor Ernest Renan, que depois escreveria a "Vida de Cristo", interessou-se pelos manuscritos, mas queria utilizá-los em seu próprio benefício, (o que talvez tenha conseguido), entretanto, Notovitch recusou-lhe a sua preciosidade e publicou a obra. Segundo H. Kersten, - "a Igreja usa de seu poder para impedir o questionamento da autenticidade dos seus ensinamentos canônicos. Os críticos e cépticos são condenados como ateus e heréticos, sendo amordaçados ou simplesmente repudiados". - (Kersten pág. 24 - Jesus viveu na Índia - ed. Best Seller - 2ª edição língua portuguesa).

O Evangelho Aquariano
Nos capítulos 6 e 7 deste evangelho, Levi Dowling relata as viagens de Jesus à Índia, decorrentes do seu encontro com o príncipe Ravanna de Orissa (Notovitch Orsis, cidade da Índia) quando Jesus falou no templo, aos doze anos de idade e o príncipe, encantado, o levou para a Índia com o fito de aprofundar os seus estudos. O capítulo 7 descreve as viagens de Jesus dos Himalaias, até o Tibete, onde Jesus estudou os velhos manuscritos de Lhasa. Na sua volta visitou Sindh, Lahore retornando ao Oriente Próximo. Em vários itens, este evangelho coincide com os textos de Notovitch .

-"Logicamente, o mundo moderno e "racional" dificilmente se impressiona com um texto como este do "Evangelho Aquariano", por Ter sido mediado por uma pessoa de fé. No entanto, os anúncios proféticos dos livros canônicos da Bíblia são igualmente aceitos sem discussão, talvez por causa de sua antigüidade. Nestas circunstâncias, é de vital importância examinar as pesquisas modernas sobre a historicidade de Jesus para podermos determinar o que de fato é incontestável em tudo isso". - H. Kersten.

O Testemunho de Paulo
O túmulo de Maria, mãe de Jesus Cristo
Divulgação

"Paulo é um caso típico de intolerância" - Deismann - teólogo (Paulo - 2ª edição 1925) - "Paulo não conheceu nem privou da presença de Jesus" - "Paulo passou por cima dos ensinamentos de Jesus e o colocou num pedestal, transformando-o no Cristo que Jesus nunca quis ser. Se quisermos ser cristãos, teremos que rejeitar as óbvias falsidades que foram consideradas intocáveis e voltar aos puros ensinamentos de Jesus e às questões essenciais da religião" - H. Kersten. De uma forma quase que geral, os especialistas implicam com Paulo e a religião que, segundo eles, Paulo criou. Wilhelm Nestle, historiador eclesiástico comenta: "O cristianismo foi a religião fundada por Paulo, que substituiu o evangelho de Cristo por um evangelho sobre Cristo". -

Muitos teólogos e especialistas contestam a veracidade da pregação paulina, segundo eles, com toques das religiões primitivas semíticas, onde os pais sacrificam seus primogênitos para adorarem e obedecerem a Deus.
Holger Kersten visitou "Rozabal" o suposto sepulcro de Jesus, na Índia, cerca o túmulo de "Mai Mari", o também suposto sepulcro de "Mãe Maria". Holger Kersten é um dos teólogos, a exemplo dos gnósticos de Nag Hammadi e do "Corão" muçulmano, que negam a morte de Jesus na cruz. Neste direção, Kersten se baseia, também, nos estudos do Santo Sudário. O teólogo apresenta no seu livro outros esclarecimentos sobre a personalidade de Paulo, que tornaram-se em livro, assinado pelo médico e psiquiatra alemão, Wilhelm Lange Eichbaum - "Gênio, loucura e glória". -
Como são conclusões muito sérias, o "Infinito" remete o leitor ao livro de Holger Kersten: "Jesus viveu na Índia".

"A verdade sobre Jesus, e sobre o que ele realmente pregava, é mil vezes mais fascinante que todas as histórias inventadas a seu respeito". Holger Kersten - teólogo e professor.

Por que o teólogo Holger Kersten não acredita que Jesus tenha morrido na cruz?

Prof.Fida Hassmain
Descobridor das lápides do túmulo de Jesus
Num dos capítulos do seu livro "Jesus V iveu na Índia", Holger Kersten apõe o subtítulo: "ELE NÃO MORREU NA CRUZ". A sua justificativa recorre à História, aos historiadores e à medicina, que elucidam detalhes sobre os costumes vigentes naquele tempo. - "A sentença de morte nos tribunais romanos se consubstanciava nas palavras "ibis and crucem": subirás à cruz". Esta era a forma a mais infamante e brutal de castigo. Esta sentença não se aplicava aos romanos e sim aos rebeldes que viviam sob o jugo romano para torná-los dóceis e obedientes. Os judeus não conheciam esta forma ignominiosa de morte, usavam a lapidação, decapitação, estrangulamento e fogueira. A lei mosaica, entretanto, regulava que o "quase morto" podia ser dependurado em uma árvore o que significava - Maldito por Deus - (Deuteronômio 21,23). Entre os judeus não se poderia crucificar ninguém no sábado e o sábado tem início no DIA DA PREPARAÇÃO, na Sexta-feira à tarde. Foi por isso que a crucifixão de Jesus foi feita às pressas para que não terminasse ao cair da tarde. Segundo os evangelhos, Jesus foi pregado na cruz na "Sexta hora" (meio dia) e morreu na "nona hora" (três da tarde). Às seis horas da tarde foi retirado da cruz. Se os Evangelhos são corretos, Jesus já estaria "morto" há três horas. Era costume colocar-se sob os pés dos crucificados o nome e o motivo da condenação. Nos pés de Jesus lia-se: "Jesus nazareno rei dos judeus" - INRI - . Uma das condenações de Jesus era a de ele pertencer à seita NAZARENA. Jesus, dificilmente, estaria morto nestas três horas, ele não era, ao contrário dos essênios, um asceta. Mateus, 11,19 - o descreveu: "Veio o Filho do homem que come e bebe, e dizem: "Eis aí um glutão e bebedor de vinho"!... Jesus, segundo outros detalhes, pesava cerca de 79 Kg. (Santo Sudário - conclusões)

Jesus não havia morrido
Vista externa do túmulo de Jesus - divulgação
A razão encontrada por Kersten para justificar as suas assertivas é a de que nos versículos 27 e 30 de João, está escrito (após o detalhe de que "Chegando a Jesus e vendo-o já morto não lhe quebraram as pernas" - João 19,33) - o que era o costume para abreviar a morte dos condenados): "Estava ali um vaso cheio de vinagre num ramo de hissopo, levaram-na à sua boca. Quando Jesus tomou o vinagre disse: "Está consumado! E inclinando a cabeça entregou o espírito". Kersten pergunta: - "Jesus tomou o vinagre ou outra substância? O vinagre e os sais aromáticos eram usados para "dar força", reanimar os condenados às galés e energia para os feridos. Jesus viu acontecer o contrário, - "Jesus ao aspirar ou experimentar o "vinagre", pronunciou as suas últimas palavras e expirou". Em termos fisiológicos - continua Kersten - "Esta reação é inexplicável"! - O normal seria que Jesus tomasse "vinho" - "Aquele que caminhava para a execução recebeu um copo de vinho, com um pedaço de incenso, para que ficasse inconsciente" - Talmud judaico (Sauh. 43 a). Os romanos admitiam o uso de narcóticos e foi um soldado romano quem ajudou a administrar o vinagre a Jesus. - "A palavra latina para vinagre é acetum que vem de "acidus", ácido, azedo". - E Holger Kersten prossegue nos detalhes que irão invocar os estudos feitos no "Santo Sudário", por médicos renomados, pela Nasa e outros depoimentos importantes que serão analisados em detalhe, no fascículo referente ao "Santo Sudário", nas nossas próximas edições. Kersten acredita que, no vinagre, encontrava-se uma substância muito usada na antigüidade, o SOMA, que era manipulado pelos essênios, hindús, zoroastristas e outros, considerada como sendo o "símbolo da vida divina, uma bebida dos deuses e a bebida da imortalidade". H. Kersten.
O teólogo acredita que Jesus recebeu o soma junto com o vinagre e entrou em estado cataléptico, o que justifica a pressa com a qual José de Arimatéia (primo de Jesus) o retirou do lenho ajudado por Nicodemus, quem preparou a mistura de 50 Kg. de mirra e aloés para o enterro de Jesus. O evangelho apócrifo de Nicodemus relata que José de Arimatéia foi libertado mais tarde de uma prisão judia, por Jesus. (Evang. Nic. 12,15).
Kersten conclui que, no vinagre, Jesus recebeu o "soma", na presença da "erva-andorinha" (asclepias acida) e que Paulo, aproveitando-se do fato de a Ressurreição jamais ter sido comprovada, formulou - " a doutrina pagã da redenção sacrificial, que prometia a salvação através da morte e derramamento de sangue". -
Por ter chegado à conclusões semelhantes, John M. Allegro, já citado nos textos sobre os "Manuscritos Qumran", foi deposto da "Equipe Oficial - Equipe Internacional" -, desacreditado, ridicularizado e difamado.
Não se deve pensar que Holger Kersten nega Jesus, pelo contrário, ele se mostra fascinado por Jesus, pelo Jesus real e verdadeiro e clama contra o que se fez com esta figura impar - " A direção da Igreja comete quase uma blasfêmia ao conferir autoridade "divina" a textos repletos de erros, omissões, contradições, falsas conclusões, perjúrios e mentiras óbvias". E termina: "Jesus foi comercializado, esticado, codificado, mercadejado e virou mito". "Se nos afastarmos da crença da ascensão do corpo físico de Jesus crucificado, crescerá no coração de cada um, e mesmo no coração daqueles que se educaram dentro do cristianismo tradicional, a fé nas verdades puras, ensinadas pelo próprio Cristo" - Holger Kersten - teólogo e professor de religião.
(O livro "Jesus Viveu na Índia" já está na sua sétima edição, na Alemanha)

PORQUE VIVEMOS E PARA QUE VIVEMOS


A moral do Espiritismo, que é a criadora e dinâmica, gira em torno da Lei de Causa e Efeito, sem a qual toda atitude humana carecerá de verdadeiro fundamento. A causalidade responde ao porquê de todas as nossas ações apontando-nos veredas certas para o futuro. O homem consciente, o homem que sabe o que é, saberá, sem grandes esforços de raciocínio, sem maiores sortilégios, o que foi e o que será. A Lei de Causa e Efeito, assim, é a chave do destino humano, da moral humana, no seu sentido particular e coletivo, no seu desdobramento individual e social. Somos o que fomos, através da evolução; seremos o que somos, de acordo com o evolver da nossa personalidade. Passado, presente e futuro são frutos do nosso trabalho, das ações que o indivíduo desenvolver dentro de si mesmo e dentro da Sociedade, nessa lenta e sacrificial caminhada que empreendemos, em encarnações sucessivas.

O homem, portanto, analisando do ponto de vista filosófico, não é mais do que a soma das personalidades vividas adquiridas e realizadas em todas as peregrinações que empreendeu pela face amarga e dolorosa do Planeta. Todos nós sabemos que existem na Natureza leis imutáveis, leis divinas, sobre as quais a nossa vontade não tem conseguido influir: conhecemos, é verdade, a existência de uma lei universal, que faz com que todos os corpos caiam sempre na direção do centro da Terra. Existem, também, leis imutáveis que obrigam os planetas, astros e sistemas planetários a seguir uma rota prefixada, a qual não podem abandonar. Essas são as leis da harmonia universal, sem o que não haveria estabilidade e possibilidade de vida em qualquer plano Cosmo. Para a garantia do conjunto harmônico espiritual, também existe um princípio superior que se relaciona com a vida humana. Pra quem não ignora esse princípio, como nós espíritas, todos os nossos pensamentos, palavras e ações têm uma importância extraordinária, tanto nesta como em existências porvindouras. É graças ao poder divino desse princípio – que se consubstancia na Lei de causa e Efeito – que nosso pensamento medita nas expressões que pretende usar e nas atitudes que procura transformar em atos objetivos. As conseqüências que derivam desse pensamento, palavras e ações constituem o que se denomina de lei de Causalidade.

Para se explicar a vida, em todas as suas nuances, em todas as suas formas de integração e desintegração, de avanços e de recuos aparentes, de glórias e misérias, temos a necessidade de estabelecer um antecedente causal, porque sem causas que influam nas determinações da vontade humana – de acordo com o processo moral de cada indivíduo – nenhuma ação se poderá explicar, e a vida não teria a menor finalidade.

O porquê vivemos e para quê vivemos são expressões com caráter de incógnitas, que só a Doutrina Espírita tem o poder de resolver a aclarar.

Carlos Bernardo Loureiro


06 abril 2010

O ESPIRITISMO NA ARTE

Os sonhos dos poetas, as visões dos místicos, as criações do gênio, as comprovações e demonstrações da Ciência, as realizações mais perfeitas da Arte são apenas ecos muito débeis e percepções pequeninas que os homens, com melhores dotes, captam como em um relâmpago quando a matéria, dominada por poucos instantes, permite que a alma possa entrever alguns pálidos reflexos do mundo divino.

Léon Denis


MATRIMÔNIO E DIVÓRCIO

Poderíamos receber algumas noções acerca do matrimônio, bem como do divórcio no Plano Físico, examinados espiritualmente?

Nas esferas elevadas, as almas superiores identificam motivo de honra no serviço de amparo aos companheiros menos evolvidos que estagiam nos planos inferiores.
Não podemos olvidar que, na Terra, o matrimônio pode assumir aspectos variados, objetivando múltiplos fins. Em razão disso, acidentalmente, o homem ou a mulher encarnados podem experimentar o casamento terrestre diversas vezes, sem encontrar a companhia das almas afins com as quais realizariam a união ideal. Isso porque, comumente, é preciso resgatar essa ou aquela dívida que contraímos com a energia sexual, aplicada de maneira infeliz, ante os princípios de causa e efeito.
Entretanto, se o matrimônio expiatório ocorre em núpcias secundárias, o cônjuge liberado da veste física, quando se ajuste à afeição nobre, freqüentemente se coloca a serviço da companheira ou do companheiro na retaguarda, no que exercita a compreensão e o amor puro. Quanto à reunião no Plano Espiritual, é razoável se mantenha aquela em que prevaleça a conjunção dos semelhantes, no grau mais elevado da escala de afinidades eletivas. Se os viúvos e as viúvas das núpcias efetuadas em grau menor de afinidade demonstram sadia condição de entendimento, são habitualmente conduzidos, depois da morte, ao convívio do casal restituído à comunhão, desfrutando posição análoga à dos filhos queridos junto dos pais terrenos, que por eles se submetem aos mais eloqüentes e multifários testemunhos de caridade e sacrifício pessoal para que atendam, dignamente, à articulação dos próprios destinos.
Contudo, se a desesperação do ciúme ou a nuvem do despeito enceguecem esse ou aquele membro da equipe fraterna, os cônjuges reassociados no plano superior amparam-lhe a reencarnação, à maneira de benfeitores ocultos, interpretando-lhes a rebelião por sintoma enfermiço, sem lhes retirar o apoio amigo, até que se reajustem no tempo.
Ninguém veja nisso inovação ou desrespeito ao sentimento alheio, porquanto o lar terrestre enobrecido, se analisado sem preconceitos, permanece estruturado nessas mesmas bases essenciais, de vez que os pais humanos recebem , muitas vezes, por filhos e filhas, aqueles mesmos laços do passado, com os quais atendem ao resgate de antigas contas, purificando emoções, renovando impulsos, partilhando compromissos ou aprimorando relações afetivas de alma para alma. É nessa condição que em muitas circunstâncias surgem nas entidades renascentes, sem que o véu da reencarnação lhes esconda de todo a memória, as psiconeuroses e fixações infanto-juvenis, cuja importância na conduta sexual da personalidade é exagerada em excesso pelos sexólogos e psicanalistas da atualidade, carentes de mais amplo contato com as realidades do Espírito e da reencarnação, que lhe permitiriam ministrar aos seus pacientes mais efetico socorro de ordem moral.
Quanto ao divórcio, segundo os nossos conhecimentos no Plano Espiritual, somos de parecer não deva ser facilitado ou estimulado entre os homens, porque não existem na Terra uniões conjugais, legalizadas ou não, sem vínculos graves no princípio da responsabilidade assumida em comum.
Mal saídos do regime poligâmico, os homens e as mulheres sofrem-lhe ainda as sugestões animalizantes e, por isso mesmo, nas primeiras dificuldades da tarefa a que foram chamados, costumam desertar dos postos de serviço em que a vida os situa, alegando imaginárias incompatibilidades e supostos embaraços, quase sempre simplesmente atribuíveis ao desregrado narcisismo de que são portadores. E com isso exercem viciosa tirania sobre o sistema psíquico do companheiro ou da companheira mutilados ou doentes, necessitados ou ignorantes, após explorar-lhes o mundo emotivo, quando não se internam pelas aventuras do homicídio ou do suicídio espetaculares, com a fuga voluntária de obrigações preciosas.
É imperioso, assim, que a sociedade humana estabeleça regulamentos severos a benefício de nossos irmãos contumazes na infidelidade aos compromissos assumidos consigo próprios, a benefício deles, para que não se agreguem a maior desgoverno, e a benefício de si mesma, a fim de que não regresse à promiscuidade aviltante das tabas obscuras, em que o princípio e a dignidade da família ainda são plenamente desconhecidos.
Entretanto, é imprescindível que o sentimento de humanidade interfira nos casos especiais, em que o divórcio é o mal menor que possa surgir entre os grandes males pendentes sobre a fronte do casal, sabendo-se, porém, que os devedores de hoje voltarão amanhã ao acerto das próprias contas.

(Evolução em Dois Mundos, Parte II, VIII, André Luiz/Chico Xavier/Waldo Vieira, FEB)