16 julho 2010

PENSAMENTOS E FLUIDOS



“Os maus pensamentos corrompem os fluidos espirituais, como os miasmas deletérios corrompem o ar respirável” - (Allan Kardec - A Gênese, cap. XIV, item 16).

Vimos que o pensamento exerce uma poderosa influência nos fluidos espirituais, modificando suas características básicas. Os pensamentos bons impõem-lhes luminosidade e vibrações elevadas que causam conforto e sensação de bem estar às pessoas sob sua influência. Os pensamentos maus provocam alterações vibratórias contrárias às citadas acima. Os fluidos ficam escuros e sua ação provoca mal estar físico e psíquico.

Pode-se concluir assim, que em torno de uma pessoa, de uma família, de uma cidade, de uma nação ou planeta, existe uma atmosfera espiritual fluídica, que varia vibratoriamente, segundo a natureza moral dos Espíritos envolvidos.

À atmosfera fluídica associam-se seres desencarnados com tendências morais e vibratórias semelhantes. Por esta razão, os Espíritos superiores recomendam que nossa conduta, nas relações com a vida, seja a mais elevada possível. Uma criatura que vive entregue ao pessimismo e aos maus pensamentos, tem em volta de si uma atmosfera espiritual escura, da qual aproximam-se Espíritos doentios. A angústia, a tristeza e a desesperança aparecem, formando um quadro físico-psíquico deprimente, que pode ser modificado sob a orientação dos ensinos morais de Jesus.

“A ação dos Espíritos sobre os fluidos espirituais tem conseqüências de importância direta e capital para os encarnados. Desde o instante em que tais fluidos são o veículo do pensamento; que o pensamento lhes pode modificar as propriedades, é evidente que eles devem estar impregnados das qualidades boas ou más, dos pensamentos que os colocam em vibração, modificados pela pureza ou impureza dos sentimentos” - (Allan Kardec - A Gênese, cap. XIV, item 16).

À medida que cresce através do conhecimento, o homem percebe que suas mazelas, tanto físicas quanto espirituais, é diretamente proporcional ao seu grau evolutivo e que ele pode mudar esse estado de coisas, modificando-se moralmente. Aliando-se a boas companhias espirituais através de seus bons pensamentos, poderá estabelecer uma melhor atmosfera fluídica em torno de si e, consequentemente, do ambiente em que vive. Resumindo, todos somos responsáveis pelo estado de dificuldades morais que vive o planeta atualmente.

“Melhorando-se, a humanidade verá depurar-se a atmosfera fluídica em cujo meio vive, porque não lhe enviará senão bons fluidos, e estes oporão uma barreira à invasão dos maus. Se um dia a Terra chegar a não ser povoada senão por homens que, entre si, praticam as leis divinas do amor e da caridade, ninguém duvida que não se encontrem em condições de higiene física e moral completamente outras que as hoje existentes” - (Allan Kardec - Revista Espírita, Maio, 1867).

Autor: Allan Kardec

11 julho 2010

A CIÊNCIA E O ESPIRITISMO

Temos conhecimento de alguns livros espíritas que, apesar da grande contribuíção que nos vem dando acerca da união entre a filosofia e a ciência espírita, contém alguns conceitos que hoje não são mais o posicionamento atual da comunidade científica. Como entender essa situação do ponto de vista espiritual e entre nós, que pesquisamos os fundamentos científicos da doutrina espírita?

A ciência, assim como o próprio homem, evolui constantemente. Quando estamos falando destes livros espíritas escritos por pesquisadores encarnados, temos que nos lembrar que eles estão colocando para nós dados científicos do momento. Por exemplo, quando lemos uma tese científica do século passado, mesmo nos meios espíritas, temos que ver que o que está escrito é o reflexo do progresso científico da época.

Vamos dar um exemplo: no século XIX, as mulheres com distúrbio nervoso (nossa boa e velha TPM) eram submetidas a sangramento debaixo das axilas até se acalmarem, fato que ocorria porque ela perdia muito sangue. Então, era lógico: "muito sangue causa nervoso". Quando a fisiologia se desenvolveu, quando estudamos o corpo humano, vimos o que fizemos no passado. Hoje podemos até estar rindo desta prática médica, mas muitas mulheres morreram por isso.

E chegando no campo da doutrina espírita, quantos ainda não são internados, submetidos a práticas médicas radicais, porque vêem coisas, escutam, sendo que nós já temos o entendimento que são "apenas médiuns"?

Joana Darc era considerada bruxa por falar com os espíritos e depois do advento da doutrina espírita, da comprovação desta comunicação, muitos de nós escapamos do diagnóstico de loucura.

A codificação espírita, em seus livros, não contém qualquer assunto que seja desatualizado. O Liivro dos Espíritos, entre outros que têm sua base na comunicação dos espíritos superiores, não contém erros.

O que pensar de alguns companheiros que afirrmam que algumas obras da codificação estão ultraapassadas em virtude dos atuais conceitos científicos? Se estão defasados, por que estão? Temos autoridade para aperfeiçoá-los?

Quando estudamos os conceitos da doutrina espírita, vemos que não há assunto desatualizado.

Por exemplo: Quando o capitulo VI de A Gênese fala de estabilidade e harmonia permanentes, da unidade na variedade, vemos que a filosofia deste pensamento está sendo estudado na física teórica.

No capítulo X, fala-se de combinações químicas, evolução do corpo físico, que são comprovadas hoje. A questão é que muitas vezes fazemos uma leitura suuperficial do assunto e perdemos a essência do ensinamento dos espíritos.

Em O Livro dos Espíritos, questões 60 e 58, Kardec nos fala nos fala de três reinos; pois bem, em 1969, Whittaker nos trouxe uma nova divisão da classe orgânica, sendo elas: animal, vegetal, monera, protista e fungos

Só que a gente esquece de ler um trechinho pequenininho de A Gênese que diz o seguinte: "toda criatura mineral, animal, vegetal, ou qualquer outra, porquanto há muitos outros reinos naturais, de cuja existência nem sequer suspeitais"

Os espíritos estão nos dizendo: "olha, para o que vocês conhecem no momento, é isso, mas tem muito mais na frente que só vão conseguir enxergar quando seus avanços tecnológicos assim o permitir".

Como ver determinados avanços da ciência que causam polêmica à luz da doutrina espírita?

Às vezes, a nossa incompreensão sobre as leis divinas, do progresso moral do homem e sobre a utilidade das descobertas não permite que vejamos de forma neutra uma descoberta.

Um exemplo disto é a questão da cultura de tecidos, de fazer órgãos em laboratório etc.

O espírita não pode ter medo dos avanços da ciência e deve ter Plena consciência que tudo o que acontece já estava na Lei.

Hoje em dia, se um homem tem um problema de saúde qualquer e precisa de um transplante de fígado, de coração, enfim ... ele precisa que um irmão seu morra para que ele viva.

Quando a Ciência dominar a técnica de cultura de tecidos em laboratório, a clonagem de órgãos ... a Misericórdia Divina se fará presente mostrando que um homem pode ter seu transplante sem que outro morra.

A gente não pode esquecer jamais que o homem progride incessantemente, e que a moralidade se fará presente em todos os meios, inclusive acadêmicos.

Para cada assunto que a Ciência nos trouxer, vamos abrir O Livro dos Espíritos e O Evangelho Segundo o Espiritismo e nos perguntar em que esta descoberta irá auxiliar meu próximo.

Como pode acontecer o encontro da Ciência com o espiritismo?

A partir do momento em que nenhuma das duas partes tenha preconceito uma com a outra. O espírita não pode ter medo dos avanços da ciência e deve ter plena consciência que tudo o que acontece já estava na Lei, nós que não conseguíamos enxergar.

E a Ciência deve caminhar para o próximo. A classe científica já está caminhando para a aceitação de "algo a mais". A espiritualidade está sendo descoberta. Na medicina, vemos hospitais analisando por que as pessoas que tem fé, religião, que tem um sentido maior para a vida se recuperam melhor. A OMS inseriu no seu indicador de qualidade de vida o requisito espiritualidade. As ciências exatas estão vislumbrando a harmonia do Universo, e que o acaso não pode originar isto, enfim, para que ocorra a consolidação da visão científica na doutrina espírita temos que deixar de lado nossos preconceitos.

Os espíritas devem sair das catacumbas, ou seja, não devemos temer nos identificar como espíritas.

Como fazer para o espiritismo invadir as universidades, a fim de tornar público que é possível e mais do que plausível unir Ciência e espiritualidade?

Vou falar uma visão muito pessoal minha, como pessoa envolvida com o a pesquisa científica.

Conheci muitos homens de ciência que são espíritas ou simpatizantes, mas que têm medo de exteriorizar sua crença e ser ridicularizado. Dizem que profissão é uma coisa, religião é fora dali, mas digo que este não entendeu o espiritismo. Não entendeu que somos espíritos, em todos os momentos, que não somos diversas máscaras em eventos sociais diversos. É a mesma coisa pensarmos que somos médiuns apenas na casa espírita. Agindo assim, somos incoerenntes com nossas crenças.

Eu tenho um amigo que quando perguntam a religião dele, ele responde" sou ateu, graças a Deus!" É isso que queremos? O que nos falta é coragem.

Para encerrar, deixe-nos uma mensagem.

A Ciência não tem como estar dissociada de nossa realidade, pois ela é o agente e o reflexo de nossa sociedade. Procuremos olhar com o senso crítico que Kardec tanto nos orienta para tudo em nossas vidas, e conseguiremos ver a presença de Deus em todos os detalhes, inclusive, no auxílio aos grandes gênios da Ciência.

A CIÊNCIA E AS RELIGIÕES

A Gênese - Cap. IV - Allan Kardec

9. Por guardar respeito aos Textos Sagrados, dever-se-ia obrigar a Ciência a calar-se? Fora tão impossível isso, como impedir que a Terra gire. As religiões, sejam quais forem, jamais ganharam coisa alguma em sustentar erros manifestos.

A Ciência tem por missão descobrir as leis da Natureza.

Ora, sendo essas leis obra de Deus, não podem ser contrárias a religiões que se baseiem na verdade. Lançar anátema ao progresso, por atentatório à religião, é lançá-lo à própria obra de Deus. É ao demais, trabalho inútil, porquanto nem todos os anátemas do mundo seriam capazes de obstar a que a Ciência avance e a que a verdade abra caminho. Se a Religião se nega a avançar com a Ciência, esta avançará sozinha.

10. Somente as religiões estacionárias podem temer as destas da Ciência, as quais funestas só o são às que se deixam distanciar pelas idéias progressistas, imobilizando-se no absolutismo de suas crenças.

Rosângela Pertile - Revista Cristã de Espiritismo

10 julho 2010

SUICÍDIO - UMA VISÃO ESPÍRITA

Dar fim à própria vida, abrir mão de todas as possibilidades, por uma possível paz, é o caminho que muitos seguem, de forma consciente ou não; mas, ao invés de se mostrar uma solução, transforma-se num longo caminho de dor, sofrimento e libertação.

Francisco Aranda Gabilan

Matéria extraída do seu livro Entre o Pecado e a Evolução

É impressionante e até mesmo perguntas aterrador que tenhamos que chamar de “atual” o tema relativo ao suicídio, seja voluntário, seja indireto. Mas, lastimavelmente, é atual mesmo: é um mal crescente, atingindo toda humanidade.

Sua ocorrência sempre foi constante, desde o passado remoto e em todos os segmentos sociais e étnicos, até mesmo, crianças. Existem relatos de suicídios, tanto individuais, quanto coletivos, em várias culturas indígenas.

Daí a sua atualidade. Aliás, não é por outra razão que o assunto tem sido objeto de preocupação de antropólogos, sociólogos, médicos, psiquiatras, psicólogos, enfim de todos os ramos de ciência do Ser – e obviamente, dos Espíritas, sempre atentos às chagas da humanidade.

É exemplo disso o número de palestras, debates e artigos que solicitam aos espíritas sobre o assunto, incluindo o número de que sempre surgem sobre o mesmo tema. Vale dizer, numa palavra: se há perguntas, é porque o tema necessita de ampla abordagem.


1. Como os Espíritos e o Espiritismo consideram o suicídio?

R: Usando unicamente os ensinos dos Espíritos constantes da Codificação, o suicídio é tido como um crime aos olhos de Deus (Céu e Inferno, cap. 5), e que importa numa transgressão da Lei Divina (Livro dos Espíritos, pergunta 944) e constitui sempre uma falta de resignação e submissão à vontade do Criador (idem, perg. 953-a). Desse modo, “jamais o homem tem o direito de dispor da vida, porquanto só a Deus cabe retirá-lo do cativeiro da Terra, quando o julgue oportuno. O suicida é qual o prisioneiro que se evade da prisão, antes de cumprida a pena; quando preso de novo, é mais severamente tratado. O mesmo se dá com o suicida que julga escapar às misérias do presente e mergulha em desgraças maiores” (Evangelho Segundo o Espiritismo, cap XXVII, item 71)


2. Por que os Espíritos tratam desse assunto com certa constância?^

R: Primeiramente, como já afirmamos, porque ele é tema sempre atual, pois que o suicídio tem sido marca constante de nossa civilização; segundo, que é o mais importante: a doutrina dos Espíritos, tem um caráter consolador absoluto: através do fato mediúnico (no dizer do cultíssimo Herculano Pires, o fato mediúnico é literalmente uma segunda ressurreição) o espírito volta à carne, não a que deixou no túmulo, mas a do médium que lhe oferece, num gesto de amor, a oportunidade de retorno aos corações que deixou no mundo (Mediunidade, cap 5), é permitido que os próprios suicidas venham dizer-nos que eles não morreram e afirmam que não só não solucionaram o problema que os levou ao ato extremo, como ainda estão “vivos” e, de quebra, com dois problemas: o antigo e o novo, gerado pela violação das leis da Vida. Assim, o Espiritismo trabalha preventivamente para que as pessoas saibam das responsabilidades em praticar atos que possam agravar sua situação futura e não para condená-las ao martírio eterno.


3. Quais as causas que levam o Ser ao suicídio?

R: A incredulidade, a falta de fé, a dúvida, as idéias materialistas. Em suma, crer que o Nada é o futuro, como se o Nada pudesse oferecer consolação, como se fosse remédio para supostamente abreviar o sofrimento, crença que, na verdade, se constitui em covardia moral.


4. Quais as conseqüências do suicídio para o Espírito?

R: Em primeiro lugar, é preciso aclarar-se que o suicídio não apaga a falta cometida, mas, ao contrário, em vez de uma haverá duas; em segundo, que o Espírito, quando se dá conta do ato cometido, constata que nada valeu, ficando literalmente desapontado com os efeitos obtidos e que não eram os buscados, pois se certifica que a vida não se extinguiu e que continua mais real que nunca. Terceiro, e que é bastante doloroso, o suicídio agrava todos os sofrimentos: “depois de prolongados suplícios, nas regiões purgatórias, freqüentemente, após diversas tentativas frustradas de renascimento, readquirem o corpo de carne, mas transportam neles deficiências do corpo espiritual, cuja harmonia desajustaram. Nessa fase, exibem cérebros retardados ou moléstias nervosas obscuras”, segundo Emmanuel em Leis de Amor, capitulo VI.


5. Então, não há esperança de recuperação para o suicida?

R: Claro que há – total! Deus é Amor e Ele outorga a todas as Criaturas a maior expressão da Sua Bondade Infinita: a possibilidade de os Seres evoluírem sempre, incessantemente; permite que as existências se sucedam ofertando as oportunidades infinitas de reajuste e reforma; e isso é possível através do mais efetivo veiculo da Lei de Evolução: a reencarnação.

Portanto, os familiares do suicida de ontem ou de hoje não se exasperem, ao contrário, mantenham viva a esperança de que é possível a remissão das faltas e que o Pai de Misericórdia propiciará os meios de fazer com que o próprio autor do ato extremo se reconheça Espírito Eterno e indestrutível, e que a calma, a resignação e a fé serão os mais seguros preservativos contra as idéias autodestrutivas. Não será demais que se lhes repita: Deus é Bondade Infinita e, portanto, não permite que Suas Criaturas sofram indefinidamente e que esse sofrimento poderá ser abreviado mais rapidamente mercê de orações sinceras e cheias de amor de todos quantos querem que se restabeleça o Bem.

(Revista Espiritismo e Ciência 11, páginas 06-08)

09 julho 2010

O ESPIRITISMO E OS DISCOS VOADORES

Perguntam-nos o que a Doutrina Espírita ensina sobre discos voadores. Desde quando estamos autorizados a falar em nome dela? Fruto de nossa observação pessoal, o Espiritismo jamais se manifestou sobre isso. Não encontramos sequer um livro espírita sério voltado para esse assunto. Se valesse a pena, os espíritos superiores já teriam se preocupado com ele.

Nos anos 60, apareceu A Vida no Planeta Marte e os Discos Voadores, atribuído ao espírito Ramatis, um indiano, e assinado por Hercílio Maes. Com muitos e fervorosos leitores, a obra descrevia cidades futuristas no solo marciano, no melhor estilo de ficção científica, habitantes adiantadíssimos em tecnologia e ética, a empreender constantes visitas à Terra em seus maravilhosos discos voadores. A Federação Espírita Brasileira (FEB) nunca aceitou esta e outras publicações de ambos, considerando Hercílio Maes um médium intuitivo e não psicógrafo. Os psicógrafos permitem a escrita diretamente pelo espírito, enquanto os intuitivos apenas recebem sugestões e, na maioria das vezes, misturam idéias do comunicante com as suas próprias, antes de passá-las ao papel. Hoje, com tantos satélites e naves, a superfície inteira de Marte está fotografada, filmada, mapeada e segue estudada pelos cientistas da Terra, que jamais encontraram nela o menor indício desses prodígios.

Não é possível, contudo, que tantos registros de aparições de objetos voadores não- identificados (ældquo;VNIs) sejam ilusórios. São milhares e milhares, nos cinco continentes. Mesmo que a grande maioria esteja relacionada a fenômenos meteorológicos, naturais e conhecidos da ciência, um número incalculável segue sem explicação. Pilotos e passageiros de aviões, astronautas em lançamentos ou em órbita, relatam a presença desses corpos luminosos indiferentes às leis da física, muitas vezes acompanhados pelos radares e por outros instrumentos sofisticados, que confirmam e registram suas presenças.

O homem ainda não tem a menor condição de construir discos voadores assim. Por conclusão lógica, tais máquinas não seriam daqui e, tecnologicamente, estão séculos ou milênios à nossa frente. Mantêm-se intocáveis e, quando se aproximam, nunca chegam perto demais. Dão evidentes sinais de que nos vigiam. Os contatos de terceiro grau, cara a cara com os terráqueos, só acontecem no cinema e na televisão.

O filósofo Huberto Rohden, no século XX uma das cabeças pensantes mais lúcidas deste País, vinha constantemente ministrar curso de Filosofia Univérsica em Goiânia e, numa tarde de sábado, oferecemo-nos para o transportar, a fim de ouvi-lo diretamente, conhecedor que já éramos de muitos dos seus cerca de 60 livros. Iniciamos o diálogo surpreendente:


– O senhor acredita em disco voador?
– Não como você acredita. Ele não é uma máquina voadora, como um avião. Encontra-se em outra dimensão, aparece e desaparece quando deseja.
Ante nossa expectativa, explicou:
– Nossa civilização tem apenas seis mil anos e já ensaiamos os primeiros passos no espaço. Imagine uma civilização com 100 mil ou um milhão de anos. Não temos, sequer, condições de imaginar do que ela é capaz...

Só sendo fanático ou retardado mental para achar que, num universo infinito, existe vida apenas num planeta como o nosso, um grão de areia no meio de todas as praias do mar. A Igreja Católica, com seu geocentrismo, caiu do cavalo ao impor a Terra como centro do cosmos e condenando à fogueira, na Inquisição, quem a contestasse. Há poucos anos, assistimos ao papa João Paulo VI pedir perdão a Galileu Galilei, execrado, condenado e perseguido porque construiu o primeiro telescópio e anunciou o que os gregos sabiam na antiguidade: o centro é o Sol, e apenas do seu sistema. Ele não passa de ponto microscópio de luz e calor numa Via Láctea de 200 bilhões de estrelas, rodeadas de bilhões de outros mundos.

Francisco Cândido Xavier, em diferentes oportunidades, afirmou acreditar na existência de naves interplanetárias, como na entrevista publicada no jornal Estado de Minas, em julho de 1980. Em outra matéria – O Espírita Mineiro, número 171, fevereiro/abril de 1977 –, ele afirma que se nós fôssemos mais evoluídos e pacíficos, as humanidades de outros planetas já teriam entrado em contato conosco. Foram suas palavras textuais:
– Uma evolução espiritual iluminada pelo amor fraterno, consoante os ensinos de Jesus, devidamente praticados, nos colocaria em condições de receber os seres superiores de outros campos cósmicos para os compreender e assimilar-lhes as lições de progresso que nos pudessem ministrar.
Voltando a Huberto Rohden, o grande pensador cristão escreveu em sua obra O Homem:

“Estamos em vésperas de sofrer um golpe maior ainda do que aquele da nossa vaidade cosmocêntrica. Não somos a única humanidade, nem a mais evolvida das humanidades do cosmos. Tudo faz crer que somos uma espécie de jardim da infância no Universo, corporalmente, mentalmente, espiritualmente. As palavras do Cristo sobre as ‘muitas moradas na Casa do Pai’ assumem aspecto cada vez mais plausível.”

Jávier Godinho

04 julho 2010

OBRAS PÓSTUMAS - Allan kardec

a) “(...) trabalhai sem descanso para extirpar o vírus do orgulho e do egoísmo, porque aí está a fonte de todo mal, o obstáculo real ao reino do bem; destruí nas leis, nas instituições, nas religiões, na educação, até os últimos vestígios, os tempos de barbárie e de privilégios, e todas as causas que mantêm e desenvolvem esses eternos obstáculos ao verdadeiro progresso, (...); só então os homens compreenderão os deveres e os benefícios da fraternidade; então, também, se estabelecerão por si mesmos, sem abalos e sem perigo, os princípios complementares da igualdade e da liberdade. (...)” – do capítulo Liberdade, Igualdade, Fraternidade.

b) “Estes princípios, para mim, não são apenas uma teoria, eu os coloco em prática; faço o bem tanto quanto o permite a minha posição; presto serviço quando posso; os pobres jamais foram rejeitados em minha casa, ou tratados com dureza; (...) Continuarei, pois, a fazer todo o bem que puder, mesmo aos meus inimigos, porque o ódio não me cega; e eu lhes estenderia sempre a mão para tirá-los de um precipício, se a ocasião disso se apresentasse. Eis como entendo a caridade cristã; compreendo uma religião que nos ordena retribuir o mal com o bem, com mais forte razão restituir o bem pelo bem. Mas não compreenderia jamais a que nos prescrevesse retribuir o mal com o mal.” – do capítulo Fora da Caridade não há salvação.

c) “(...)Os homens não podem ser felizes se não vivem em paz, quer dizer, se não estão animados de um sentimento de benevolência, de indulgência e de condescendência recíprocos, em uma palavra, enquanto procurarem se esmagar uns aos outros. A caridade e a fraternidade resumem todas as condições e todos os deveres sociais; mas supõem a abnegação; ora, a abnegação é incompatível com o egoísmo e o orgulho; portanto, com seus vícios nada de verdadeira fraternidade, partindo, da igualdade e da liberdade, porque o egoísta e o orgulhoso querem tudo para eles. Estarão sempre aí os vermes roedores de todas as instituições progressistas; enquanto eles reinarem, os sistemas sociais mais generosos, mais sabiamente combinados, desabarão sob os seus golpes. (...)” – do capítulo O egoísmo e o orgulho – suas causas, seus efeitos e os meios de destruí-los.

Percebe-se, com clareza, que referidos textos – entre outros – precisam ser copiados, distribuídos, lidos e estudados em conjuntos por todos nós em nossas reuniões públicas ou íntimas de estudos, em nossas instituições, pela preciosidade de suas considerações. Pela nossa imperfeição humana, estamos muitas vezes esquecidos da caridade nos relacionamentos, nos julgamentos, ou nos iludimos com tolas vaidades, colocando a perder esforços de décadas daqueles que ergueram ou fundaram as instituições a que atualmente nos entregamos.

Por outro lado, as anotações pessoais do Codificador, seus pensamentos íntimos (como o texto Fora da Caridade não há salvação), suas lutas e dificuldades precisam novamente serem colocados à nossa visão para refletirmos no tempo que perdemos com picuinhas e assuntos sem importância, retardando esforços no bem, onde deveríamos concentrar mais nossas atenções...

Convido o leitor a buscar seu exemplar na estante de sua biblioteca para folhear a obra. Sugiro iniciar pelo índice para inteirar-se do conteúdo do livro. São duas partes. Na primeira delas, estudos de Kardec sobre empolgantes temas e na segunda parte anotações íntimas, detalhes da vida particular do Codificador, comunicações dos Espíritos diretamente ligados à tarefa da Codificação Espírita e a preciosidade dos textos Projeto 1868, Constituição do Espiritismo e Credo Espírita. Como se sabe, o livro foi publicado em janeiro de 1890, após a desencarnação de Allan Kardec, contento textos, estudos e anotações encontradas em seu gabinete de trabalho.

Apesar da riqueza dos estudos contidos na primeira parte da obra, parece-nos que a segunda parte do livro precisa ser novamente consultada e amplamente divulgada entre todos nós, atuais espíritas do Brasil e do mundo, principalmente a partir do texto Fora da Caridade Não Há Salvação. Referido texto dá início a uma seqüência maravilhosa de reflexões, que se distribuem nos capítulos Projeto 1868, Constituição do Espiritismo e Credo Espírita, como já citados acima.

A obra ainda contém a Biografia de Kardec, o discurso de Flammarion por ocasião do sepultamento do Codificador e os preciosos estudos intitulados Teoria da Beleza, A música celeste, Música Espírita, O Caminho da Vida e As cinco alternativas da Humanidade, entre outros.

Quando volto a reler tais preciosidades, fico a pensar por que nos esquecemos deles? Seria leviandade nossa? Seria desprezo ou indiferença? O que nos leva a desprezar tão valiosos escritos e tão importantes reflexões de Kardec? São textos tão importantes que deveriam constituir material de reflexão diária.

Parece-nos que não podemos deixar tal obra no esquecimento. Soa novamente a hora de a divulgarmos amplamente, para que seus preciosos textos estejam conosco a nos orientar o procedimento, o comportamento, os passos no bem.

O ESPÍRITA E O MUNDO ATUAL

A Terra está passando por um período crítico de crescimento. Nosso pequenino mundo, fechado em concepções mesquinhas e acanhados limites, amadurece para o infinito. Suas fronteiras se abrem em todas as direções. Estamos às vésperas de uma Nova Terra e um Novo Céu, segundo as expressões do Apocalipse. O Espiritismo veio para ajudar a Terra nessa transição.
Procuremos, pois, compreender a nossa responsabilidade de espíritas, em todos os setores da vida contemporânea. Não somos espíritas por acaso, nem porque precisamos do auxílio dos Espíritos para a solução dos nossos problemas terrenos. Somos espíritas porque assumimos na vida espiritual graves responsabilidades para esta hora do mundo. Ajudemo-nos a nós mesmos, ampliando a nossa compreensão do sentido e da natureza do Espiritismo, de sua importante missão na Terra. E ajudemos o Espiritismo a cumpri-la.
O mundo atual está cheio de problemas e conflitos. O crescimento da população, o desenvolvimento econômico, o progresso cientifico, o aprimoramento técnico, e a profunda modificação das concepções da vida e do homem, colocam-nos diante de uma situação de assustadora instabilidade. As velhas religiões sentem-se abaladas até o mais fundo dos seus alicerces. Ameaçam ruir, ao impacto do avanço cientifico e da propagação do ceticismo. Descrentes dos velhos dogmas, os homens se voltam para a febre dos instintos, numa inútil tentativa de regressar à irresponsabilidade animal.
O espírita não escapa a essa explosão do instinto. Mas o Espiritismo não é uma velha religião nem uma concepção superada. É uma doutrina nova, que apareceu precisamente para alicerçar o futuro. Suas bases não são dogmáticas, mas cientificas, experimentais. Sua estrutura não é teológica, mas filosófica, apoiada na lógica mais rigorosa. Sua finalidade religiosa não se define pelas promessas e as ameaças da Teologia, mas pela consciência da liberdade humana e da responsabilidade espiritual de cada indivíduo, sujeita ao controle natural da lei de causa e efeito. O espírita não tem o direito de tremer e apavorar-se, nem de fugir aos seus deveres e entregar-se aos instintos. Seu dever é um só: lutar pela implantação do Reino de Deus na Terra.
Mas como lutar? Este livrinho procurou indicar, aos espíritas, várias maneiras de proceder nas circunstâncias da vida e em face dos múltiplos problemas da hora presente. Não se trata de oferecer um manual, com regras uniformes e rígidas, mas de apresentar o esboço de um roteiro, com base na experiência pessoal dos autores e na inspiração dos Espíritos que os auxiliaram a escrever estas páginas. A luta do espírita é incessante. As suas frentes de batalha começam no seu próprio íntimo e vão até os extremos limites do mundo exterior. Mas o espírita não está só, pois conta com o auxílio constante dos Espíritos do Senhor, que presidem à propagação e ao desenvolvimento do Espiritismo na Terra.
A maioria dos espíritas chegaram ao Espiritismo tangidos pela dor, pelo sofrimento físico ou moral, pela angústia de problemas e situações insolúveis. Mas, uma vez integrados na Doutrina, não podem e não devem continuar com as preocupações pessoais que motivaram a sua transformação conceptual. O Espiritismo lhes abriu a mente para uma compreensão inteiramente nova da realidade. É necessário que todos os espíritas procurem alimentar cada vez mais essa nova compreensão da vida e do mundo, através do estudo e da meditação. É necessário também que aprendam a usar a poderosa arma da prece, tão desmoralizada pelo automatismo habitual a que as religiões formalistas a relegaram.
A prece é a mais poderosa arma de que o espírita dispõe, como ensinou Kardec, como o proclamou Léon Denis e como o acentuou Miguel Vives. A prece verdadeira, brotada do íntimo, como a fonte límpida brota das entranhas da terra, é de um poder não calculado pelo homem. O espírita deve utilizar-se constantemente da prece. Ela lhe acalmará o coração inquieto e aclarará os caminhos do mundo. A própria ciência materialista está hoje provando o poder do pensamento e a sua capacidade de transmissão ao infinito. O pensamento empregado na prece leva ainda a carga emotiva dos mais puros e profundos sentimentos. O espírita já não pode duvidar do poder da prece, pregado pelo Espiritismo. Quando alguns "mestres" ocultistas ou espíritas desavisados chamarem a prece de muleta, o espírita convicto deve lembrar que o Cristo também a usava e também a ensinou. Abençoada muleta é essa, que o próprio Mestre dos Mestres não jogou à margem do caminho, em sua luminosa passagem pela Terra!
O espírita sabe que a morte não existe, que a dor não é uma vingança dos deuses ou um castigo de Deus, mas uma força de equilíbrio e uma lei de educação, como explicou Léon Denis. Sabe que a vida terrena é apenas um período de provas e expiações, em que o espírito imortal se aprimora, com vistas à vida verdadeira, que é a espiritual. Os problemas angustiantes do mundo atual não podem perturbá-lo. Ele está amparado, não numa fortaleza perecível, mas na segurança dinâmica da compreensão, do apercebimento constante da realidade viva que o rodeia e de que ele mesmo é parte integrante. As mudanças incessantes das coisas, que nos revelam a instabilidade do mundo, já não podem assustar o espírita, que conhece a lei de evolução. Como pode ele inquietar-se ou angustiar-se, diante do mundo atual?
O Espiritismo lhe ensina e demonstra que este mundo em que agora nos encontramos, longe de nos ameaçar com morte e destruição, acena-nos com ressurreição e vida nova. O espírita tem de enfrentar o mundo atual com a confiança que o Espiritismo lhe dá, essa confiança racional em Deus e nas suas leis admiráveis, que regem as constelações atômicas no seio da matéria e as constelações astrais no seio do infinito. O espírita não teme, porque conhece o processo da vida, em seus múltiplos aspectos, e sabe que o mal é um fenômeno relativo, que caracteriza os mundos inferiores. Sobre a sua cabeça rodam diariamente os mundos superiores, que o esperam na distância e que os próprios materialistas hoje procuram atingir com os seus foguetes e as suas sondas espaciais. Não são, portanto, mundos utópicos, ilusórios, mas realidades concretas do Universo visível.
Confiante em Deus, inteligência suprema do Universo e causa primária de todas as coisas, - poder supremo e indefinível, a que as religiões dogmáticas deram a aparência errônea da própria criatura humana, - o espírita não tem o que temer, desde que procure seguir os princípios sublimes da sua Doutrina. Deus é amor, escreveu o apóstolo João. Deus é a fonte do Bem e da Beleza, como afirmava Platão. Deus é aquela necessidade lógica a que se referia Descartes, que não podemos tirar do Universo sem que o Universo se desfaça. O espírita sabe que não tem apenas crenças, pois possui conhecimentos. E quem conhece não teme, pois só o desconhecido nos apavora.
O mundo atual é o campo de batalha do espírita. Mas é também a sua oficina, aquela oficina em que ele forja um mundo novo. Dia a dia ele deve bater a bigorna do futuro. A cada dia que passa, um pouco do trabalho estará feito. O espírita é o construtor do seu próprio futuro do mundo. Se o espírita recuar, se temer, se vacilar, pode comprometer a grande obra. Nada lhe deve perturbar o trabalho, na turbulenta mas promissora oficina do mundo atual.
Em resumo:
O espírita é o consciente construtor de uma nova forma de vida humana na Terra e de vida espiritual no Espaço; sua responsabilidade é proporcional ao seu conhecimento da realidade, que a Nova Revelação lhe deu; seu dever de enfrentar as dificuldades atuais, e transformá-las em novas oportunidades de progresso, não pode ser esquecido um momento sequer; espíritas, cumpramos o nosso dever!

Autor: Miguel Vives

Livro: Tesouro dos Espíritas

Tradução de Herculano Pires

02 julho 2010

CRIANÇA ÍNDIGO

O termo criança índigo vem do movimento da Nova Era e da ciência espiritual modernos. Chamam-se crianças índigo a certos seres que, supostamente ao nascer, trouxeram características que os diferenciam das crianças normais, tais como a intuição, a espontaneidade, a resistência à moralidade estrita e restritiva, e uma grande imaginação, avolumando-se frequentemente também entre tais capacidades, os dons paranormais, embora estes dons não sejam usualmente do conhecimento da própria criança. As crianças índigo podem ser vistas como uma espécie de milenarismo, em que se acredita que tais seres mudarão o mundo trazendo-o até um estado mais espiritual e menos estritamente moralizado.
Há que notar que uma boa quantidade das crianças índigo são classificadas de hiperactivas ou disgnosticadas com transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, o que explicaria em boa parte o crescente interesse de pais e educadores por este assunto.
Em 1982 a parapsicóloga Nancy Ann Tappe elaborou um sistema para classificar os seres humanos de acordo com a suposta cor da sua aura espiritual, lançando a obra "Compreenda a sua Vida através da Cor" onde fez um estudo sobre "as cores da vida". Segundo a autora, cada pessoa possui uma certa cor na sua aura em função da sua personalidade e interesses.
No caso das crianças índigo, a aura deles tende a mostrar as cores anil ou azul, as quais reflectem uma espiritualidade mais desenvolvida.
A autora afirmou ter detectado pelo seu método que as auras de cor índigo começaram a surgir com mais frequência na década de 1980, mostrando uma tendência a proliferar, o que parece justificar o seu papel de transformação da sociedade nas primeiras décadas do século XXI.

Características
As crianças índigo apresentariam uma série de atributos sensoriais recorrentes, como a hipersensibilidade auditiva ou a hipersensibilidade táctil. De igual modo, apresentariam um padrão de comportamento peculiar, destacando-se:
Chegam ao mundo com sentimento de realeza e a curto tempo se comportam como tal;
Têm a sensação de ter uma tarefa específica no mundo, e se surpreendem quando os outros não a partilham;
Têm problemas de valorização pessoal e a curto prazo dizem a seus pais quem são;
Custa-lhes aceitar a autoridade que não oferece explicação nem alternativa;
Sentem-se frustrados com os sistemas ritualistas que não requerem um pensamento criativo;
A curto tempo encontram formas melhores de fazer as coisas, tanto em casa como na escola;
Parecem ser anti-sociais, a menos que se encontrem com pessoas como eles;
Não reagem pela disciplina da culpa;
Questionam frequentemente os dogmas religiosos, não os aceitando naturalmente como tradição familiar;
Não são tímidos para manifestar as suas necessidades

Tipos de Crianças Índigo
Segundo os investigadores desta temática, podem ser identificados quatro tipos de crianças índigo:
Humanistas - muito sociais, conversam com toda a gente e fazem amizades com muita facilidade. São desastrados e hiperactivos. Não conseguem brincar só com um brinquedo, gostam de espalhá-los pelo quarto, embora às vezes não peguem na maioria. Distraem-se com muita facilidade. Por exemplo: se começam a arrumar o quarto e encontram um livro, nunca mais se lembram de acabar as arrumações. Como profissões, escolherão ser médicos, advogados, professores, vendedores, executivos e políticos. Trabalharão para servir as massas e, claro, actuarão sempre activamente.
Conceptuais - estão muito mais voltados para projectos do que para pessoas. Assumem uma postura controladora. Se os pais não estiverem pelos ajustes e não permitirem esse controlo, eles vão à luta. Tem tendência para outras inclinações, sobretudo drogas quando da puberdade, caso se sintam rejeitados ou incompreendidos. Daí a redobrada atenção por parte de pais e educadores em relação aos seus padrões de comportamento. No futuro poderão ser engenheiros, arquitectos, pilotos, projectistas, astronautas e oficiais militares.
Artistas - são criativos em qualquer área a que se dediquem, podendo, inclusive, vir a ser investigadores, músicos ou actores altamente conceituados. Entre os 4 a 10 anos poderão vir a interessar-se por até 15 diferentes áreas do conhecimento (ou instrumentos musicais, por exemplo), largando uma e iniciando outra. Quando atingirem a puberdade, aí sim, escolherão uma área definitivamente. Poderão ser futuros professores e artistas.
Interdimensionais - entre os seus 1 e 2 anos os pais não podem tentar ensinar-lhes nada, pois eles responderão que já sabem e que podem fazer sozinhos. Normalmente, porque são maiores que os outros tipos de índigos, mostram-se mais corajosos ainda e por isso não se enquadram nos outros padrões.
Desta forma, os estudiosos do assunto acreditam que estas crianças seriam as responsáveis pela introdução de novas filosofias ou espiritualidade no mundo

Crianças índigo e doutrina espírita

Particularmente depois que o médium e orador espírita Divaldo Franco teve uma de suas palestras sobre o tema transcrita e ampliada transformada em livro bilíngüe pelas mãos da neurocientista brasileira Vanessa Anseloni, radicada nos EUA e antiga defensora da integração entre os dois temas o conceito passou a ser visto com simpatia por muitos espíritas.
Para eles, as crianças índigo seriam espíritos exilados de outros mundos. Como não fossem capazes de acompanhar o "progresso moral" de tais planetas, eles teriam sido encaminhados para mundos inferiores, como a Terra, com a meta de auxiliar sua evolução. Os defensores dessa idéia tratam-na como um desenvolvimento do tema migrações espirituais, presente em obras populares no meio espírita brasileiro, como A Caminho da Luz e Exilados de Capela, e referido por Allan Kardec em A Gênese.
Por outro lado, há grupos espíritas que são contrários à associação entre o tema crianças índigo e o espiritismo. Defendem que as obras A Caminho da Luz e A Gênese não abordam o termo crianças índigo, tampouco trazem referências às características físicas e psicológicas que costumam ser atribuídas a elas.
Eles repudiam a publicação e tradução de livros relacionados ao tema por editoras que possuem foco de mercado no público espírita, como a Petit, bem como os palestrantes espíritas que utilizam esta temática.
Alguns pesquisadores dizem ser muito difícil haver uma civilização mais evoluída no sistema solar de uma estrela Plêiade como Alcione, conforme afirma Divaldo pois estas teriam apenas cerca de 100 milhões de anos, enquanto a Terra teria demorado quase um bilhão de anos apenas para esfriar e aparecerem os primeiros organismos unicelulares e quase mais quatro bilhões para o surgimento do "Homo sapiens". Além de contestar a suposta influência gravitacional de Alcione na Terra.
Divaldo Franco não reconhece influência mediúnica em suas elaborações sobre o tema. Por se tratar de um palestrante que também se notabilizou como médium, esse fato pode servir como fonte de descrédito, diante de certos setores espíritas, para as idéias que defende sobre crianças índigo.
O boletim "Mensagem" discute sobre a origem do termo crianças índigo e sua utilização no movimento espírita.
Em Portugal existe a Fundação Casa Índigo, projecto de Tereza Guerra e Alain Aubry, registada como IPSS pelo Ministério da Educação em 2008 e que tem nos seus estatutos definido que se abstêm de "toda e qualquer actividade política ou religiosa". É um projecto destinado ao estudo, esclarecimento e desenvolvimento de actividades de apoio a crianças e jovens de todo o tipo e características, incluindo crianças índigo, cristal, crianças dotadas, sobredotadas, super psíquicas, entre muitas designações e jovens que se identifiquem com estas energias do Novo Tempo.