21 janeiro 2009

CULPA:uma questão de ponto de vista

Os Espíritos inferiores compreendem a felicidade do justo. E isso lhes é um suplício, porque compreendem que estão dela privados por sua culpa. Daí resulta que o Espírito, liberto da matéria, aspira à nova vida corporal, pois que cada existência, se for bem empregada, abrevia um tanto a duração desse suplício. É então que procede à escolha das provas por meio das quais possa expiar suas faltas. Porque, ficai sabendo, o Espírito sofre por todo o mal que praticou, ou de que foi causa voluntária, por todo o bem que houvera podido fazer e não fez e por todo o mal que decorra de não haver feito o bem. Para o Espírito errante, já não há véus. Ele se acha como tendo saído de um nevoeiro e vê o que o distancia da felicidade. Mais sofre então, porque compreende quanto foi culpado. Não tem mais ilusões: vê as coisas na sua realidade.
Quanto mais esclarecida a criatura, tanto mais responsável, entregue naturalmente aos arestos da própria consciência, na Terra ou fora dela, toda vez que se envolve nos espinheiros da culpa.
- André Luiz

A culpa, por enquanto, é um fantasma interior que nos persegue em todos os ângulos do mundo, sob as mais variadas formas. Recordemo-nos de que no estágio evolutivo em que nos achamos ninguém existe sem débitos a resgatar. No entanto, não nos detenhamos na culpa. Usemos a caridade recíproca, e, com a liberdade relativa de que dispomos, ser-nos-á então possível edificar, com Jesus, o nosso iluminado Amanhã.
EMMANUEL

A morte ser-te-á entre os homens um fator de aparente liquidação de todos os débitos. Tuas contas e ofensas parecerão desculpadas pelos irmãos do caminho, no entanto, não por ti mesmo, que lhes carrearás a sombra, onde fores, como alguém que amarra fardos de lodo e cinza ao imo do próprio ser.
EMMANUEL

A sombra é geratriz de equívocos como o erro é matriz de tormentos íntimos naquele que o pratica. A punição mais severa, portanto, para o transviado, é o despertar da consciência, hoje ou amanhã.
JOANNA DE ÂNGELIS

sentimento de culpa é sempre um colapso da consciência e, através dele, sombrias forças se insinuam.
ANDRÉ LUIZ

Naquele que nem sequer concebe a idéia do mal, já há progresso realizado; naquele a quem essa idéia acode, mas que a repele, há progresso em vias de realizar-se; naquele, finalmente, que pensa no mal e nesse pensamento se compraz, o mal ainda existe na plenitude da sua força. Num, o trabalho está feito; no outro, está por fazer-se. Deus, que é justo, leva em conta todas essas gradações na responsabilidade dos atos e dos pensamentos do homem.
ALLAN KARDEC

O deslize do Espírito no mal implica fatalmente na diminuição proporcional de liberdade. Os pensamentos e os atos criam em torno da alma culpada uma sombria atmosfera fluídica que se condensa pouco a pouco, vai se contraindo e a encerra como numa prisão.
LEON DENIS


Quando fugimos ao dever, precipitamo-nos no sentimento de culpa, do qual se origina o remorso, com múltiplas manifestações, impondo-nos brechas de sombra aos tecidos sutis da alma. E o arrependimento, incessantemente fortalecido pelos reflexos de nossa lembrança amarga, transforma-se num abcesso mental, envenenando-nos, pouco a pouco, e expelindo em torno a corrente miasmática de nossa vida íntima, intoxicando o hausto espiritual de quem nos desfruta o convívio.
EMMANUEL

A NECESSÁRIA E A ABUSIVA

Destruição necessária e destruição abusiva
Para a regeneração dos seres faz necessária a destruição. Mas cerca a Natureza de meios de preservação e conservação, a fim de que a destruição não se dê antes de tempo. Toda destruição antecipada obsta ao desenvolvimento do princípio inteligente. Por isso foi que Deus fez que cada ser experimentasse a necessidade de viver e de se reproduzir.
Uma vez que a morte nos faz passar a uma vida melhor, nos livra dos males desta, sendo, pois, mais de desejar do que de temer, o homem tem, instintivamente, tal horror, porque deve procurar prolongar a vida, para cumprir a sua tarefa. Tal o motivo por que Deus lhe deu o instinto de conservação, instinto que o sustenta nas provas. A não ser assim, ele muito freqüentemente se entregaria ao desânimo. A voz íntima, que o induz a repelir a morte, lhe diz que ainda pode realizar alguma coisa pelo seu progresso. A ameaça de um perigo constitui aviso, para que se aproveite da dilação que Deus lhe concede. Mas, ingrato, o homem rende graças mais vezes à sua estrela do que ao seu Criador.
Ao lado dos meios de conservação, colocou a Natureza os agentes de destruição. É o remédio ao lado do mal. Já dissemos: para manter o equilíbrio e servir de contrapeso.
Essa necessidade de destruição se enfraquece no homem, à medida que o Espírito sobrepuja a matéria. Assim é que, como podeis observar, o horror à destruição cresce com o desenvolvimento intelectual e moral.
O homem tem direito limitado de destruição sobre os animais. Tal direito se acha regulado pela necessidade, que ele tem, de prover ao seu sustento e à sua segurança. O abuso jamais constitui direito.
Da caça, por exemplo, quando não objetiva senão o prazer de destruir sem utilidade. É a predominância da bestialidade sobre a natureza espiritual. Toda destruição que excede os limites da necessidade é uma violação da lei de Deus. Os animais só destroem para satisfação de suas necessidades; enquanto que o homem, dotado de livre-arbítrio, destrói sem necessidade. Terá que prestar contas do abuso da liberdade que lhe foi concedida, pois isso significa que cede aos maus instintos.

19 janeiro 2009

ANIMISMO:uma questão espírita

Questão que sempre gerou confusão ente os médiuns, principalmente os iniciantes, o animismo sempre foi visto como uma ocorrência negativa, uma falha do médium. Cabe-nos, portanto lançar um olhar mais profundo sobre o tema visando esclarecer o assunto.
Desde dos primeiros passos do estudo psico-espiritual que este tema vem sendo analisado. No século passado o sábio russo Alexander Aksakof fez uma das primeiras classificações dos fenômenos mediúnicos, dividindo-os em três categorias:
1. “Fenômenos explicáveis unicamente pelas funções clássicas da subconsciência (pré-consciência) e que, portanto, se situam nos domínios da psicologia - personismo (Aksakof), fenômenos subliminais (Myers), automatismo psicológico (Janet).”
2. Fenômenos explicáveis pelo que hoje denominamos funções Psi ou, como diziam os metapsiquistas: ”as faculdades supranormais da subconsciência”.
3. “Fenômenos de personismo e de animismo na aparência, porém reconhecem uma causa extra-mediúnica, supraterrestre, isto é, fora da esfera de nossa existência”.
O animismo, segundo a classificação de Aksakof, estaria enquadrada no segundo item, caracterizando-se como manifestação do campo da parapsicologia. No primeiro item estariam as manifestações psicológicas e no último os fenômenos mediúnicos propriamente ditos.
Dentro do conceito espírita, podemos definir animismo sobre dois prismas. O primeiro, segundo a definição de Martins Peralva: “Animismo é o fenômeno pelo qual a pessoa arroja ao passado os próprios sentimentos, ”, o segundo, na definição de Richard Simonetti: “é algo da alma do próprio médium interferindo no intercâmbio”. Ambas as definições estão corretas, diferindo apenas no grau de interferência do espírito do médium. E também em ambos os casos, é importante lembrar que quando nos referimos à interferência, falamos de ação não voluntária, portanto não devemos confundir com mistificação onde há a intenção de enganar. Esta interferência muitas vezes é tão sutil que se torna complexo o trabalho de distinguir a origem da comunicação. Isto se deve ao fato de que tanto encarnados quanto desencarnados “respiram” em semelhante ambiente evolutivo, pois se assim não fosse o intercâmbio entre os dois planos seria impossível.
Para facilitar nossa exposição e atendendo a questões didáticas, vamos distinguir dois grupos de comunicações espirituais:
· Fator Anímico –É aquele em que o médium, involuntariamente, transmite comunicações da própria alma;
· Fator Espíritico – são os mediúnicos, propriamente ditos, onde o médium recebe comunicações de espíritos desencarnados;
Lembremos que, embora no animismo não exista comunicação externa, ainda assim não deixa de ser um espírito que se comunica, e este está necessitando de auxílio, portanto cabe ao dirigente da reunião mediúnica usar de todo carinho fraterno para ajudar aquele espírito. Conforme nos relata André Luiz, na obra Nos domínios da Mediunidade: “Sem dúvida em tais momentos, é alguém que volta do pretérito a comunicar-se com o presente, porque, ao influxo das recordações penosas de que se vê assaltada, centraliza todos os seus recursos mnemônicos tão somente no ponto nevrálgico em que viciou o pensamento. ... para nós, é uma enferma espiritual, uma consciência torturada, exigindo amparo moral e cultural para a renovação íntima, única base sólida que lhe assegurará o reajustamento definitivo.” Também é preciso cuidado do doutrinador na hora de classificar uma comunicação de anímica, para está análise recorremos a Kardec no Livro dos Médiuns, capítulo XIX, questão 223 § 3 : "Como distinguir se o Espírito que responde é o do médium ou se é outro Espírito?- Pela natureza das comunicações. Estuda as circunstâncias e a linguagem e distinguirás".
Normalmente o fator causador do animismo é a fixação mental, ou seja, pessoas, fatos, objetos ou situações nos quais fixamos nosso pensamento, devotando-lhes grande atenção, isto faz com que guardemos vínculos que podem perdurar durante longo tempo e gerar desequilíbrios que precisam ser sanados e fazem com que o espírito do médium - assim como qualquer outro espírito em desarmonia - precise de ajuda e recorra aos grupos mediúnicos quando tem a oportunidade.
No caso do animismo em médiuns principiantes, este fenômeno é natural e esperado, em face da pouca experiência dos mesmos, o estudo aliado à continuidade do trabalho no grupo fará com que o iniciante adquira mais segurança e controle de sua mediunidade, solucionando este obstáculo.
Como pudemos verificar, não há razão para o preconceito quanto ao animismo, ele é uma manifestação espiritual autêntica e deve ser tratado como tal, cabendo, entretanto aos médiuns, superar o estágio do animismo, através do devotamento ao estudo, juntamente com o incessante esforço de disciplina moral, pois nenhum médium conseguirá realizar adequadamente o mandato mediúnico se perseverar na ignorância, na mistificação, no animismo e se olvidar o esforço próprio dirigido à sua ascensão espiritual.

18 janeiro 2009

ESPIRITISMO E POLÍTICA

A transformação íntima só se torna efetiva e verdadeira quando ela é irradiada para a coletividade em que estamos inseridos. O Espiritismo nos fala da realidade do espírito e do seu processo evolutivo, ensinando-nos que a felicidade é uma construção individual e coletiva. Ninguém conseguirá ser feliz com o seu derredor emitindo gritos de carências e lágrimas de dores. Ninguém será feliz sozinho ou rodeado de poucos. O IPEPE – Instituto de Intercâmbio do Pensamento Espírita de Pernambuco, que tem como missão interligar o pensamento espírita às diversas áreas do conhecimento humano, colaborando para a cidadania e a paz, estará presente onde o homem estiver para, junto com este, melhorar as condições espirituais e sociais da humanidade. O trabalho que ora se apresenta com o título "Um Ensaio sobre Espiritismo e Política" preparado pela CASP – Coordenadoria da Área Sócio-Política do IPEPE, é um convite aberto para todos nós espíritas, para que possamos fazer uma reflexão corajosa sobre o nosso atual estágio de cidadania . A questão não é deixar de fazer algo que esteja sendo feito, mas sim, analisarmos se não estamos deixando de fazer algo que já deveríamos estar fazendo. Bom , falar mais já estaria privando o leitor de iniciar este estudo e reflexão para, sem maiores perda de tempo, iniciarmos as necessárias ações.
E vocês o que acham desta questão ?

O HOMEM BOM

Conta-se que Jesus, apos narrar a Parábola do Bom Samaritano, foi novamente interpelado pelo doutor da lei que, alegando não lhe haver compreendido integralmente a lição, perguntou, sutil:- Mestre, que farei para ser considerado homem bom?
Evidenciando paciência admirável, o Senhor respondeu:
Imagina-te vitimado por mudez que te iniba a manifestação do verbo escorreito e pensa quão grato te mostrarias ao companheiro que falasse por ti a palavra encarcerada na boca.
Imagina-te de olhos mortos pela enfermidade irremediável e lembra a alegria da caminhada, ante as mãos que te estendessem ao passo incerto, garantindo-te a segurança.
Imagina-te caído e desfalecente, na via pública, e preliba o teu consolo nos braços que te oferecessem amparo, sem qualquer desrespeito para com os teus sofrimentos.
Imagina-te tocado por moléstia contagiosa e reflete no contentamento que te iluminaria o coração, perante a visita do amigo que te fosse levar alguns minutos de solidariedade.
Imagina-te no cárcere, padecendo a incompreensão do mundo, e recorda como te edificaria o gesto de coragem do irmão que te buscasse testemunhar entendimento.
Imagina-te sem pão no lar, arrostando amargura e escassez, e raciocina sobre a felicidade que te apareceria de súbito no amparo daqueles que te levassem leve migalha de auxílio, sem perguntar por teu modo de crer e sem te exigir exames de consciência.
Imagina-te em erro, sob o sarcasmo de muitos, e mentaliza o bálsamo com que te acalmarias, diante da indulgência dos que te desculpassem a falta, alentando-te o recomeço.
Imagina-te fatigado e intemperante e observa quão reconhecido ficarias para com todos os que te ofertassem a oração do silêncio e a frase de simpatia.
Em seguida ao intervalo espontâneo, indagou-lhe o Divino Amigo:
- Em teu parecer, quais teriam sido os homens bons nessas circunstâncias?
- Os que usassem de compreensão e misericórdia para comigo - explicou o interlocutor.
- Então - repetiu Jesus com bondade-, segue adiante e faze também o mesmo.

CHICO XAVIER: o coração do mundo

Qual o Homem mais Rico?

Certa vez, um amigo abordou o intérprete de “Parnaso de Além Túmulo” e perguntou-lhe:-Chico, na sua opinião, qual é o homem mais rico?Como se estivesse a ouvir a voz de Emmanuel nos escaninhos da alma, o médium respondeu:-Para mim, o homem mais rico é o que tenha menos necessidades...Arriscando nova pergunta, o companheiro quis saber:-E o homem mais justo e sábio?...Com a mesma espontaneidade, ele esclareceu:-O homem mais justo e sábio é o que cumpre com o dever...-Mas – insistiu o confrade, certamente, interessado em alguma revelação que lhe facilitasse a vida – o que você está me dizendo é o óbvio... Com o fraterno sorriso de sempre, sem se deter na tarefa de atendimento aos que lhe procuravam a palavra, Chico redargüiu:-Meu filho, tudo que está no Evangelho é o óbvio... Não existem segredos nem mistérios para a salvação da alma. Nada mais óbvio que a Verdade!O nosso problema é justamente este: queremos alcançar Céu, vivendo fora do óbvio na Terra!...
Aprendendo Com Chico Xavier - Carlos A. Baccelli

ESPIRITISMO:ciência,filosofia ou religião?

Podemos dizer que a Doutrina Espírita se resume nos seguintes princípios fundamentais: Deus, o Espírito e sua imortalidade, a comunicabilidade dos Espíritos, a reencarnação, a pluralidade dos mundos habitados e as leis morais.
Espiritismo ou Espiritualismo? Espiritismo e espiritualismo são duas definições que não se confundem. Todas as religiões são espiritualistas, uma vez que acreditam na existência de algo além da matéria. Porém, o espiritualismo não implica necessariamente na crença nos espíritos e nas suas manifestações. A aceitação , compreensão e estudo metódico destes fenômenos é o Espiritismo.
O Espiritismo é, ao mesmo tempo, ciência experimental e doutrina filosófica de conseqüência religiosa. Como ciência prática, tem a sua essência nas relações que se podem estabelecer com os espíritos; como filosofia e religião compreende todas as conseqüências morais decorrentes dessas relações.
Os Elementos Gerais do Universo
A MATÉRIA é o corpo palpável que retém o espírito. O espírito utiliza a matéria para agir e é sobre a própria matéria que recai a sua ação.
O ESPÍRITO é "o princípio inteligente do universo", independente da matéria. Não é de natureza palpável e a inteligência é o seu atributo essencial. Apenas a união da matéria e do espírito concede "inteligência"a matéria. Pode também ser chamado de Alma , quando utilizando a matéria.
O FLUÍDO UNIVERSAL é o intermediário entre o espírito e a matéria, possibilitando a união dos dois. Sem esse fluído, o espírito não exerceria seus efeitos sobre a matéria, condenando-a a um permanente estado de inércia. Podemos chamar esse envoltório fluídico de perispírito. É através deste corpo etéreo que os espíritos conseguem produzir fenômenos e chamar a atenção dos encarnados.
A TRINDADE UNIVERSAL é o princípio de tudo o que existe. É formada pela matéria, pelo espírito e, acima de tudo, por Deus, criador de todas as coisas. "Deus é eterno, é imutável, é imaterial, é único, é Todo-Poderoso e é soberanamente justo e bom".
O ESPAÇO UNIVERSAL é infinito, não existe o vazio pois há sempre ocupação, mesmo que seja por matéria desconhecida aos nossos sentidos.
A Vida e a Morte
A morte, para nós os espíritas, é a exaustão dos órgãos, da matéria.
É necessária porque com a morte a matéria se decompõe, sendo possível formar novos seres. A vida é a matéria, animada pelo princípio vital que tem como fonte o fluído universal. É ele que dá atividade à matéria inerte. A quantidade deste fluído segundo as espécies e não é sempre igual em um mesmo indivíduo. Essas diferenças permitem um intercâmbio deste fluído entre os seres humanos, possibilitando, em casos especiais, o impedimento da morte de uma pessoa. Ao romperem-se os laços, a morte da matéria permite ao espírito recuperar a sua liberdade e sua identidade, conservada pelo perispírito, seu corpo etéreo.
Os Médiuns
Médiuns são todos que sentem, de alguma maneira, a presença dos espíritos, independente da intensidade e da diversidade dessas manifestações. Segundo a doutrina, essa faculdade é inerente ao ser humano e não constitui privilégio de ninguém, pois todas as pessoas possuem mediunidade mesmo que em "estado rudimentar".
Os médiuns mais desenvolvidos acabam se sobressaindo e recebem a denominação com mais freqüência, dando a falsa impressão de que são a minoria. Os médiuns tem, na sua maioria, faculdades especiais de captação das manifestações espirituais, fazendo que eles se tornem diferentes entre si ao se expressarem. As principais variedades dessas manifestações estão relacionadas a seguir:
Médiuns de efeitos físicos: produzem fenômenos materiais como movimentação de objetos, ruídos, batidas, etc.
Médiuns sensitivos ou impressionáveis: são capazes de sentir a presença dos espíritos através de arrepios ou de uma impressão da sua presença. Ao desenvolverem essa sensibilidade, podem até identificar se o espírito é bom ou ruim.
Médiuns audientes: são capazes de ouvir as vozes dos espíritos e de conversarem com eles. A boa conversa depende de uma presença boa; um "mau" espírito pode trazer transtornos ao seu ouvinte.
Médiuns videntes: possuem a faculdade de ver os espíritos. Raramente esse tipo de mediunidade se manifesta por um longo período. Essa visão não é propiciada pelos olhos, e sim pela alma, o que torna possível a alguns cegos desenvolverem esta sensibilidade.
Médiuns sonâmbulos: são dois tipos de sonâmbulos: os sonâmbulos propriamente ditos, que antecipam seu estado de espírito ignorando a matéria, e os médiuns que servem de instrumentos, nos quais as vontades manifestadas não são as vontades dos seus próprios espíritos.
Médiuns curadores: são capazes de curar com um simples toque, uma prece, um olhar e sem qualquer medicação. É uma faculdade espontânea, não havendo necessidade do médium estar preparado por estudos de medicina ou formas de magnetização.
Médiuns pneumatógrafos: são aqueles que recebem diretamente dos espíritos mensagens por escrito. Essas mensagens podem ser frases completas, desenhos ou alguns poucos traços. Para o médium pneumatógrafo, o lápis é dispensável, o que o difere do médium escrevente. É uma mediunidade muito rara que requer oração e concentração.
Médiuns escreventes: são aqueles que recebem mensagens por escrito. A psicografia, mais comum, fornece uma vasta literatura e possibilita uma comunicação, entre os encarnados e os desencarnados, essencial ao estudo e formação espírita

17 janeiro 2009

ACREDITAR E AGIR

Um viajante caminhava pelas margens de um grande lago de águas cristalinas e imaginava uma forma de chegar até o outro lado, onde era seu destino. Suspirou profundamente enquanto tentava fixar o olhar no horizonte. A voz de um homem de cabelos brancos quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se para transportá-lo. Era um barqueiro. O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de madeira de carvalho. O viajante olhou detidamente e percebeu o que pareciam ser letras em cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, observou que eram mesmo duas palavras. Num dos remos estava entalhada a palavra ACREDITAR e no outro AGIR. Não podendo conter a curiosidade, perguntou a razão daqueles nomes originais dados aos remos. O barqueiro pegou o remo, no qual estava escrito acreditar, e remou com toda força. O barco, então, começou a dar voltas sem sair do lugar em que estava. Em seguida, pegou o remo em que estava escrito agir e remou com todo vigor. Novamente o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante. Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, movimentou-os ao mesmo tempo e o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago, chegando calmamente à outra margem. Então o barqueiro disse ao viajante: - Este barco se chama autoconfiança. E a margem é a meta que desejamos atingir. Aí está um alerta para o nosso dia-dia: Não basta acreditar sem agir, nem agir sem acreditar. tudo que fazemos dependem dessas duas palavras e acreditando e agindo é que atingiremos o sucesso.