23 abril 2009

O CAMPO MAGNÉTICO E A VIDA

TRABALHO DE PESQUISA: “O CAMPO MAGNÉTICO E A VIDA”
Organizado por Carlos Bernardo Loureiro
O CAMPO MAGNÉTICO
Acreditamos que a maioria dos leitores saiba o que vem a ser um campo magnético. Pelo menos é raro encontrar-se alguém que ainda não tenha presenciado um fenômeno produzido pelo campo magnético; por exemplo: a agulha de uma bússola que teima em apontar para os pólos Norte e Sul da Terra. A bússola revela que nos achamos, desde que nascemos, mergulhados em um campo magnético, entretanto, nem percebemos tal situação. Cosncientizamo-nos desse fato quando observamos o comportamento da agulha. Esse fenômeno ensina-nos, também, que nem sempre percebemos um dado tipo de campo, embora ele seja uma realidade. Assim, o fato de estarmos mergulhados em um campo magnético logo nos é revelado quando dispomos de uma bússola. Poderá ocorrer que sintamos a influência de um campo, sem que necessitemos do auxílio de um aparelho especial. Por exemplo, notamos a ação do campo gravitacional da Terra, embora a agulha de uma bússola se mantenha sensível a esse campo. Esse fato revela-nos uma questão muito importante: os campos exigem meios adequados para detectá-los. Assim, um aparelho como a bússola detecta muito bem o campo magnético, mas fica indiferente ao campo gravitacional e ao campo elétrico também vice-versa, um voltímetro que registra o campo elétrico é insensível ao magnético e ao gravitacional.
Será que o fato de não percebemos um dado tipo de campo significa que sejamos totalmente imunes à ação do mesmo? Por exemplo, teria o campo magnético alguma influência sobre um ser vivo (nosso caso)? Houve uma época em que se acreditava que o ímã (campo magnético) possuísse propriedades curativas. O famoso médico e alquimista Auroelus Phillipus Theophrastus Paracelsus Bombast Von Hohenheim (1499-1541), mais conhecido pelo cognome de Paracelso, afirmava:
“Sustento clara e categoricamente, fundamentando-me no que a experiência me tem revelado, que o ímã guarda um altíssimo segredo que, enquanto permanecer desconhecido, nos impossibilitará toda a ação sobre muitas enfermidades”.
O ímã, segundo Paracelso, seria uma verdadeira Panacéia. Curaria praticamente todas as moléstias, as mais variadas e conhecidas em sua época, tais como: “O fluxo dos olhos, dos ouvidos, do nariz e das articulações externas; por este mesmo método curam-se as úlceras, as fístulas, o câncer e os fluxos menstruais, etc.”.
Sem embargo de tais afirmativas de Paracelso serem passíveis da desaprovação da medicina atual, elas eram aceitas naquelas época pelos seus numerosos seguidores, mais ainda, os médicos de então aplicavam o ímã, com sucesso, na cura das moléstias indicadas por Paracelso!
Foi exatamente um caso de cura de dores do estômago crônicas de uma senhora, e resistentes aos tratamentos convencionais, que levou Franz Anton Mesmer (1734-1815) a interessar-se por aquele processo terapêutico. Após algum tempo de observação, Mesmer chegou à conclusão de que não era o magnetismo do ímã, a causa das curas obtidas pela sua aplicação e sim outra espécie de “magnetismo”. Segundo Mesmer, era o Magnetismo Animal, a partir de 1776 Mesmer declarou-se contrário à teoria de Paracelso acerca das virtudes curativas atribuídas ao ímã. Ele conclui que o poder curativo devia-se a outro tipo de magnetismo, que não o físico produzido pelo ímã. Mesmer admitiu que havia, na realidade, um magnetismo animal produzido pelo terapeuta. Era esse “fluido vital” que produzia a cura das enfermidades, afirmava ele. Apoiado nessa hipótese, Mesmer efetuou também curas espetaculares!
Veremos, a seguir, que Mesmer estava correto ao considerar a inutilidade do ímã na cura das moléstias. Entretanto, não estamos afirmando, com isso, que as teorias de Mesmer são absolutamente certas. Tal questão foge à diretriz deste modesto trabalho.
OS FORTES CAMPOS MAGNÉTICOS AGEM SOBRE OS MEIOS BIOLÓGICOS.

Os ímãs usados por Paracelso e seus seguidores, portanto disponíveis naquela época, eram portadores de campo magnético muito fraco. Eram obtidos de um minério de ferro, a magnetita (óxido magnético de ferro).
Atualmente, pode dispor-se de campos magnéticos estáticos de grande intensidade, produzidos artificialmente por bobinas alimentadas por corrente elétrica. Além disso, existem ligas ferromagnéticas capazes de armazenar campos magnéticos estáticos, com as quais se fabricam superímãs de cerâmica, alnico, samário-cobalto e neodímio-ferro-boro. Esses ímãs chegam a alcançar campos remanescentes da ordem de 8.000 a 12.000 Gaus; centenas de vezes superiores aos ímãs disponíveis no tempo de Paracelso e Mesmer.
As pesquisas mais recentes, feitas com o campo magnético estágio de alta intensidade, revelaram que este campo inibe o desenvolvimento dos meios biológicos! O campo chega a ser letal para certos seres vivos! Vamos exemplificar:
Em 1948, na Universidade de Budapeste, o Dr. Jeno M. Barnothy levou a efeito uma interessante experiência com ratos submetidos a forte campo magnético estático. Dois grupos de ratos, de uma mesma ninhada de seis, foram selecionados para uma experiência em campo magnético estático de =~5.900 Oresteds (gradiente médio de 100 OE/cm). Cada grupo consistiu em um rato macho e duas fêmeas. Ambos as grupos foram alojados em caixas especiais, idênticas, dotadas de ventilação e demais acessórios para garantir água, alimentação, higiene e conforto.
Um desses dois grupos foi colocado entre os pólos de um eletroímã. O outro foi situado em idênticas condições entre os pólos de outro eletroímã igual, mas que iria manter-se desativado. Os ratos permanecem confinados quatro dias antes de uma dos magnetos ser ativado, a fim de ensejar o necessário acasalamento. Após essa fase preparatória, um dos eletroímãs foi ativado. Diariamente, ao meio dia, os ratos de ambos os grupos eram pesados, a fim de verificar-se o desenvolvimento dos mesmos e as eventuais alterações que poderiam ter sido provocadas nos que se encontravam sob a ação do Campo Magnético Estático. Verificou-se que o Campo Magnético Estático retardou o desenvolvimento dos ratos a ele submetidos. Tal diferença entre os dois grupos mostrou-se mais acentuada a partir do quinto dia. Daí em diante, o desenvolvimento dos ratos submetidos ao Campo Magnético tronou-se significativamente menor; uma das fêmeas não aumentou praticamente de peso durante as três semanas subsequentes sob a ação do campo. O macho começou a perder peso no décimo primeiro dia e morreu logo depois.
É importante assinalar que esse “efeito letal” nos ratos machos foi também observado em outras experiências semelhantes. Ainda sem uma explicação, tal fenômeno necessita de mais estudos.
As ratas fêmeas não mostraram nenhum sintoma que sugerisse outros efeitos adversos. Após quatro semanas de permanência sob a ação do campo, elas não haviam, até então, dado cria! Uma vez livres da ação do Campo, foram acasaladas novamente e engravidaram normalmente, dando nascimento a descendentes perfeitos após vinte dias, período normal de gestação desses roedores. Tal efeito sugere que o Campo Magnético Estático apenas inibiu o desenvolvimento do embrião que poderia Ter resultado do primeiro acasalamento. A fertilidade das ratas não foi alterada, pois elas engravidaram quando acasaladas após haver cessado a exposição ao Campo.
O pesquisador, Dr. Jeno M. Barnothy considerou que, sem dúvida, há muitos fatores que poderiam ter ocasionado o não desenvolvimento dos ratos. É admissível que o Campo Magnético houvesse provocado um ou outro desses fatores. “Todavia, não deve ser excluído que o Campo Magnético possa retardar as atividades mitóticas(*) em geral”, afirma ele.
A partir de 1948, o Dr. J. M. Barnothy levou a efeito outras experiências, a fim de verificar a influência do Campo Magnético Estático no desenvolvimento de embriões no útero de ratas, bem como sobre o crescimento de tumores implantados e espontâneos em ratos. Tais observações, justamente com o efeito do Campo sobre a formação do sangue, apoiam a suposição de que o Campo magnético Estático retardam as atividades mitóticas em geral. (Barnothy, 1964, pp.93-99).

PRINCIPAIS EFEITOS PRODUZIDOS PELO CAMPO MAGNÉTICO ESTÁTICO

A lista dos efeitos observáveis, que o Campo Magnético Estático pode produzir em seres vivos , é bastante ampla. Limitar-nos-emos a enumerar os que mais nos chamaram a atenção. São rejeição de tumores implantados; alterações hematológicas; retardamento na cura de ferimentos e na regeneração de tecidos; efeitos sobre o sistema nervoso central; queda da temperatura corporal; desaparecimento do ciclo do impulso reprodutor; reabsorção de embriões no útero; decréscimo na respiração dos tecidos; inibição de culturas bactéricas durante sua fase estacionária máxima e alterações patológicas no fígado”. (Barnothy, 1964, p.18).
As explicações para esses efeitos, em sua grande maioria inibitórios em relação ao desenvolvimento dos meios biológicos, podem ser variadas. Algumas delas, as mais imediatas, basear-se-iam na possível alteração de algumas propriedades físico-químicas das substâncias orgânicas.
A primeira substância em que se pensa, quando se observa o fenômeno do retardamento provocado pelo Campo Magnético, no processo de desenvolvimento de alguns seres vivos como os ratos, é a tripsina. Essa substância é encontrada no suco pancreático e é fator muito importante na nutrição dos animais. A tripsina é uma enzima catalisadora da hidrólise das proteínas, facilitando o desdobramento dessas substâncias em peptinas, polipeptídeos e, finalmente, em aminoácidos. Desse modo, as proteínas ingeridas nos alimentos conseguem ser aproveitadas pelos animais, pois esses somente podem absorver os produtos resultantes da digestão das moléculas protéicas, garças à tripsina presente no suco gástrico. As proteínas são moléculas muito grandes e, por isso, não caberiam nos finíssimos canais das vilosidades intestinais. As moléculas dos aminoácidos são pequenas e conseguem passar por aqueles canalículos. Se faltar tripsina no suco gástrico, o animal come proteínas, mas não consegue digeri-las e assimilá-las, advindo daí a redução no seu desenvolvimento e até mesmo a morte por desnutrição.
Será que o campo Magnético Estático teria alguma influência sobre a tripsina? Se fosse esse o caso, teríamos explicado a ação inibidora do crescimento dos ratos e vários outros processos dependentes da nutrição e assimilação das substâncias protéicas. Naturalmente não se explicariam outros fenômenos como a reabsorção de embriões no útero, a rejeição de tumores implantados, o retardamento na cura dos ferimentos e regeneração dos tecidos; os efeitos sobre o sistema nervoso central; a queda de temperatura corporal etc. Entretanto, talvez a ação muito prolongada da desnutrição protéica pudesse provocar alguns dos distúrbios enunciados. Mas, experiências feitas com o objetivo de verificar a ação do Campo magnético Estático sobre a tripsina mostraram que, pelo contrário, o campo magnético ajuda a ativar e mesmo restabelecer as propriedades proteolíticas daquela enzima! (Cook e Smith, 1964, pp.246-256). Logo, os seres vivos submetidos à ação de fortes Campos Magnéticos deveriam, ao contrário, sofrer um estímulo em seu desenvolvimento. No entanto, observa-se exatamente o contrário. Qual seria a causa, ou causas, dessa ação inibidora dos processos biológicos provocada pela exposição a um forte Campo Magnético Estático? Talvez devêssemos procurar explicações baseadas em outros princípios que não os físico-químicos apenas.
O fato de registrar-se casos de inibição no desenvolvimento de embriões, até mesmo, a reabsorção de embriões no útero de ratas, retardamento no crescimento de ratos jovens, rejeição de tumores implantados, bem como atraso na cicatrização de ferimentos e outros processos dependentes de multiplicação celular, faz-nos pensar na possibilidade de interferência do Campo Magnético sobre outro tipo já suspeitado de Campo Biológico implicado na morfogênese e manutenção dos seres vivos. (Burr, 1972; Andrade, 1958, 1984, 1986; Sheldrake, 1981, 1988, 1991).


O HIPOTÉTICO CAMPO DA VIDA

Em meio à imensa variedade dos fenômenos naturais, a vida se destaca como o mais estranho e singular. Enquanto a tendência dos processos físicos e químicos é, da desorganização progressiva, do crescente desnível energético, da marcha para os estados mais prováveis, a vida surge como uma corrente oposta a essa meta universal! A vida tende para a organização crescente, para a evolução constante em busca do aperfeiçoamento em todos os sentidos, inclusive demandando alcançar o controle das leis que governam a matéria!
Em resumo, a vida é antientrópica e, com isso, ela contraria o segundo princípio da termodinâmica, que é uma lei universal.
Para explicar o surgimento da vida em nosso planeta, sem lançar mão de idéias religiosas criacionistas, os pensadores imaginaram várias teorias. Tais teorias podem dividir-se em duas grandes categorias, as mecanicistas e as vitalistas.
As primeiras, as mecanicistas, admitem que a própria matéria orgânica, após atingir um determinado estágio de complexidade e devido a fatores ainda desconhecidos, mas exclusivamente materiais, alcançou o nível biológico e prosseguiu daí em sua marcha ascensional de aperfeiçoamento, garças á seleção natural.
As hipóteses vitalistas consideram, também, como imprescindível o estágio orgânico complexo da substância a ser vitalizada, mas não aceitam a possibilidade da passagem espontânea do estado da matéria inerte para o de matéria viva. Os vitalistas supõem que essa transição só é possível mediante a intervenção de um princípio animador capaz de vivificar a matéria orgânica já em condições de recebê-lo e alojá-lo. Esse fator vitalizador seria o único de subtrair o composto orgânico à fatalidade entrópica devida ao segundo princípio da termodinâmica. Unida ao referido fator, a matéria inerte passaria ao estágio biológico e continuaria daí por diante em evolução constante graças ao mesmo fator auxiliado pela seleção natural.
Os vitalistas mais antigos supunham que referido fator seria uma espécie de ar que penetrava no organismo a ser vivificado. No Gênese, II-7, lê-se que o criador, após haver formado o primeiro homem, soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida e tornou-o um ser vivente. Com o evoluir da ciência, os vitalistas foram definindo melhor a sua concepção acerca do princípio vitalizador. Ultimamente, os mais modernos atribuem a um Campo Morfogenético o fator capaz de dar partida aos processos biológicos. Inicialmente pouco precisa, a descrição do princípio vitalizador passou a assumir maior coerência e clareza, graças aos trabalhos de Harold Saxton Burr e seus colegas (Burr, 1957, 1972) e às idéias de Rupert Sheldrake (Sheldrake, 1981, 9188, 1991).
A tendência, atualmente, é para atribuir-se a um Campo de forças o processo de vitalização da matéria orgânica. Naturalmente, o mecanismo desse processo é mais complexo do que possa imaginar simplesmente em termos de nossa física corrente. O citado Campo seria também responsável pela organização da forma do ser vivo. Daí a denominação dada por Sheldrake: Campo Morfogenético. A atuação desse Campo far-se-ia mediante uma ressonância mórfica. (Sheldrake, 1991, pp. 115-118).
Experiências mais recentes, levadas a efeito no instituto brasileiro de pesquisas psicobiofísicas – IBPP, parecem dar apoio às idéias vitalistas. Especialmente às teorias de Harold Saxton Burr e de Rupert Sheldrake, particularmente desse último. Entretanto, a hipótese de trabalho adotada pela equipe do IBPP implica a aceitação da tese espírita, que admite a sobrevivência do espírito. (Andrade, 1958, 1994 e 1986).
Andrade reconhece que, a inclusão das idéias espíritas em sua teoria, torna-a dificilmente aceitável pela atual mentalidade científica. Todavia, a hipótese espírita está tendo cada vez maior apoio nos fatos. Não nos referimos à abundante fenomenologia que surgiu nos séculos XVII e XIX, cujos resultados foram desprezados, em sua maioria, sob a alegação de fraude ou inconsistência do método experimental. Apontamos as modernas observações de casos de experiências de quase morte (EQM), as visões em leito de morte (VLM), as experiências fora do corpo (EFC), os casos que sugerem reencarnação (CSR) e as experiências de transcomunicação instrumental (TCI) como as mais recentes evidências a favor da existência e sobrevivência do espírito após a morte do corpo físico. Pensamos que o establishment científico terá de mudar a sua posição neste sentido, no século que se avizinha. A essas evidências acrescentar-se-iam os resultados das experiências laboratoriais da equipe do IBPP, acerca do Campo Biomagnético. Tais experiências foram inicialmente realizadas em São Paulo no ano de 1967 e pouco depois interrompidas, após promissores resultados.
Em junho de 1995, as pesquisas a respeito do Campo Biomagnético foram retomadas no laboratório do IBPP, então em sua nova sede na cidade de Bauru, SP> Novos aparelhos e nova equipe foram empregados nessa Segunda fase de investigações do hipotético Campo da Vida. Sem querer dar como definitiva a descoberta desse novo tipo de Campo, queremos informar que há grandes probabilidades de que tal fato tenha ocorrido.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANDRADE, H. G.: (1958) – A Teoria Corpuscular do Espírito. São Paulo: Edição do Autor.
(1984) – Espírito e Alma. São Paulo: Pensamento.
(1986) – Psi Quântico. São Paulo.

BARNOTHY, Madeleine F.: (1964) – Biological Effects of Magnetic Fields. New York: Plenum Press.

BURR, H. S.: (1957) – The Electrodynamic Theory of Life. Yale Journal of Biology and Medicine. Vol.30, nº3.
(1972) – Blueprint for Immortality. London: Neville Spearman.

COOK, Elton S.; SMITH, M. Justa, O.S.F.: (1964) – Increase of Activity, in Biological Effects of Magnetic Fields. New York: Plenum Press.

SHELDRAKE, Rupert: (1981) – A New Science of Life. Los Angeles: J. P. Tar Cher.
(1988) – The Presence of the Past. London: Collins.
(1991) – O Renascimento da Natureza. Trad. Maria de Lourdes Eichenberger e Newton Roberval Eichenberg. São Paulo: Cultrix.

22 abril 2009

EX-MINISTRO DA JUSTIÇA ESCREVE SOBRE ESPIRITISMO

RAZÃO E RELIGIÃO

No ano que se inicia, comemora-se o centenário da morte do cientista e médico Cesare Lombroso, fundador da Antropologia Criminal. Lombroso foi, ao lado de Garófalo e Ferri, um dos epígonos da Escola Penal Positiva italiana, cujas ideias foram fruto do desenvolvimento das ciências naturais e da confiança nos métodos empírico-explicativos.
A explicação causal do crime nasce com Lombroso a partir de estudos da morfologia de diversos condenados e internados, observando dados físicos dos quais retira consequências acerca do desenvolvimento mental. Sinais exteriores como queixo prognata, testa curta, orelhas de abano são características correspondentes a tendências delituosas. Dessa maneira, há um criminoso nato cuja origem está no atavismo, na herança da idade selvagem. O delito é fruto inexorável desse homem incorrigível, em razão da não-evolução de aspectos físicos e psíquicos. Assim, Lombroso negava o livre-arbítrio por acreditar na determinação absoluta da prática delituosa por fatores antropológicos.
Além de O Homem Delinquente, escreveu Lombroso A Mulher Delinquente, estudo no qual afirmava, após exame das características da mulher como as físicas, a capacidade craniana, o esqueleto, o peso e estatura, a inteligência e a moralidade, que esta possui fundamentalmente caracteres que a aproximam do selvagem e da criança.
Lombroso, contudo, mais tarde, sob influência de Ferri deu relevo aos aspectos ambientais na produção do fato delituoso, além de concluir, no final da vida, em consequência de sua adesão ao espiritismo, que dentre os criminosos poucos poderiam ser considerados como natos.
Curiosa é a caminhada do cientista, aferrado à análise dos fatos e à comprovação de suas causas, em direção ao espiritismo. Lombroso não foi fulminado pelo milagre da graça ou conduzido por uma revelação entusiasmante de Deus e das verdades escatológicas, mas chegou à religião, como se verá, por força dos fatos dos quais se declara escravo.
Na Itália do último quartel do século 19, deu-se forte influência do espiritismo, mormente no meio científico. Lombroso negou-se diversas vezes a participar de experiências espíritas, que chegou a ridicularizar. Coincidiu sua estada em Nápoles, em março de 1891, com a do professor Chiaia e da médium Eusápia Paladino, de extraordinários poderes. Lombroso concordou em presenciar uma sessão, desde que no seu hotel, à luz do dia, com cuidados contra qualquer fraude.
Na primeira de uma centena de sessões com a médium, impressionou-o o fato de, estando Eusápia presa a uma cadeira, a cortina do quarto se ter desprendido para envolvê-lo.
Poucos meses após a primeira experiência espírita, em julho, Lombroso já manifestava se envergonhar de haver combatido com violência a possibilidade de fenômenos espíritas, pois, apesar de contrário à teoria, atestava que fatos existiam e se orgulhava de deles ser escravo.
Em 1890, afirmara, diante da verificação de levitações, de transporte de objetos e de materializações, que com relação à teoria espírita era um pequeno seixo na praia, a água não o cobria, mas a cada maré sentia estar sendo arrastado um pouco mais para o mar. Experiência impressionante foi a aparição, em 1902, de sua mãe em diversas sessões, uma figura com a mesma estatura e a mesma voz, na maioria das vezes chamando-o de "fiol mio", como era próprio de sua origem veneziana.
Indagado por um jornalista em 1906 sobre os fenômenos espíritas, Lombroso disse que por educação científica fora sempre contrário ao espiritismo, mas ao lado de eminentes observadores, médicos, físicos, químicos, biólogos constatou fatos. Assim, acreditava na evidência, nada mais, sem medo do ridículo ao afirmar fatos dos quais experimentalmente adquirira profunda convicção.
Escreveu, então, em 1909, perto de morrer, o livro Hipnotismo e Mediunidade, em cujo prefácio declara que se situou distante de toda a teoria para que a convicção surgisse espontânea dos fatos solidificados pela consciência emanada do consenso geral dos povos. Fez, então, uma consistente síntese das experiências mediúnicas ao longo do tempo, mostrando a analogia entre o que sucedeu com os povos antigos, com os povos indígenas, com os fenômenos ocorridos na Idade Média ou no Renascimento e com o que sucedeu naqueles dias na presença de ilustres cientistas.
Disse, então, possuir um mosaico de provas resistente às mais severas dúvidas. Dentre tantos fenômenos e experiências que relata, muitos dos quais testemunhou, curiosos são os casos judiciários, como o da revelação por espírito de jovem falecido em navio de ter sido envenenado com ingestão de amêndoas com rícino, fato este depois constatado por perícia.
Escravo dos fatos, Lombroso descobre pela experiência o espiritismo, o que não contraria sua formação científica, causal-explicativa.
Allan Kardec, no Livro dos Espíritos, reconhece o livre-arbítrio, mas admite que não são os caracteres físicos que determinam o comportamento, e sim a natureza do espírito encarnado, que pode ter inclinação para o mal, mas possui o poder de enfrentar com o seu querer a tendência manifestada. Lombroso reconhece, ao fim, a pouca incidência de hipóteses do criminoso nato.
Este escorço histórico, quando dos cem anos da desencarnação de Lombroso, recoloca a angustiosa questão do livre-arbítrio ou do determinismo. A meu sentir, a liberdade não pode ser indiferente. Cabe situar o homem em suas circunstâncias biológicas e sociais, pois age no mundo que o circunda. O homem possui uma liberdade, mais que situada, sitiada, sem deixar de ter, contudo, uma esfera de decisão última pela qual define a realização da vontade e a do seu próprio modo de ser. Sem liberdade perdem sentido a dignidade do homem e a imortalidade do espírito.

Miguel Reale Júnior, advogado, professor-titular da Faculdade de Direito da USP, membro da Academia Paulista de Letras, foi secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, no governo Franco Montoro e ministro da Justiça.("O Estado de São Paulo", São Paulo, 3 de janeiro de 2009, p.2).
Fonte: http://www.febnet.org.br/

20 abril 2009

O CRESCIMENTO SUSTENTÁVEL DO SER

O Crescimento Sustentável do Ser sugere uma visão holística, com o objetivo de uma avaliação real, sem fuga, sem medo, sem cobranças. Nossa sociedade propõe um modelo, por vezes cruel, fazendo adormecer nossa essência que é o nosso maior bem, forçando-nos cada vez mais a nos parecer uns com os outros, negando muitas vezes nossa individualidade. E quanto mais nos parecemos mais diferentes ficamos de nos mesmos ou seja criamos uma personagem que não tem sustentação.
O Crescimento Sustentável do Ser nos propõe uma visão mais humana, é isso mesmo, contudo que isso significa, com os defeitos, os medos, as superações, as imperfeiçes e tudo colocado e visto de uma forma responsável e madura para que nossas conquistas sejam reais, não importam se grandes ou pequenas, importa que serão nossas e serão o alicerce para a construção daquela que será nossa maior edificação, nós mesmos.
Haroldo Matias

19 abril 2009

PASSES MAGNÉTICOS

Será realmente que existe uma técnica para o passe?
Eu prefiro concordar com Herculano Pires quando afirma que "A técnica do passe não pertence a nós, mas exclusivamente aos Espíritos, Superiores. Só eles conhecem a situação real do paciente, as possibilidades de ajudá-lo em face de seus compromissos nas provas, a natureza dos fluidos de que o paciente necessita e, assim por diante."

Na verdade o passe espírita é simplesmente a imposição das mãos, usada e ensinada por Jesus, como se vê nos Evangelhos. Origina-se das práticas de Cura do Cristianismo Primitivo.
Sua fonte humana e divina são as mãos de Jesus. Mas há um passado histórico que não podemos esquecer. Desde as origens da vida humana na Terra encontramos os ritos de aplicação dos passes, não raro acompanhado - rituais, como o sopro, a fricção das mãos, a aplicação de saliva e até mesmo (resíduo do rito do barro) a mistura de saliva e terra para aplicação no doente.
O espírita antes de tudo tem que manter o senso critico, para que isto?
O passe já foi desvendado ou classificado pelo estudo da parapsicologia o próprio Rhine usa a expressão plasma extra físico, certamente composto de partículas livres de antimatéria.
Nas famosas pesquisas da, Universidade de Kirov, na URSS, em que os cientistas soviéticos (materialistas), descobriram o corpo-bioplásmico do homem, verificou-se por meios tecnológicos recentes, que a força-psíquica de Willian Crookes é uma realidade vital na nossa própria estrutura, psicofísica.
O espírita não pode continuar com sua mentalidade igrejeira e ficar apegado a rituais, estamos aqui para evoluir intelectual e moralmente.

Raul de Montandon já havia obtido na França, por meios mais modestos, fotos de, corpos bio-plásmicos de animais inferiores, e Gustavo Geley comprovara, em Paris, o fluxo, de ectoplasma em torno das sessões mediúnicas. As mãos humanas funcionam, no passe, espírita como antenas que captam e transmitem as energias do plasma vital de antimatéria.
Hoje conhecemos, portanto, toda a dinâmica do passe espírita como transmissão de fluidos, no processo aparentemente simplíssimo e eficaz do passe.
Não há milagre nem sobrenatural.

Todo o seu ensino espírita visava a afastar os homens das superstições vigentes no tempo.

O passe espírita não comporta as encenações e explicações em que hoje o envolveram alguns teóricos improvisados, geralmente ligados a antigas correntes espiritualistas de origem mágica ou feiticista.
Todo o poder e toda a eficácia do passe espírita dependem do espírito e não da matéria, da assistência espiritual do médium passista e não dele mesmo. Os passes padronizados e classificados (pertencem) derivam de teorias e práticas mesméricas, magnéticas e hipnóticas de um passado já há muito superado.

As pessoas que acham que os passes ginásticos ou dados em grupos, mediúnicos formados ao redor do paciente são passes fortes, assemelham-se às que, acreditam mais na força da macumba, com seus apetrechos selvagens, do que no poder, espiritual.
As experiências espíritas sensatas e lógicas, em todo o mundo, desde os dias de, Kardec até hoje mostraram que mais vale uma prece silenciosa, às vezes na ausência e sem, o conhecimento do paciente, do que todas as encenações e alardes de força dos ingênuos ou, farofeiros que ignoram os princípios doutrinários.
Talvez alguém se sinta agredido pensando bem este cara é um fanático religioso é um bitolado, não meu caro leitor, no livro dos espíritos informa a questão 653_ "A verdadeira adoração está no coração. A questão 658 -" A prece é sempre agradável a deus quando é dita pelo coração(...).
Quer dizer os Espíritos realmente elevados não aprovam nem ensinam essas coisas, mas apenas a prece e a imposição das mãos. Toda a beleza espiritual do passe espírita que provém da fé racional no poder espiritual, desaparece ante as ginásticas pretensiosas e ridículas gesticulações.
As encenações preparatórias: mãos erguidas ao alto e abertas, para suposta, captação de fluidos pelo passista, mãos abertas sobre os joelhos, pelo paciente, para melhor, assimilação fluídica, braços e pernas descruzados para não impedir a livre passagem dos, fluidos, e assim por diante, só serve para ridicularizar o passe, o passista e o paciente.
Todas essas tolices decorrem essencialmente do apego humano às formas de, atividades materiais. Julgamo-nos capazes de fazer o que não nos cabe fazer. Queremos, dirigir, orientar os fluidos espirituais como se fossem correntes elétricas e manipulá-los, como se a sua aplicação dependesse de nós. O passista espírita consciente, conhecedor da, doutrina e suficientemente humilde para compreender que ele pouco sabe a respeito dos, fluidos espirituais -e o que pensa saber é simples pretensão orgulhosa limita-se à função mediúnica de intermediário.
Somo médiuns, portanto devemos reconhecer que não podemos dar de nós mesmo.
A doação vem dos Espíritos. São eles que socorrem aqueles por quem, pedimos não nós, que em tudo dependemos da assistência espiritual.
Não temos o poder de manipular e distribuir os fluidos ao nosso modo e a, seu critério.
No Livro dos Médiuns capitulo XXVII item 4º Existe uma questão que é muito mal observada nos meios espíritas. Diz o seguinte "As contradições, mesmo aparentes, podem lançar dúvidas no Espírito de algumas pessoas". Que meio de verificação se pode ter, para conhecer a verdade?
Estudai, comparai aprofundai. Incessantemente vos dizemos que o conhecimento da verdade só a esse preço se obtém. Como quereríeis chegar á verdade, quando tudo interpretais segundo vossas idéias, acanhadas, que, no entanto, tomais por grandes idéias?
Livros dos Médiuns> Kardec
Experiências psíquicas> Sheila ostrander e Lynn Schroeder
Obsessão passe e doutrinação> J H. Pires

NUNCA É TARDE DEMAIS...

Transições e Revoluções Planetárias
Breno Henrique de Sousa


Os tempos são chegados e a transição é marcada por diversas revoluções outrora anunciadas. Especialistas dos mais respeitáveis setores do conhecimento humano buscam entender a atual conjuntura social e antever suas possíveis conseqüências. Acompanhadas das revoluções sociais estão as revoluções da natureza, desde cataclismos geológicos naturais até as conseqüências dos desmandos do homem sobre o meio ambiente.

A enfermidade, para qualquer iniciado na medicina espiritualista, surge pelo desequilíbrio energético do organismo. O desequilíbrio das energias sutis minam as defesas orgânicas deixando o caminho livre para a ação dos agentes infecciosos. A Terra é como um organismo vivo, sua emanação energética é fonte vital para nosso equilíbrio assim como, materialmente, ela é o reservatório que mantém a vida orgânica. Há uma profunda relação entre o equilíbrio energético do perispírito e seus vórtices energéticos, com as energias emanadas do sol, do ar e da terra. Isso fica evidente quando os espíritos superiores nos informam que o perispírito é formado pelo fluido do planeta que o espírito habita, selando esta relação profunda.

A saúde do planeta afeta a nossa saúde física, mental e espiritual, assim como nossas ações influem sobre a saúde do planeta. Os especialistas discutem a proporção real da problemática ecológica e o quanto dela se deve a ciclos naturais do planeta. Decerto, as alterações climáticas e geológicas são comuns no planeta, mas a peculiaridade deste momento é como ela é agravada pela ação humana e a crise de valores que acompanha a atual crise ecológica.

Temos a cognição de que estas duas crises, a ecológica e a social, da forma que se apresentam, com sua concomitância, não tem precedentes na nossa história e compreendemos também que ambas são, na realidade, duas faces de uma mesma crise, ou pelo menos, disso temos certeza, que elas repercutem uma sobre a outra agravando mutuamente seus efeitos. Assim temos ao mesmo tempo: um momento de transformações físicas naturais que tem causado alterações climáticas e aumento da atividade sísmica; transformações magnéticas e energéticas que acompanham estas mudanças climáticas e geológicas; transformações sociais onde ocorre a eclosão da violência e de patologias psíquicas que possuem suas causas históricas e sociais, mas que são agravadas pelos dois primeiros fatores e os males causados à natureza pela ação humana.

A atual revolução no campo energético do nosso planeta está também relacionada com fatores cósmicos mais amplos que escapam de nossa percepção. A Terra não é uma pedra impassível que navega inalterável no espaço. Como um ser vivo, ela é um sistema aberto que sofre influencia das modificações das energias solares e das regiões cósmicas por onde transita nossa galáxia que viaja no espaço.

Quando se aproxima uma catástrofe natural, os animais intuem por seu instinto o acontecimento. Nas últimas tsunamis ocorridas na Ásia, antecipadamente, muitos animais rumaram para áreas mais altas para se refugiarem. Existem centenas de exemplos de como os animais podem antever catástrofes ou mesmo “adivinhar” onde há alimento e água. O instinto é excelente guia, seu fundamento está na integração energética do corpo espiritual em formação compondo-se com as energias planetárias. Da mesma forma, nós estamos integrados à natureza com a diferença de termos o perispírito já formado. O raciocínio nem sempre nos permite observar nossas reações instintivas, sempre procuramos razões complexas para explicar o comportamento social desconsiderando que ele é significantemente influenciado por fatores ambientais, energéticos e espirituais que na maioria das vezes não nos damos conta. Uma simples alteração climática pode influir sobre os índices de violência urbana, o que dizer então de mudanças tão profundas como as que estão ocorrendo agora?

Neste momento, somos animais nervosos e amedrontados que pressentem o perigo como aqueles que pressentiam a tsunami. Este padrão de energia agitado tem provocado toda sorte de desordem comportamental e atingido, sobretudo as almas fracas e desequilibradas. Como os animais, sentimos a agitação. Os que desfrutam de relativo amparo da espiritualidade e conquistas no campo do equilíbrio emocional, ainda assim, sentem uma inquietação profunda, uma ansiedade que geralmente lhes conduzem a atuar de maneira mais intensa em suas atividades espirituais e humanitárias. Estes precisam estar atentos para que essa ansiedade não se torne medo e alimente a violência ou desespero. Mas há também aqueles que estão na escuridão do conhecimento das coisas espirituais, os que se comprazem nas trevas da ignorância, envoltos no padrão de energias angustiantes. São também os que se preocupam unicamente com a sobrevivência material, ou que se completam apenas com os prazeres oferecidos pela matéria, são dominados pela energia do medo, do egoísmo e da vaidade. Estes, inconscientemente também são agitados por essa revolução energética, mais que isso, pressentem que esta revolução lhes ameaça e que eles estão especialmente vulneráveis a tais transformações. Reagem como animais desesperados na fila para o abate. Em todas as partes eclodem núcleos de violência e barbárie, violência às vezes gratuita e incompreensível ou em outros momentos, travestida de ideais políticos e religiosos.

Observando a natureza, as espécies vegetais possuem mecanismos interessantes para garantir sua perpetuação biológica. Quando submetida a qualquer estresse climático, químico ou hídrico a planta reage acelerando sua reprodução, emitindo pendões florais, para garantir a perpetuidade diante do perigo iminente. São biologicamente programadas para reagir pelo automatismo fisiológico, mesmo que ainda não tenham consciência de si mesmas. O princípio espiritual estagia nos pródromos da matéria, assimilando os seus automatismos, para despertar a consciência com o manancial de aquisições evolutivas conquistadas ao longo de sua caminhada nos reinos da natureza. Ao despertar como espírito individual e completo o homem ainda encontra-se preso aos atavismos materiais, sobretudo as reações instintivas de sobrevivência e reprodução. As energias sexuais ainda preponderam sobre o plano da consciência e no início de sua caminhada o espírito está predominantemente dominado pelo plano biológico da sobrevivência que equivale ao sexo e ao alimento, para depois desenvolver o sentimento que o eleva a condição humana.

A estrutura do corpo físico, vigorosa de hormônios sexuais, é típica deste estado evolutivo e compatível com o nível de consciência do espírito recém chegado na hominalidade. Os hormônios sexuais estão também relacionados com os impulsos de agressividade necessária para a luta e sobrevivência enquanto estagia em mundos primitivos. Sexo e violência andaram sempre juntos porque possuem uma relação fisiológica muito próxima, além de serem impulsos dominantes e incontroláveis nos espíritos menos evoluídos.
Assim, podemos entender que se o atual padrão energético da Terra provoca reações de agressividade e ansiedade, ele também estimula a libido e a recrudescência à sexualidade impulsiva e desregrada. É uma resposta instintiva ao pressentimento inconsciente do perigo, assim como a planta que acelera seu processo reprodutivo para garantir sua sobrevivência mesmo sem ter consciência deste processo. O padrão atual de energia é favorável a exacerbação das energias sexuais, isso não seria um problema se tivéssemos equilíbrio para canalizar estas energias e é isso o que tem feito espíritos nobres que têm produzido neste momento grandes obras no campo da ciência, tecnologia, humanidade, arte e espiritualidade. A maioria, porém, sofre a influência desta faixa vibratória de maneira desequilibrante, dando vazão aos seus impulsos, prescindindo de valores éticos e morais, agravando ainda mais o seu estado individual de comprometimento diante das leis divinas e, por conseqüência, agravando o panorama de desequilíbrio e sofrimento da humanidade.

Este padrão de energia exerce uma função catalisadora, sua origem está nas atuais revoluções climáticas e geológicas (pois é chegado o momento natural delas acontecerem), sob influencia desta torrente energética, que não é boa nem ruim – nossas reações é que qualificam seus efeitos – cria-se uma psicosfera de desequilíbrio que agrava o problema, além da destruição da natureza pelo homem, desdobrando todo um panorama de revolução e transformações sociais, ambientais e espirituais. Esta psicosfera pode causar desde a ansiedade e hiperatividade, o que leva a uma maior produção em todos os campos de atividade humana, até a obsessão pelo trabalho, o estresse e o desenvolvimento de psicopatologias relacionadas com a ansiedade como o pânico e os transtornos obsessivos compulsivos, ou mesmo, nas personalidades mais depressivas e fragilizadas, distúrbios como as depressões e transtornos bipolares. Todos estes fatores unidos ao nosso insalubre modelo de vida, onde predominam o sedentarismo, dietas pouco saudáveis e contaminação oriunda de agrotóxicos, poluentes e medicamentos, é a combinação tragicamente perfeita para deixar-nos ainda mais vulneráveis a esta crise.

A espiritualidade não nos deixa órfãos nestes momentos tão difíceis e encarnam na Terra espíritos missionários que surgem como faróis na noite escura que atravessamos. Eles surgirão (e já surgem) em todas as partes e não serão identificados por pertencerem a alguma bandeira ou ideologia específica. É preciso que seja assim, porque agora o inimigo não está mais personificado em um país, religião, bandeira política ou ideológica. Não está mais em grupos ou famílias inimigas. O inimigo agora está em nosso país, em nossa fronteira, compartilha das mesmas bandeiras ideológicas, senta-se conosco à mesa e se parece fisicamente. O inimigo hoje pode ter o mesmo sangue, pode ser uma mãe que joga o filho pela janela ou um filho que assassina os pais para tomar-lhes a fortuna.

Diante da tormenta é necessário ter redobrada vigilância e esforçar-se por manter o pouco de luz que adquirimos para não nos perdermos na escuridão da ignorância. É preciso trabalhar no sentido de garantir conhecimento espiritual aos milhares de sedentos que anseiam por compreensão e esperança. A coragem e o amor são os grandes e legítimos instrumentos que podem salvar-nos e salvar aqueles aflitos que buscam alívio, compreensão e sentido para prosseguir a existência.

Neste momento é preciso não vibrar nas faixas da contenda e dos sectarismos gratuitos, eivados de floreios retóricos, alheios à gravidade do problema. Na crise é preciso ser tolerante com as diferenças menores, a fim de unir forças para o objetivo maior de esclarecer um maior número de consciências sedentas de socorro espiritual. No momento, nós, líderes, pensadores e formadores de opinião, nos encontramos como doutores da lei e sacerdotes discutindo o sexo dos anjos, orgulhosos dos nossos saberes, felizes quando vencemos os conclaves filosóficos com nossos argumentos rebuscados, enquanto isso, a porta do templo do conhecimento está fechada e lá fora os sedentos das noções mais elementares da espiritualidade gritam de desespero. Não nos esqueçamos que nos será pedido contas dos talentos que recebemos e que amanhã poderemos renascer sem o privilégio dos conhecimentos que temos, à míngua entre a humanidade mendicante de diretrizes espirituais.

Não se põe uma candeia debaixo do alqueire, sobretudo quando a escuridão ameaça destrilhar a humanidade. Unamo-nos, pois no propósito de esclarecer consciências e consolar corações.

"UM POUCO DE CIÊNCIA NOS AFASTA DE DEUS.MUITO NOS APROXIMA"

Louis Pasteur

É PRECISO MUITA ANÁLISE PARA NÃO MISTIFICAR

A PRESENÇA DE EXTRATERRESTRES NOS CENTROS ESPÍRITAS

Amigos,estamos tratando da Transição Planetária atual e dos desdobramentos naturais das atividades da GRANDE FRATERNIDADE BRANCA e dos seus Servidores em todas as atividades humanas e não humanas (animais, minerais, vegetais e elemental) em face das transformações no planeta Terra.
O presente texto não visa de forma alguma levantar críticas ao espiritismo. Pelo contrário, somos infinitamente gratos à codificação de Kardec .
Entendemos que , como numa família, deveríamos sentar para discutir os pontos críticos para avançar adiante.
É nosso desejo e aspiração avançar adiante sempre, aprendendo os novos caminhos e infinitos que são os caminhos do Espírito da Verdade.
Kardec codificou no Espiritismo, a existência dos espíritos dos homens como seres desencarnados;mas o espíritas não refletem sobre a idéia de espíritos de serem extraterrestres que possam ter desencarnado na Terra.
Kardec codificou o Espiritismo em 1857 (publicação do Livro dos Espíritos);afirmando estar trazendo palavras novas para as coisas novas, já que naquela epoca não existia a palavra Espiritismo e Herculano Pires na Introdução do livro dos espíritos, afirma que sobre este livro se ergue a Doutrina Espírita - pedra fundamental do Espiritismo, o seu marco inicial;mas o espíritas acreditam na ideia de que o Espiritismo não pode mais evoluir e que tudo o que tinha a ser conhecido e sabido já foi dito por Kardec que codificou no Espiritismo a comunicação entre o mundo material e o espiritual e em algumas obras como por exemplo - OBRAS PÓSTUMAS- se encontram relatos de seres terrestres(artistas famosos na Terra) morando em outros mundos do Sistema Solar.Porém os espíritas estranham uma comunicação de um ser que se identifica como sendo de outro planeta ou vindo de outro planeta;
Kardec codificou no Espiritismo a aparência dos espíritos como sendo geralmente o da última encarnação,mas os espíritas estranham uma comunicação de um ser aparência extraterrestre ( talvez por ser de outras encarnações em outros mundos);
Kardec codificou no Espiritismo o papel do médium, canalisando mensagens de espíritos;mas os espíritas estranham que haja médium para canalisar mensagens de outras fontes - p.ex.: seres mais evoluídos, que não se encontram desencarnados, apenas vibrando em outra dimensão.Kardec codificou o Espiritismo com base nos ensinos dos "Espíritos";mas o espíritas relutam em acatar ensinamentos de "Espíritos" que se dizem Extraterrestres, afirmando que estes estão tentando confundir os médiuns , ou que são obsessores.


AMIGOS,A PESQUISA NÃO SE ESGOTOU EM KARDEC !
KARDEC É A PEDRA FUNDAMENTAL!
HÁ AINDA UM IMENSO EDIFICIO POR SE CONSTRUIR!
BASTA UMA LEITURA NOS NOVOS LIVROS PSICOGRAFADOS - NO MEIO ESPÍRITA - PARA SABER SOBRE A TRANSIÇÃO PLANETÁRIA EM ANDAMENTO.

É FUNDAMENTAL AO ESPÍRITA O EXAME

Kardec e os exilados

Curiosamente, Kardec publicou um artigo de Camille Flammarion, sobre um Espírito de Capela em 1867

Giovanni Bruno

Aceitamos a “provocação” do confrade Marcelo Henrique Pereira lançada em seu artigo “Capelinos de onde?”, neste mesmo “Jornal dos Espíritos”, sobre a origem dos exilados que no passado foram transferidos para a Terra, com a missão de reajustarem-se perante as leis divinas e, concomitantemente, fazerem progredir a humanidade terrestre ainda em estágio primitivo.
Embasado nos artigos de Oswaldo Iório, em “Espiritismo & Ciência”, número 43, e de Alexandre Cárdia Machado, no jornal “Abertura”(1), em síntese, Marcelo concluiu que Edgar Armond e Emmanuel “erraram” ao afirmar que os exilados provinham de Capela, que este mito deve ser desfeito e que não se sabe de onde vieram os exilados que nos fizeram progredir. Contudo, apesar do brilhante texto referente à Doutrina discordamos de suas conclusões quanto à origem dos exilados.
A obra que tomamos como base é “A Caminho da Luz”, do Espírito Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier. Já que Edgar Armond tomou a mesma obra como referência para escrever “Os Exilados de Capela”, não nos ocuparemos desse texto e autor, pois como é sabido, Armond era também estudioso das Doutrinas Herméticas, e este seu trabalho reflete um pouco do seu conhecimento delas. Também não concordamos em atribuir a teoria dos capelinos a Armond uma vez que seu livro é de outubro de 1953 e o de Emmanuel data de agosto/setembro de 1938.
Iniciamos apresentando Capela, ou Capella, o mesmo que “Cabrita” no latim arcaico. Situa-se na Constelação do Cocheiro, ou Auriga, e dista 42 anos-luz da Terra(2). É um sistema binário composto, portanto, de duas estrelas. A estrela Aa é uma gigante amarela 80 vezes mais brilhante, 3 vezes mais massiva e diâmetro 11 vezes maior que nossa estrela, o Sol. Já a estrela Ab é 50 vezes mais brilhante e 2,5 vezes mais massiva que o Sol(3). A distância entre as estrelas Capela (Aa e Ab) é de apenas 113 milhões de quilômetros(4). Elas giram em torno do baricentro do sistema, isto é, em torno do centro de gravidade do sistema Aa e Ab e, não, uma em torno da outra. Sendo da mesma classe que o Sol (amarelas), elas evoluirão para anãs-brancas e, finalmente, para anãs-negras.
A afirmativa de Alexandre Cárdia Machado, de que por ser um sistema binário e possuir uma nebulosa solar Capela não poderia ter planetas ou desenvolver vida carece de qualquer fundamento científico. Não encontramos na literatura nenhuma menção quanto a uma nebulosa em Capela nem de um disco de poeira (ou protoplanetário) que as envolvesse. Como Emmanuel relata uma família de planetas nesse sistema, a nebulosa solar ou o disco protoplanetário já teria se transformado em planetas.
Mesmo que Capela (Aa e Ab) fosse envolvida por uma nebulosa solar, como afirma Alexandre, a NASA, agência espacial americana, no Documento Nº 03-084, liberado ao público em maio de 2003, sugere que o sistema binário estudado, cujo nome é HD 98800A, que fica na Constelação TW Hydrae, semelhante ao nosso primitivo Sol, apresenta dois discos de poeira, chamado, em inglês, de “planet-forming ou protoplanet”, que poderá evoluir, para a formação de planetas(5). Recentemente(6), entretanto, em março de 2007, a mesma agência liberou material indicando que esse sistema é mais complexo do que se pensava, pois é constituído por quatro estrelas e que o “gap” no disco de poeira pode indicar que a formação de planetas já teve início, embora possa ser, também, o resultado da inteiração gravitacional entre as quatro estrelas. A certeza virá com o avanço da tecnologia. Porém, é importante ressaltar, admite-se – com grande índice de certeza - a possibilidade de planetas em sistemas binários, em sistemas com três estrelas (ver a descoberta do planeta HD 188753 Ab)(7) e em sistemas mais complexos com quatro estrelas.
Repetimos que não lemos o trabalho de Alexandre Machado e que não sabemos qual literatura consultou, no entanto, os resultados divulgados pela NASA falam por si e cai por terra, definitivamente, o argumento sobre a impossibilidade de planetas em sistemas binários com e sem disco de poeira. Aliás, o nosso sistema solar, pensam alguns astrônomos, seria parte de um sistema binário, pois que o Sol possuiria uma estrela-companheira, Nêmesis, uma anã-vermelha ainda não localizada e que estaria entre 1 e 3 anos-luz de distância(8).
Emmanuel, na obra já citada diz que a Terra desprendeu-se da nebulosa solar (pág. 18), e que foi destacada do núcleo central do sistema (pág. 19), o que está de acordo com a teoria clássica da formação dos planetas(9). Porém, revela que o nosso sistema solar foi planejado por Jesus e pelos espíritos superiores e que tudo fora previsto para o desenvolvimento da vida na Terra sendo, a beleza, uma de suas preocupações principais.
Com referência aos capelinos e Capela, Emmanuel afirma:
PRIMEIRO - Capela é um sistema binário que se faz acompanhar de uma família de mundos (página 31);
SEGUNDO - Entre aqueles mundos, um guarda muitas semelhanças com a Terra (página 32);
TERCEIRO - Dali saíram alguns milhões de espíritos rebeldes que vieram para a Terra (página 35);
QUARTO - Grande parte daqueles espíritos voltou a Capela após séculos de sofrimentos expiatórios e muitos ainda se encontram na Terra (página 37);
QUINTO – “...as quatro grandes massas de degredados formaram os pródromos de toda a organização... introduzindo os mais largos benefícios no seio da raça amarela e da raça negra, que já existiam” (página 38 - somente agora foi confirmado o fato de que elas existiam separadamente pois os paleontólogos pensavam que todas as raças teriam derivado da raça negra(10).
Para não cansarmos o leitor, vamos comentar brevemente os itens acima:
PRIMEIRO - A tecnologia atual não permite ver diretamente exo-planetas orbitando estrelas; eles são descobertos quando “transitam” pelo disco solar de seus sistemas. É por isso que os observatórios espaciais e terrestres ainda não descobriram nenhum planeta em Capela embora esse sistema tenha sido alvo de várias pesquisas e calibração de instrumentos;
SEGUNDO - Emmanuel fala de um planeta, do sistema de Capela, semelhante à Terra, o que responde à dúvida de Marcelo Henrique em seu artigo;
TERCEIRO - Há, já, livros espíritas e não espíritas tratando dos capelinos na Terra. Exemplo: “Os Filhos das Estrelas” e “Tempo de Amar” (Lúmen Editorial), ambos da doutora Maria Teodora Ribeiro Guimarães, fundadora e conselheira da Sociedade Brasileira de Terapias de Vidas Passadas – SBTVP(11) – relata o caso de um jovem desajustado, Leo, que, através da Terapia de Vidas Passadas, regride até suas encarnações no sistema solar de Capela, onde fornece alguns dados sobre o seu planeta de origem. Um dado importante, é o relato de que seu planeta tem um período de translação de cerca de 12.600 anos terrestres – se bem lembramos já que não temos o livro para consulta no momento - o que implica numa grande distância das estrelas centrais e um impacto menor frente à potência luminosa/calorífica irradiada pela dupla de estrelas, isto é, recebe menos calor e, portanto, possibilidade maior de desenvolver-se vida material como a conhecemos;
“Colônia Capela – A Outra Face de Adão”, de Pedro de Campos, por instruções do Espírito Yehoshua bem Nun (Lúmen Editorial). Obra muito interessante. Somente para estudiosos;
“Exilados por Amor”, de Lucius, psicografia de Sandra Carneiro (Vivaluz), recentemente lançado, o livro relata a trajetória de um espírito capelino em seu exílio terrestre e que conhece Jesus na Palestina. É uma agradável e envolvente leitura;
Curiosamente, Kardec publicou um artigo de Camille Flammarion, uma ficção diríamos nos dias atuais, sobre um Espírito de Capela, na Revista Espírita de março e maio de 1867;
“Crepúsculo dos Deuses” (Editora Casa dos Espíritos), de Ângelo Inácio, psicografia de Robson Pinheiro, que, por respeito e caridade à Doutrina, deveria ser retirado das livrarias tal é a confusão, a quantidade de erros conceituais e a falta de bom senso nos argumentos apresentados. O médium, que tem obras importantes, se esqueceu completamente das recomendações de Kardec, e os cuidados de Chico Xavier, ao se editar um livro espírita. Em breve faremos um artigo sobre o livro.
Em resumo, pelo mostrado acima, não se sustentam as teses de Alexandre Cárdia Machado enquanto que as de Emmanuel revelam-se precisas, atuais.
Nos fins dos anos 1930, na mesma obra, Emmanuel já dizia que Deus não fez o homem para viver só no Universo e que nos faz bem esse “isolamento” momentâneo por ainda sermos espíritos de evolução insipiente, egoístas e belicosos, de onde depreendemos que ao progredirmos moralmente poderemos vir a nos relacionar com irmãos encarnados de outros sistemas solares.
Não teceremos maiores comentários sobre o artigo de Richard Simonetti indicado por Marcelo em Notas do Autor, nº 5. Diremos apenas que Simonetti, por quem temos especial respeito por nos introduzir no Espiritismo no longínquo ano de 1971, em Bauru, SP, cai perigosamente na mesma tentação – e erro - dos que diziam que a antimatéria é a matéria do mundo espiritual e do perispírito (não é!), ao aventar a possibilidade de que a “matéria escura” que os astrofísicos não enxergam seja a matéria do mundo espiritual. Pode até ser, mas é demasiado prematuro sugerir tal hipótese quando não se sabe quase nada a respeito dela. Einstein previra a “energia escura” em suas equações. Depois, retirou esse termo delas, pois os instrumentos da época não corroboravam sua previsão. Disse que foi uma estupidez ter pensado naquilo. Hoje, sabemos que estava certo.
Em Espiritismo, valem sempre as recomendações de Kardec sobre a “aplicação do bom senso e o controle universal dos espíritos”, bem lembradas por Marcelo, aliás. Concordamos com ele quando afirma que não devemos “endeusar espíritos ou personalidades encarnadas” e que devemos submetê-los sempre ao crivo da razão, do bom senso e ao controle universal dos espíritos. Contudo, o respeito e a fraternidade devem sempre ser um imperativo na discordância, como ele bem lembrou.
Concluindo, então, se pensarmos em Emmanuel como aquele espírito que ajudou a forjar a personalidade de Chico Xavier, aquele que orientou toda a obra de André Luiz e outros Espíritos permitindo que se dilatasse o entendimento e a compreensão da Doutrina Espírita, aquele que não hesita em dizer que “aos espíritos de minha esfera não é dado conhecer isso” ou que “vocês não têm palavras, conhecimento ou não estão preparados para saber daquilo”, podemos confiar nas suas afirmações não por endeusamento, tradição, consenso ou pureza doutrinária, mas por suas atitudes e obras.
Mesmo que no futuro se descubram planetas em Capela, o que aguardamos com certa ansiedade, não se pode afirmar absolutamente que há vida ou civilização avançada neles. A rigor, certeza absoluta, teremos se alguma nave interplanetária pairar nos céus das principais capitais da Terra e seus tripulantes confirmarem vir do sistema de Capela. Ou, então, quando de volta ao plano espiritual, tivermos permissão para estudar a fundo essa matéria.
Por último, já que o assunto é transmigração de espíritos, discordamos da afirmativa do querido Divaldo Franco, em seu livro(12) “A Nova Geração: A Visão Espírita sobre Crianças Índigo e Cristal”, de que espíritos mais evoluídos estão vindo para a Terra a partir de Alcione, uma entre as mais de 300 jovens estrelas que compõem as Plêiades, também conhecidas como as Sete Irmãs.
Sabe-se que as Plêiades são estrelas novas, com idade de 100 milhões de anos, distando cerca de 400 anos-luz do nosso sistema solar(13). Assim sendo, parece muito difícil ter se desenvolvido um planeta e uma civilização avançada em tão reduzido tempo se pensarmos que a Terra levou quase 1 bilhão de anos para esfriar e aparecerem os primeiros organismos unicelulares e que o “Homo sapiens” apareceu quase 4 bilhões de anos depois do surgimento da vida.
Divaldo diz que há um estudo mostrando que o Sol é “escravo” da atração gravitacional de Alcione e que gira em torno dela a cada 26 mil anos (página 23). Na verdade, conforme relata a astrônoma e pesquisadora do Goddard Space Flight Center, da NASA, Duília de Mello, o Sol e as Plêiades estão se afastando. Para que fôssemos atraídos por Alcione, esta deveria ter a massa igual a de 200 bilhões do nosso Sol. Para comparação, o núcleo da nossa galáxia é estimado em 10 bilhões de nossa estrela(14). Seria muito mais razoável supor, portanto, que o Sol fosse atraído por Capela distante 42 anos-luz ou pelas estrelas do Centauro (Alfa, Beta e Próxima) a 4,6 anos-luz, distância insignificante em termos astronômicos. Na realidade, o Sol gira em torno do núcleo da Via Láctea a uma velocidade de 828 mil quilômetros por hora, demorando cada revolução completa, 230 milhões de anos(15). Em estudo atualíssimo(16) mostra-se que em 4 bilhões de anos nosso sistema solar será arrancado da atual galáxia e passará a integrar a galáxia de Andrômeda (um tempo depois, Andrômeda e a Via Láctea irão se chocar e formar uma galáxia ainda maior. Há quem afirme que esse choque se dará antes, em 3 bilhões de anos. O mesmo período em que o Sol começará seu declínio como estrela - ele inflará até a órbita da Terra e depois “murchará” tornando-se uma anã-branca e, finalmente, ao esgotar seu combustível nuclear, uma anã-negra).
Acreditamos que Divaldo deixou-se levar por “esotéricos” e que deveria antes de proferir palestra em Oswego, Illinois, EUA, e lançar o DVD e o livro sobre este assunto, informar-se melhor. Poderia, inclusive, consultar Raul Teixeira, que é Físico, em assuntos dessa natureza.
A realidade, é que há muito tempo o Sol envia abençoados fótons à sua família de planetas, em forma de luz que ilumina e aquece permitindo que a Vida se manifeste em múltiplas formas neste maravilhoso planeta azul chamado Terra.