A proporção áurea ou número de ouro ou número áureo ou ainda proporção dourada é uma constante real algébrica irracional denotada pela letra grega (phi) e com o valor arredondado a três casas decimais de 1,618. É um número que há muito tempo é empregado na arte. Também é chamada de: razão áurea, razão de ouro, divina proporção, proporção em extrema razão, divisão de extrema razão ou número de Deus.
É freqüente a sua utilização em pinturas renascentistas, como as do mestre Giotto. Este número está envolvido com a natureza do crescimento. Phi (não confundir com o número Pi (π), quociente da divisão do comprimento de uma circunferência pela medida do seu respectivo diâmetro), como é chamado o número de ouro, pode ser encontrado na proporção em conchas (o nautilus, por exemplo), seres humanos (o tamanho das falanges, ossos dos dedos, por exemplo), até na relação dos machos e fêmeas de qualquer colméia do mundo, e em inúmeros outros exemplos que envolvem a ordem do crescimento.
Justamente por estar envolvido no crescimento, este número se torna tão freqüente. E justamente por haver essa freqüência, o número de ouro ganhou um status de "quase mágico", sendo alvo de pesquisadores, artistas e escritores. Apesar desse status, o número de ouro é apenas o que é devido aos contextos em que está inserido: está envolvido em crescimentos biológicos, por exemplo. O fato de ser encontrado através de desenvolvimento matemático é que o torna fascinante.
ORIGEM DO NOME
Phi tem este nome em homenagem ao arquiteto grego Phidias, construtor do Parthenon, que utilizou o número de ouro em muitas de suas obras.
Por que esse número é tão apreciado por artistas, arquitetos, projetistas e músicos? Porque a proporção áurea, como o nome sugere, está presente na natureza, no corpo humano e no universo.
Este número, assim como outros, por exemplo o Pi, estão presentes no mundo por uma razão matemática existente na natureza.
Essa seqüência aparece na natureza, no DNA, no comportamento da refração da luz, dos átomos, nas vibrações sonoras, no crescimento das plantas, nas espirais das galáxias, dos marfins de elefantes, nas ondas no oceano, furacões, etc.
Quando Pitágoras descobriu que as proporções no pentagrama eram a proporção áurea, tornou esse símbolo estrelado como a representação da Irmandade Pitagórica. Esse era um dos motivos que levava Pitágoras a dizer que "tudo é número", ou seja, que a natureza segue padrões matemáticos.
A maçonaria também tomou emprestado o simbolismo da Proporção Dourada em seus ensinamentos, com a utilização de seu método para obtenção do Pentagrama e do Quadrado Oblongo, existentes em algumas Lojas Maçônicas.
VEGETAIS
Semente de girassol – A proporção em que aumenta o diâmetro das espirais de sementes de um girassol é a razão áurea.
Achillea ptarmica – Razão do crescimento de seus galhos.
Folhas das Árvores – A proporção em que diminuem as folhas de uma árvore à medida que subimos de altura.
ANIMAIS
População de Abelhas – A proporção entre abelhas fêmeas e machos em qualquer colméia.
Concha do Caramujo Nautilus – A proporção em que cresce o raio do interior da concha desta espécie de caramujo. Este molusco bombeia gás para dentro de sua concha repleta de câmaras para poder regular a profundidade de sua flutuação.
Outros – phi estão também nas escamas de peixes, presas de elefantes, crescimento de plantas.
No ser humano obtem-se o número de ouro dividindo:
A altura do corpo humano e a medida do umbigo até o chão.
A altura do crânio e a medida da mandíbula até o alto da cabeça.
A medida da cintura até a cabeça e o tamanho do tórax.
A medida do ombro à ponta do dedo e a medida do cotovelo à ponta do dedo.
O tamanho dos dedos e a medida da dobra central até a ponta.
A medida da dobra central até a ponta dividido e da segunda dobra até a ponta.
A medida do seu quadril ao chão e a medida do seu joelho até ao chão.
A medida do cotovelo até o pulso e a medida do seu pé
Essas proporções anatômicas foram bem representadas pelo "Homem Vitruviano", obra de Leonardo Da Vinci.
ARTE
A proporção áurea foi muito usada na arte, em obras como O Nascimento de Vênus, quadro de Botticelli, em que Afrodite está na proporção áurea. Essa proporção estaria ali aplicada pelo motivo de o autor representar a perfeição da beleza. Em O Sacramento da Última Ceia, de Salvador Dalí, as dimensões do quadro (aproximadamente 270 cm × 167 cm) estão numa Razão Áurea entre si. Na história da arte renascentista, a perfeição da beleza em quadros foi bastante explorada com base nessa constante. Vários pintores e escultores lançaram mão das possibilidades que a proporção lhes dava para retratar a realidade com mais perfeição.
A Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, utiliza o número áureo nas relações entre seu tronco e cabeça, e também entre os elementos do rosto.
LITERATURA
Na literatura, o número de ouro encontra sua aplicação mais notável no poema épico grego Ilíada, de Homero, que narra os acontecimentos dos últimos dias da Guerra de Tróia. Quem o ler notará que a proporção entre as estrofes maiores e as menores dá um número próximo a 1,618, o número de ouro.
Luís de Camões na sua obra Os Lusíadas, colocou a chegada à Índia no ponto que divide a obra na razão de ouro.
Virgílio em sua obra Eneida, construiu a razão áurea com as estrofes maiores e menores.
Os Egípcios fizeram o mesmo com as pirâmides. Por exemplo, cada bloco da pirâmide era 1,618 vezes maior que o bloco do nível logo acima. As câmaras no interior das pirâmides também seguiam essa proporção, de forma que os comprimentos das salas são 1,618 vezes maiores que as larguras.
MÚSICA
O número de ouro está presente nas famosas sinfonias Sinfonia n.º 5 e a Sinfonia n.º 9, de Ludwig van Beethoven, e em outras diversas obras. Outro fato interessante registrado na Revista Batera, em um artigo sobre o baterista de jazz Max Roach, é que, em seus solos curtos, aparece tal número, se considerarmos as relações que aparecem entre tempos de bumbo e caixa.
CINEMA
O diretor russo Sergei Eisenstein se utilizou do número no filme O Encouraçado Potemkin para marcar os inícios de cenas importantes da trama, medindo a razão pelo tamanho das fitas de película.
Atualmente, essa proporção ainda é muito usada. Ao padronizar internacionalmente algumas medidas usadas em nosso dia-a-dia, os projetistas procuraram "respeitar" a proporção divina. A razão entre o comprimento e a largura de um Cartão de Crédito, alguns livros, jornais, uma foto revelada, entre outros.
Algumas das correntes místicas acreditam que objetos cujas dimensões sejam relacionadas a Phi se harmonizam com a glândula pineal, o que provocaria ou estimularia uma sensação de beleza e harmonia no ser humano.
Um blog onde se respeita a diversidade religiosa,
o livre pensamento e o direito à expressão.
11 maio 2009
QUEM ESCREVEU A BÍBLIA ERA MACHISTA?
Será que tudo que está na bíblia foi realmente inspirado por Deus ou tem muito da cultura patriarcal de um povo extremamente machista? Veja alguns trechos bíblicos a seguir e faça seu juízo:
Deus disse à mulher: "Multiplicarei grandemente os teus sofrimentos e a tua gravidez; darás à luz teus filhos entre dores; contudo, sentir-te-ás atraída para o teu marido, e ele te dominará".
-Gênesis 3:16
Se uma mulher der à luz um menino ela ficará impura por sete dias. Mas se nascer uma menina, então ficará impura por duas semanas.
- Levítico 12:2-8
Quando um homem e uma mulher se unirem com emissão de sêmen, se banharão e ficarão impuros até a tarde. Se uma mulher menstruar, ficará impura até sete dias após o término do fluxo, sendo que tudo o que ela tocar ficará impuro até a tarde. Se alguém tentar tocá-la ou tocar em um móvel deixado impuro por ela, ficará impuro até a tarde. Quem se juntar a ela durante este período ficará impuro por sete dias.
- Levítico 15:18-33
"Mulheres, sede submissas aos vossos maridos, como convém no Senhor"
- Colossenses 3:18
As mulheres tem de ser submissas aos vossos maridos.
- I Pedro 3:1
Os maridos devem permitir que as suas mulheres, que são de um sexo mais frágil, possam orar.
- I Pedro 3:7
A cabeça do homem é Cristo, a cabeça da mulher é o homem e a cabeça de Cristo é Deus.
- I Coríntios 11:3
O homem não foi criado para a mulher, mas a mulher para o homem.
- I Coríntios 11:9
As mulheres devem ficar caladas nas assembléias de todas as igrejas dos santos, pois devem estar submissas, como diz a lei.
- I Coríntios 14:34
Se a mulher trair o seu marido, ela será feita em objeto de maldição pelo Senhor, sua coxa irá descair e seu ventre inchará.
- Números 5:20-27
Se uma jovem é dada por esposa a um homem e este descobre que ela não é virgem, então será levada para a entrada da casa de seu pai e a apedrejarão até a morte.
- Deuteronômio 22:20-21
"É melhor alojar-se num canto do terraço, do que com mulher rixenta em casa espaçosa".
- Provérbios 25:24
"Aquela que é verdadeiramente viúva e desamparada, põe em Deus a sua esperança e persevera, noite e dia, nas súplicas e nas orações. Aquela, porém, que se entrega aos prazeres, mesmo vivendo, está morta. "
- I Timóteo 5:5-6
Que a mulher aprenda em silêncio, com total submissão. A mulher não poderá ensinar nem dominar o homem.
- I Timóteo 2:11-12
O marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja. Do mesmo modo que a igreja é submissa a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo aos maridos.
- Efésios 5:22-24
Deus disse à mulher: "Multiplicarei grandemente os teus sofrimentos e a tua gravidez; darás à luz teus filhos entre dores; contudo, sentir-te-ás atraída para o teu marido, e ele te dominará".
-Gênesis 3:16
Se uma mulher der à luz um menino ela ficará impura por sete dias. Mas se nascer uma menina, então ficará impura por duas semanas.
- Levítico 12:2-8
Quando um homem e uma mulher se unirem com emissão de sêmen, se banharão e ficarão impuros até a tarde. Se uma mulher menstruar, ficará impura até sete dias após o término do fluxo, sendo que tudo o que ela tocar ficará impuro até a tarde. Se alguém tentar tocá-la ou tocar em um móvel deixado impuro por ela, ficará impuro até a tarde. Quem se juntar a ela durante este período ficará impuro por sete dias.
- Levítico 15:18-33
"Mulheres, sede submissas aos vossos maridos, como convém no Senhor"
- Colossenses 3:18
As mulheres tem de ser submissas aos vossos maridos.
- I Pedro 3:1
Os maridos devem permitir que as suas mulheres, que são de um sexo mais frágil, possam orar.
- I Pedro 3:7
A cabeça do homem é Cristo, a cabeça da mulher é o homem e a cabeça de Cristo é Deus.
- I Coríntios 11:3
O homem não foi criado para a mulher, mas a mulher para o homem.
- I Coríntios 11:9
As mulheres devem ficar caladas nas assembléias de todas as igrejas dos santos, pois devem estar submissas, como diz a lei.
- I Coríntios 14:34
Se a mulher trair o seu marido, ela será feita em objeto de maldição pelo Senhor, sua coxa irá descair e seu ventre inchará.
- Números 5:20-27
Se uma jovem é dada por esposa a um homem e este descobre que ela não é virgem, então será levada para a entrada da casa de seu pai e a apedrejarão até a morte.
- Deuteronômio 22:20-21
"É melhor alojar-se num canto do terraço, do que com mulher rixenta em casa espaçosa".
- Provérbios 25:24
"Aquela que é verdadeiramente viúva e desamparada, põe em Deus a sua esperança e persevera, noite e dia, nas súplicas e nas orações. Aquela, porém, que se entrega aos prazeres, mesmo vivendo, está morta. "
- I Timóteo 5:5-6
Que a mulher aprenda em silêncio, com total submissão. A mulher não poderá ensinar nem dominar o homem.
- I Timóteo 2:11-12
O marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja. Do mesmo modo que a igreja é submissa a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo aos maridos.
- Efésios 5:22-24
JESUS:Deus ou homem?
Quem foi afinal Jesus? A resposta é difícil principalmente porque os únicos relatos sobre sua vida são os evangelhos, escritos e reescritos décadas depois de sua morte. A Igreja aceita como válidos apenas quatro desses textos, os chamados evangelhos canônicos, atribuídos pela tradição a Mateus, Marcos, Lucas e João. Outros evangelhos, denominados apócrifos, apresentam narrativas que, às vezes, se chocam fortemente com a dos canônicos. Refletem concepções religiosas e políticas que se desenvolveram nos primeiros séculos do cristianismo e chegaram a ser acusadas de heresia. Estudos bíblicos contemporâneos vêm submetendo tanto os textos canônicos quanto os apócrifos a uma cuidadosa releitura crítica.
Para começar, Jesus nasceu antes de Cristo. Um erro cometido séculos depois no cálculo do calendário é responsável por esse paradoxo. O fato histórico usado como referência para a datação do nascimento é o primeiro recenseamento da população da Palestina, ordenado pelas autoridades romanas com o objetivo de regularizar a cobrança de impostos. Lucas diz em seu evangelho que Jesus nasceu na época do censo. Estudos mais recentes situam esse acontecimento entre os anos 8 e 6 a.C.
Maria e José, os pais de Jesus, teriam se deslocado de Nazaré, na Galiléia, onde viviam, para Belém, na Judéia cidade de origem de José e onde ele deveria se alistar para o censo. Mas a definição de Belém como a cidade natal de Jesus também é motivo de polêmica entre os estudiosos. Belém era a cidade de Davi, que reinou em Israel por volta do ano 1000 a.C. Na época em que Jesus nasceu, os judeus esperavam por um líder, que os livrasse do jugo romano e restabelecesse a realeza.
Segundo profecias do Antigo Testamento, esse libertador o messias, que significa o "ungido", como os antigos reis de Israel seria descendente de Davi. Para os evangelhos, especialmente o de Mateus, Jesus é o messias esperado: por isso seu nascimento ocorre em Belém; por isso também ele é saudado pela aparição de uma estrela, símbolo de Davi.
Conforme o relato de Mateus, Jesus descende de Davi por meio de José. O autor procura conciliar essa origem com a virgindade de Maria, referida no mesmo texto. O que se quer mostrar, evidentemente, é que o nascimento de Jesus ocorre a partir de uma intervenção direta de Deus. É uma idéia que aparece com freqüência no pensamento antigo. Não só heróis mitológicos, mas também grandes personagens históricos têm seu nascimento associado a uma divindade. Os faraós do Egito eram considerados filhos de Amon-Ra, o deus Sol. E a mãe de Alexandre, o Grande (356 a.C.-323 a.C.), estava convencida e convenceu o filho de que ele era descendente de Zeus, o deus supremo da mitologia grega.
Para a Igreja Católica, Maria permaneceu virgem mesmo depois do nascimento de Jesus. A expressão irmãos e irmãs, empregada por Mateus e Marcos, designaria parentes mais distantes de Jesus, como seus primos. Essa opinião é contestada pelos protestantes, que acreditam que os irmãos que aparecem nos evangelhos eram irmãos mesmo. Eles são citados pelos nomes: Tiago, José, Simão e Judas. Tiago, conhecido como Tiago, o Maior, fez parte do círculo dos discípulos mais íntimos; após a morte de Jesus e a saída do apóstolo Pedro de Jerusalém, assumiria a chefia da Igreja.
A ação de Jesus transcorreu principalmente entre os pobres e marginalizados de seu tempo. A fértil região da Galiléia, onde presumivelmente passou a maior parte de sua vida, abrigava uma população miserável, vista até com desconfiança pelos judeus conservadores, pela presença em seu interior de elementos pagãos originários da Síria. Como lembra o estudioso Paulo Lockmann, bispo da Igreja Metodista no Rio de Janeiro, quando Jesus disse "bem-aventurados os pobres em espírito", era dessa população rústica que ele falava.
A própria família de Jesus, porém, puramente judaica, como se pode verificar pelos nomes de seus membros, não era assim tão pobre. Como carpinteiro, José era um artesão pequeno proprietário. Num meio em que os ofícios passavam de pai para filho e eram patrimônio de família, é quase certo que Jesus tenha herdado e exercido a carpintaria.
A lacuna de quase trinta anos na narrativa dos evangelhos do nascimento de Jesus ao início de sua pregação deu margem a todo tipo de fantasia. Autores imaginosos fizeram-no viajar a lugares tão longínquos quanto a Índia e o Tibete, em busca dos fundamentos de sua doutrina. Para o estudioso católico Euclides Balancin, do corpo de tradutores para o português da Bíblia de Jerusalém, essas suposições não têm nenhum fundamento. "É muito improvável que Jesus tenha se afastado da Palestina", diz. "O único ensinamento religioso com que ele teve contato era aquele acessível a qualquer judeu da época as Escrituras. O aspecto revolucionário de sua ação é que ele procurou levar as idéias do Antigo Testamento à prática."
A espetacular descoberta das ruínas e dos manuscritos da comunidade dos essênios, ocorrida em 1947 na localidade de Qumran, às margens do mar Morto, no atual território de Israel, alimentou durante bom tempo a suposição de que Jesus pudesse ter pertencido a essa irmandade religiosa. Mas a crítica mais recente vem desmentindo também essa hipótese.
A comunidade dos essênios era formada principalmente por sacerdotes que haviam rompido com o alto clero de Jerusalém, constituído por grandes proprietários de terras que aceitavam a dominação romana. Abandonando a Cidade Santa, os sacerdotes dissidentes se fixaram nas grutas da região desértica à margem do mar Morto, onde os bens eram divididos entre todos, cada um devia trabalhar com as próprias mãos e o comércio era proibido.
Esses judeus puritanos esperavam a chegada iminente do messias, que viria organizar a guerra santa para eliminar os ímpios e estabelecer o reino eterno dos justos. Os que aspiravam pertencer à comunidade deviam passar por um complexo e prolongado período de iniciação, que incluía o batismo com água. O significado simbólico desse rito era o da morte e ressurreição do indivíduo: ao ser mergulhado na piscina batismal, este morria e renascia para uma nova vida.
É provável que a ideologia dos essênios tenha influenciado o pensamento e a prática de Jesus, assim como da comunidade cristã primitiva. Mas as diferenças também são muito grandes. Como ressalta o padre Ivo Storniolo, coordenador da tradução da Bíblia de Jerusalém, enquanto os essênios se afastavam do mundo injusto e corrompido para viver um ideal de pureza à espera do messias, Jesus mergulhava nesse mundo para transformá-lo.
Além disso, a comunidade dos essênios era rigidamente organizada e hierarquizada, ao passo que a prática de Jesus era informal. "As expressões pregação ou ministério de Jesus podem induzir a um erro de avaliação", comenta Storniolo. "É preciso ter claro que Jesus não era um sacerdote. Raramente pregava nas sinagogas. Seus ensinamentos e sua ação se davam no meio do povo, nos locais de moradia e de trabalho."
De seu lado, o protestante Paulo Lockmann acrescenta: "Nunca um essênio se sentaria à mesa de um publicano (cobrador de impostos) ou pecador como Jesus fez. Ele foi além disso e afirmou que os publicanos e as prostitutas estão vos precedendo no Reino de Deus, querendo mostrar que, quanto mais um homem é pecador, mais ele está em revolta contra o mundo em que vive e mais aberto à transformação".
Próximo dos essênios, sem dúvida, estava João, o Batista. Ele era um asceta rigoroso, que pregava no deserto próximo à comunidade de Qumran, batizava com a água e anunciava a vinda do messias. O tipo de relacionamento que pode ter havido entre Jesus e João Batista intriga os estudiosos. Como Jesus, João tinha um círculo de discípulos, dois dos quais, atendendo à sua indicação, teriam se passado para o grupo de Jesus, integrando o conjunto dos doze apóstolos. Um desses discípulos era André, irmão de Pedro.
Para João, Jesus era o messias esperado. Nele, João via a intervenção iminente de Deus na história. Mas, depois de ser preso pelas autoridades e como Jesus não desse início à guerra santa, João enviou dois discípulos para interrogá-lo se ele era realmente "aquele que há de vir ou devemos esperar outro". Se a resposta indireta de Jesus, citada por Lucas, convenceu João não se sabe. Sabe-se que não convenceu uma parte de seus seguidores. Estes, após a execução do líder, passaram a acreditar que João era o messias e fora traído por Jesus. A partir daí fundaram uma religião, o mandeísmo de que há tênues vestígios ainda, no Irã e na Turquia.
Batizado por João, Jesus meditou e jejuou por quarenta dias no deserto. Essa passagem tem um claro significado. Não só na biografia de fundadores de religiões, como Buda ou Maomé, mas também na trajetória de homens comuns entre os povos primitivos, a preparação para a etapa mais importante da vida é precedida por um período de solidão junto à natureza, quando a pessoa se confronta consigo mesma. O demônio que tentou Jesus durante esse período pode ser interpretado como seu demônio interior o lado sombrio que todo homem tem dentro de si.
Segundo Mateus, quando Jesus teve fome, o diabo lhe disse: "Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães". Depois, levando-o ao alto do templo de Jerusalém, o desafiou: "Se és Filho de Deus, atira-te para baixo, porque está escrito: Ele dará ordem a seus anjos a teu respeito, e eles te tomarão pelas mãos..." Finalmente, conduzindo-o a um monte muito alto, "mostrou-lhe todos os reinos do mundo com seu esplendor e disse-lhe: Tudo isso te darei, se, prostrado, me adorares". Para Ivo Storniolo, "as tentações no deserto são um resumo das tentações que Jesus sofreu ao longo da vida. Três tentações que a sociedade propõe: riqueza, prestígio e poder. Sociologicamente, há nos evangelhos uma crítica à sociedade baseada nesses valores, por serem privilégio de uma minoria".
Mesmo a estruturação dos ensinamentos de Jesus nos grandes sermões que aparecem nos evangelhos canônicos é posterior à sua morte e se deu pela reunião, em discursos extensos, de frases ditas em ocasiões e contextos diversos. O núcleo de sua mensagem está no Sermão da Montanha, de conteúdo marcadamente social.
Nesse aspecto, a versão do Evangelho de Lucas é ainda mais vigorosa que a de Mateus: "Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus. Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis saciados. Bem-venturados vós, que agora chorais, porque haveis de rir. Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem, quando vos rejeitarem, insultarem e proscreverem vosso nome como infame, por causa do Filho do Homem. Alegrai-vos naquele dia e exultai, porque no céu será grande a vossa recompensa; pois do mesmo modo seus pais tratavam os profetas..."
O ponto culminante da trajetória de Jesus, para o qual convergem as narrativas evangélicas, foi sua estada em Jerusalém, onde se confrontou diretamente com o centro do poder, foi preso, condenado e crucificado. Sua entrada na cidade foi triunfal, sendo recebido pela multidão que estendia as vestes sobre o caminho para que ele passasse e o saudava como o messias libertador. Suas palavras e ações, entretanto, logo deixaram claro que ele não vinha liderar uma rebelião militar contra o domínio romano, mas propor uma transformação de outro tipo na estrutura da sociedade e na mentalidade dos homens.
Um de seus primeiros gestos, cheio de significado e conseqüências, foi expulsar os comerciantes do Templo. Este não era apenas o núcleo religioso do país, mas também uma importante unidade econômica, envolvida na cobrança de impostos e num intenso comércio, que visava tanto atender às necessidades dos numerosos peregrinos como manter o sistema de vendas de animais, ofertados pelos fiéis em sacrifício. Essa economia do templo era uma das bases do poder da elite sacerdotal, que Jesus afrontava diretamente com seu ato.
Por outro lado, as palavras de Jesus se voltam contra o que ele considerava uma religião minuciosa e formalista, que se afastava do conteúdo profundo e da mensagem social das Escrituras: "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, que pagais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, mas omitis as coisas mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Importava praticar estas coisas, mas sem omitir aquelas. Condutores cegos, que coais o mosquito e tragais o camelo!"
O famoso episódio em que Jesus é interrogado pelos fariseus e partidários da dinastia de Herodes sobre se se devia ou não pagar tributos a Roma é explicitamente descrito, em Mateus, Marcos e Lucas, como uma trama visando arrancar dele alguma declaração que pudesse incriminá-lo perante as autoridades romanas. A resposta de Jesus "Devolvei o que é de César a César, e o que é de Deus, a Deus" certamente decepcionou os que esperavam dele a liderança de uma insurreição nacionalista. Quando, de acordo com o costume de se libertar um prisioneiro durante a festa da Páscoa, o procurador romano Pôncio Pilatos consultou o povo se devia anistiar Jesus ou Barrabás, acusado de morte, os evangelhos dizem que a cúpula sacerdotal procurou tirar partido dessa decepção, incitando a multidão a escolher Barrabás.
Os modernos estudos críticos dos evangelhos vêm permitindo tratar da dimensão existencial de Jesus, antes encarada como tabu. Como mostra Leonardo Boff, em seu livro Jesus Cristo libertador, tudo que é autenticamente humano aparece em Jesus: alegria e ira, bondade e dureza, tristeza e tentação. No entanto, suposições como a de um eventual relacionamento amoroso com Maria Madalena não encontram nenhum apoio nos textos evangélicos.
A própria Maria Madalena, aliás, já foi erroneamente confundida com a "pecadora", mencionada por Lucas, que teria lavado, enxugado com os cabelos, beijado e perfumado os pés de Jesus na casa de um fariseu. Não há evidência de que sejam a mesma pessoa. O que se diz de Maria Madalena em diversas passagens é que dela Jesus expulsou "sete demônios", que estava presente entre as mulheres que acompanharam Jesus ao monte Calvário, onde foi executado, e que Jesus lhe apareceu e falou depois da ressurreição.
Um dos pontos mais delicados na tentativa de reconstituir a dimensão histórica de Jesus são os milagres a ele atribuídos. É preciso ter claro que a separação que se faz hoje entre natural e sobrenatural praticamente não existia naqueles tempos. Os evangelhos dão numerosos testemunhos das curas operadas por Jesus. Em meio a um povo miserável e inculto, Jesus vai libertando as pessoas de seus males: a cegueira, a mudez, a surdez, a paralisia, a loucura.
Padre Storniolo sublinha o caráter alegórico de muitos relatos de milagres. Seria o caso, por exemplo, de Jesus caminhando sobre as águas: "O mar no Antigo Testamento era o símbolo das nações que podiam invadir a Palestina e dominar o povo. Os discípulos na barca agitada pelas ondas simbolizam a comunidade cristã primitiva com medo de se afogar no mar da História. Jesus vem então caminhando sobre as águas, como prova de que, pela fé, aquela comunidade podia ser vitoriosa. Pedro também caminha, até o instante em que duvida. Nesse momento divide suas energias, perde seu poder e começa a afundar, sendo salvo por Jesus".
Um dos milagres de Jesus, citado com mais detalhes por Lucas, é o da cura da mulher que sofria de hemorragia ininterrupta. Aproximando-se por trás de Jesus, que caminhava entre o povo, ela tocou a extremidade de sua veste. Jesus perguntou então: "Quem me tocou?" Como todos negassem, Pedro disse: "Mestre, a multidão te comprime e te esmaga". Mas Jesus insistiu: "Alguém me tocou; eu senti uma força que saía de mim". Então a mulher se apresentou e Jesus lhe disse: "Minha filha, tua fé te curou; vai em paz". O que chama a atenção, no caso, é Jesus ter sentido "uma força que saía" dele algo que, em linguagem moderna, talvez pudesse ser chamado poderes paranormais.
Política e religião no tempo de Jesus
A ansiosa espera pelo messias libertador reflete a opressão a que o povo judeu estava submetido, sob o domínio romano. Depois da morte de Herodes I (73 a.C.-4 a.C.), rei vassalo de Roma que não gozava de legitimidade junto à população, a Palestina foi dividida entre três de seus filhos: Arquelau, Filipe e Herodes Antipas. A Galiléia, onde Jesus vivia, coube ao último, responsável pela decapitação de João Batista.
Arquelau, rei da Judéia e Samaria, foi substituído pelo procurador romano Pôncio Pilatos, sob cujo mandato Jesus Cristo foi crucificado. Mas o sumo sacerdote do templo de Jerusalém, Caifás, tinha grande influência no governo. Apoiava-se no Sinédrio, conselho de 71 membros formado por altos sacerdotes, anciãos das famílias judias mais ilustres e doutores da Lei.
Vários grupos moviam-se na cena política. No alto da pirâmide social estavam os saduceus a elite sacerdotal e os grandes proprietários de terras. Eram judeus conservadores que se alinham ao texto da Lei, tal como aparece nas Escrituras, e colaboravam com o dominador romano.
Logo abaixo, vinham os fariseus elementos do baixo clero, pequenos comerciantes e artesãos. Eram hostis à presença romana, mas sua oposição era apenas passiva. Em todas as questões da vida cotidiana, cumpriam zelosamente a Lei e as tradições orais acumuladas ao longo dos séculos. Em confronto com o templo de Jerusalém, o centro de sua expressão eram as sinagogas, presentes nos menores lugarejos.
Saído dos fariseus, o grupo dos zelotas era formado por camponeses e outros membros das camadas mais pobres, esmagadas pelos impostos. Muito religiosos, eram nacionalistas radicais. Queriam expulsar pelas armas os romanos e instituir um Estado onde Deus fosse o único rei, representado pelo messias, descendente de Davi. Considerado agitador e assassino pela tradição cristã, Barrabás foi um líder zelota.
Entre os apóstolos de Jesus, dois devem ter sido zelotas: Simão e Judas Iscariotes. Também Pedro parece ter simpatizado com eles. O nome Iscariotes pode significar que Judas fosse da cidade de Kariot, foco da ação zelota, ou viria da expressão aramaica Ish Kariot, que quer dizer "o homem que leva o punhal". Sua traição a Jesus pode ser interpretada como um ato resultante de divergência política: enquanto a ação dos zelotas se voltava contra o dominador estrangeiro, a pregação de Jesus visava a própria estrutura social da Palestina.
Por José Tadeu Arantes
fonte:http://super.abril.com.br/superarquivo/1988/conteudo_111011.shtml
Para começar, Jesus nasceu antes de Cristo. Um erro cometido séculos depois no cálculo do calendário é responsável por esse paradoxo. O fato histórico usado como referência para a datação do nascimento é o primeiro recenseamento da população da Palestina, ordenado pelas autoridades romanas com o objetivo de regularizar a cobrança de impostos. Lucas diz em seu evangelho que Jesus nasceu na época do censo. Estudos mais recentes situam esse acontecimento entre os anos 8 e 6 a.C.
Maria e José, os pais de Jesus, teriam se deslocado de Nazaré, na Galiléia, onde viviam, para Belém, na Judéia cidade de origem de José e onde ele deveria se alistar para o censo. Mas a definição de Belém como a cidade natal de Jesus também é motivo de polêmica entre os estudiosos. Belém era a cidade de Davi, que reinou em Israel por volta do ano 1000 a.C. Na época em que Jesus nasceu, os judeus esperavam por um líder, que os livrasse do jugo romano e restabelecesse a realeza.
Segundo profecias do Antigo Testamento, esse libertador o messias, que significa o "ungido", como os antigos reis de Israel seria descendente de Davi. Para os evangelhos, especialmente o de Mateus, Jesus é o messias esperado: por isso seu nascimento ocorre em Belém; por isso também ele é saudado pela aparição de uma estrela, símbolo de Davi.
Conforme o relato de Mateus, Jesus descende de Davi por meio de José. O autor procura conciliar essa origem com a virgindade de Maria, referida no mesmo texto. O que se quer mostrar, evidentemente, é que o nascimento de Jesus ocorre a partir de uma intervenção direta de Deus. É uma idéia que aparece com freqüência no pensamento antigo. Não só heróis mitológicos, mas também grandes personagens históricos têm seu nascimento associado a uma divindade. Os faraós do Egito eram considerados filhos de Amon-Ra, o deus Sol. E a mãe de Alexandre, o Grande (356 a.C.-323 a.C.), estava convencida e convenceu o filho de que ele era descendente de Zeus, o deus supremo da mitologia grega.
Para a Igreja Católica, Maria permaneceu virgem mesmo depois do nascimento de Jesus. A expressão irmãos e irmãs, empregada por Mateus e Marcos, designaria parentes mais distantes de Jesus, como seus primos. Essa opinião é contestada pelos protestantes, que acreditam que os irmãos que aparecem nos evangelhos eram irmãos mesmo. Eles são citados pelos nomes: Tiago, José, Simão e Judas. Tiago, conhecido como Tiago, o Maior, fez parte do círculo dos discípulos mais íntimos; após a morte de Jesus e a saída do apóstolo Pedro de Jerusalém, assumiria a chefia da Igreja.
A ação de Jesus transcorreu principalmente entre os pobres e marginalizados de seu tempo. A fértil região da Galiléia, onde presumivelmente passou a maior parte de sua vida, abrigava uma população miserável, vista até com desconfiança pelos judeus conservadores, pela presença em seu interior de elementos pagãos originários da Síria. Como lembra o estudioso Paulo Lockmann, bispo da Igreja Metodista no Rio de Janeiro, quando Jesus disse "bem-aventurados os pobres em espírito", era dessa população rústica que ele falava.
A própria família de Jesus, porém, puramente judaica, como se pode verificar pelos nomes de seus membros, não era assim tão pobre. Como carpinteiro, José era um artesão pequeno proprietário. Num meio em que os ofícios passavam de pai para filho e eram patrimônio de família, é quase certo que Jesus tenha herdado e exercido a carpintaria.
A lacuna de quase trinta anos na narrativa dos evangelhos do nascimento de Jesus ao início de sua pregação deu margem a todo tipo de fantasia. Autores imaginosos fizeram-no viajar a lugares tão longínquos quanto a Índia e o Tibete, em busca dos fundamentos de sua doutrina. Para o estudioso católico Euclides Balancin, do corpo de tradutores para o português da Bíblia de Jerusalém, essas suposições não têm nenhum fundamento. "É muito improvável que Jesus tenha se afastado da Palestina", diz. "O único ensinamento religioso com que ele teve contato era aquele acessível a qualquer judeu da época as Escrituras. O aspecto revolucionário de sua ação é que ele procurou levar as idéias do Antigo Testamento à prática."
A espetacular descoberta das ruínas e dos manuscritos da comunidade dos essênios, ocorrida em 1947 na localidade de Qumran, às margens do mar Morto, no atual território de Israel, alimentou durante bom tempo a suposição de que Jesus pudesse ter pertencido a essa irmandade religiosa. Mas a crítica mais recente vem desmentindo também essa hipótese.
A comunidade dos essênios era formada principalmente por sacerdotes que haviam rompido com o alto clero de Jerusalém, constituído por grandes proprietários de terras que aceitavam a dominação romana. Abandonando a Cidade Santa, os sacerdotes dissidentes se fixaram nas grutas da região desértica à margem do mar Morto, onde os bens eram divididos entre todos, cada um devia trabalhar com as próprias mãos e o comércio era proibido.
Esses judeus puritanos esperavam a chegada iminente do messias, que viria organizar a guerra santa para eliminar os ímpios e estabelecer o reino eterno dos justos. Os que aspiravam pertencer à comunidade deviam passar por um complexo e prolongado período de iniciação, que incluía o batismo com água. O significado simbólico desse rito era o da morte e ressurreição do indivíduo: ao ser mergulhado na piscina batismal, este morria e renascia para uma nova vida.
É provável que a ideologia dos essênios tenha influenciado o pensamento e a prática de Jesus, assim como da comunidade cristã primitiva. Mas as diferenças também são muito grandes. Como ressalta o padre Ivo Storniolo, coordenador da tradução da Bíblia de Jerusalém, enquanto os essênios se afastavam do mundo injusto e corrompido para viver um ideal de pureza à espera do messias, Jesus mergulhava nesse mundo para transformá-lo.
Além disso, a comunidade dos essênios era rigidamente organizada e hierarquizada, ao passo que a prática de Jesus era informal. "As expressões pregação ou ministério de Jesus podem induzir a um erro de avaliação", comenta Storniolo. "É preciso ter claro que Jesus não era um sacerdote. Raramente pregava nas sinagogas. Seus ensinamentos e sua ação se davam no meio do povo, nos locais de moradia e de trabalho."
De seu lado, o protestante Paulo Lockmann acrescenta: "Nunca um essênio se sentaria à mesa de um publicano (cobrador de impostos) ou pecador como Jesus fez. Ele foi além disso e afirmou que os publicanos e as prostitutas estão vos precedendo no Reino de Deus, querendo mostrar que, quanto mais um homem é pecador, mais ele está em revolta contra o mundo em que vive e mais aberto à transformação".
Próximo dos essênios, sem dúvida, estava João, o Batista. Ele era um asceta rigoroso, que pregava no deserto próximo à comunidade de Qumran, batizava com a água e anunciava a vinda do messias. O tipo de relacionamento que pode ter havido entre Jesus e João Batista intriga os estudiosos. Como Jesus, João tinha um círculo de discípulos, dois dos quais, atendendo à sua indicação, teriam se passado para o grupo de Jesus, integrando o conjunto dos doze apóstolos. Um desses discípulos era André, irmão de Pedro.
Para João, Jesus era o messias esperado. Nele, João via a intervenção iminente de Deus na história. Mas, depois de ser preso pelas autoridades e como Jesus não desse início à guerra santa, João enviou dois discípulos para interrogá-lo se ele era realmente "aquele que há de vir ou devemos esperar outro". Se a resposta indireta de Jesus, citada por Lucas, convenceu João não se sabe. Sabe-se que não convenceu uma parte de seus seguidores. Estes, após a execução do líder, passaram a acreditar que João era o messias e fora traído por Jesus. A partir daí fundaram uma religião, o mandeísmo de que há tênues vestígios ainda, no Irã e na Turquia.
Batizado por João, Jesus meditou e jejuou por quarenta dias no deserto. Essa passagem tem um claro significado. Não só na biografia de fundadores de religiões, como Buda ou Maomé, mas também na trajetória de homens comuns entre os povos primitivos, a preparação para a etapa mais importante da vida é precedida por um período de solidão junto à natureza, quando a pessoa se confronta consigo mesma. O demônio que tentou Jesus durante esse período pode ser interpretado como seu demônio interior o lado sombrio que todo homem tem dentro de si.
Segundo Mateus, quando Jesus teve fome, o diabo lhe disse: "Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães". Depois, levando-o ao alto do templo de Jerusalém, o desafiou: "Se és Filho de Deus, atira-te para baixo, porque está escrito: Ele dará ordem a seus anjos a teu respeito, e eles te tomarão pelas mãos..." Finalmente, conduzindo-o a um monte muito alto, "mostrou-lhe todos os reinos do mundo com seu esplendor e disse-lhe: Tudo isso te darei, se, prostrado, me adorares". Para Ivo Storniolo, "as tentações no deserto são um resumo das tentações que Jesus sofreu ao longo da vida. Três tentações que a sociedade propõe: riqueza, prestígio e poder. Sociologicamente, há nos evangelhos uma crítica à sociedade baseada nesses valores, por serem privilégio de uma minoria".
Mesmo a estruturação dos ensinamentos de Jesus nos grandes sermões que aparecem nos evangelhos canônicos é posterior à sua morte e se deu pela reunião, em discursos extensos, de frases ditas em ocasiões e contextos diversos. O núcleo de sua mensagem está no Sermão da Montanha, de conteúdo marcadamente social.
Nesse aspecto, a versão do Evangelho de Lucas é ainda mais vigorosa que a de Mateus: "Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus. Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis saciados. Bem-venturados vós, que agora chorais, porque haveis de rir. Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem, quando vos rejeitarem, insultarem e proscreverem vosso nome como infame, por causa do Filho do Homem. Alegrai-vos naquele dia e exultai, porque no céu será grande a vossa recompensa; pois do mesmo modo seus pais tratavam os profetas..."
O ponto culminante da trajetória de Jesus, para o qual convergem as narrativas evangélicas, foi sua estada em Jerusalém, onde se confrontou diretamente com o centro do poder, foi preso, condenado e crucificado. Sua entrada na cidade foi triunfal, sendo recebido pela multidão que estendia as vestes sobre o caminho para que ele passasse e o saudava como o messias libertador. Suas palavras e ações, entretanto, logo deixaram claro que ele não vinha liderar uma rebelião militar contra o domínio romano, mas propor uma transformação de outro tipo na estrutura da sociedade e na mentalidade dos homens.
Um de seus primeiros gestos, cheio de significado e conseqüências, foi expulsar os comerciantes do Templo. Este não era apenas o núcleo religioso do país, mas também uma importante unidade econômica, envolvida na cobrança de impostos e num intenso comércio, que visava tanto atender às necessidades dos numerosos peregrinos como manter o sistema de vendas de animais, ofertados pelos fiéis em sacrifício. Essa economia do templo era uma das bases do poder da elite sacerdotal, que Jesus afrontava diretamente com seu ato.
Por outro lado, as palavras de Jesus se voltam contra o que ele considerava uma religião minuciosa e formalista, que se afastava do conteúdo profundo e da mensagem social das Escrituras: "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, que pagais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, mas omitis as coisas mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Importava praticar estas coisas, mas sem omitir aquelas. Condutores cegos, que coais o mosquito e tragais o camelo!"
O famoso episódio em que Jesus é interrogado pelos fariseus e partidários da dinastia de Herodes sobre se se devia ou não pagar tributos a Roma é explicitamente descrito, em Mateus, Marcos e Lucas, como uma trama visando arrancar dele alguma declaração que pudesse incriminá-lo perante as autoridades romanas. A resposta de Jesus "Devolvei o que é de César a César, e o que é de Deus, a Deus" certamente decepcionou os que esperavam dele a liderança de uma insurreição nacionalista. Quando, de acordo com o costume de se libertar um prisioneiro durante a festa da Páscoa, o procurador romano Pôncio Pilatos consultou o povo se devia anistiar Jesus ou Barrabás, acusado de morte, os evangelhos dizem que a cúpula sacerdotal procurou tirar partido dessa decepção, incitando a multidão a escolher Barrabás.
Os modernos estudos críticos dos evangelhos vêm permitindo tratar da dimensão existencial de Jesus, antes encarada como tabu. Como mostra Leonardo Boff, em seu livro Jesus Cristo libertador, tudo que é autenticamente humano aparece em Jesus: alegria e ira, bondade e dureza, tristeza e tentação. No entanto, suposições como a de um eventual relacionamento amoroso com Maria Madalena não encontram nenhum apoio nos textos evangélicos.
A própria Maria Madalena, aliás, já foi erroneamente confundida com a "pecadora", mencionada por Lucas, que teria lavado, enxugado com os cabelos, beijado e perfumado os pés de Jesus na casa de um fariseu. Não há evidência de que sejam a mesma pessoa. O que se diz de Maria Madalena em diversas passagens é que dela Jesus expulsou "sete demônios", que estava presente entre as mulheres que acompanharam Jesus ao monte Calvário, onde foi executado, e que Jesus lhe apareceu e falou depois da ressurreição.
Um dos pontos mais delicados na tentativa de reconstituir a dimensão histórica de Jesus são os milagres a ele atribuídos. É preciso ter claro que a separação que se faz hoje entre natural e sobrenatural praticamente não existia naqueles tempos. Os evangelhos dão numerosos testemunhos das curas operadas por Jesus. Em meio a um povo miserável e inculto, Jesus vai libertando as pessoas de seus males: a cegueira, a mudez, a surdez, a paralisia, a loucura.
Padre Storniolo sublinha o caráter alegórico de muitos relatos de milagres. Seria o caso, por exemplo, de Jesus caminhando sobre as águas: "O mar no Antigo Testamento era o símbolo das nações que podiam invadir a Palestina e dominar o povo. Os discípulos na barca agitada pelas ondas simbolizam a comunidade cristã primitiva com medo de se afogar no mar da História. Jesus vem então caminhando sobre as águas, como prova de que, pela fé, aquela comunidade podia ser vitoriosa. Pedro também caminha, até o instante em que duvida. Nesse momento divide suas energias, perde seu poder e começa a afundar, sendo salvo por Jesus".
Um dos milagres de Jesus, citado com mais detalhes por Lucas, é o da cura da mulher que sofria de hemorragia ininterrupta. Aproximando-se por trás de Jesus, que caminhava entre o povo, ela tocou a extremidade de sua veste. Jesus perguntou então: "Quem me tocou?" Como todos negassem, Pedro disse: "Mestre, a multidão te comprime e te esmaga". Mas Jesus insistiu: "Alguém me tocou; eu senti uma força que saía de mim". Então a mulher se apresentou e Jesus lhe disse: "Minha filha, tua fé te curou; vai em paz". O que chama a atenção, no caso, é Jesus ter sentido "uma força que saía" dele algo que, em linguagem moderna, talvez pudesse ser chamado poderes paranormais.
Política e religião no tempo de Jesus
A ansiosa espera pelo messias libertador reflete a opressão a que o povo judeu estava submetido, sob o domínio romano. Depois da morte de Herodes I (73 a.C.-4 a.C.), rei vassalo de Roma que não gozava de legitimidade junto à população, a Palestina foi dividida entre três de seus filhos: Arquelau, Filipe e Herodes Antipas. A Galiléia, onde Jesus vivia, coube ao último, responsável pela decapitação de João Batista.
Arquelau, rei da Judéia e Samaria, foi substituído pelo procurador romano Pôncio Pilatos, sob cujo mandato Jesus Cristo foi crucificado. Mas o sumo sacerdote do templo de Jerusalém, Caifás, tinha grande influência no governo. Apoiava-se no Sinédrio, conselho de 71 membros formado por altos sacerdotes, anciãos das famílias judias mais ilustres e doutores da Lei.
Vários grupos moviam-se na cena política. No alto da pirâmide social estavam os saduceus a elite sacerdotal e os grandes proprietários de terras. Eram judeus conservadores que se alinham ao texto da Lei, tal como aparece nas Escrituras, e colaboravam com o dominador romano.
Logo abaixo, vinham os fariseus elementos do baixo clero, pequenos comerciantes e artesãos. Eram hostis à presença romana, mas sua oposição era apenas passiva. Em todas as questões da vida cotidiana, cumpriam zelosamente a Lei e as tradições orais acumuladas ao longo dos séculos. Em confronto com o templo de Jerusalém, o centro de sua expressão eram as sinagogas, presentes nos menores lugarejos.
Saído dos fariseus, o grupo dos zelotas era formado por camponeses e outros membros das camadas mais pobres, esmagadas pelos impostos. Muito religiosos, eram nacionalistas radicais. Queriam expulsar pelas armas os romanos e instituir um Estado onde Deus fosse o único rei, representado pelo messias, descendente de Davi. Considerado agitador e assassino pela tradição cristã, Barrabás foi um líder zelota.
Entre os apóstolos de Jesus, dois devem ter sido zelotas: Simão e Judas Iscariotes. Também Pedro parece ter simpatizado com eles. O nome Iscariotes pode significar que Judas fosse da cidade de Kariot, foco da ação zelota, ou viria da expressão aramaica Ish Kariot, que quer dizer "o homem que leva o punhal". Sua traição a Jesus pode ser interpretada como um ato resultante de divergência política: enquanto a ação dos zelotas se voltava contra o dominador estrangeiro, a pregação de Jesus visava a própria estrutura social da Palestina.
Por José Tadeu Arantes
fonte:http://super.abril.com.br/superarquivo/1988/conteudo_111011.shtml
10 maio 2009
REVELAÇÃO ESPÍRITA
A maioria das pessoas acredita que os Espíritos são seres vagos e indefinidos, criados pelas histórias contadas pelos antigos. O certo é que os Espíritos são seres iguais a nós, possuindo um corpo, ainda que fluídico e invisível, a que Allan Kardec deu o nome de perispírito.Durante a vida física a alma é ligada ao corpo pelo perispírito. Existem, portanto, no homem, três elementos essenciais: O Espírito, onde residem a inteligência, a vontade e o senso moral; o corpo, cuja estrutura põe o Espírito em contato com o mundo material; o perispírito, envoltório fluídico que é o intermediário entre o Espírito e o corpo. Imagem transmitida para Kardec nos prolegômenos do Livro dos Espíritos.Com a morte – ou a falência do corpo físico – o Espírito dele se despoja, “como o fruto e a árvore se despojam da casca, e a serpente da sua pele”, segundo expressões kardecianas, conservando o seu corpo fluídico ou perispiritual. A união da alma, do corpo físico e de perispírito constitui o homem; a alma e o perispírito separados do corpo material, constituem o Espírito. Desse modo, os Espíritos envolvidos pelo corpo físico integram a Humanidade ou o mundo corporal visível. No momento em que se desfaz desses corpos, vão constituir o mundo espiritual ou invisível “que povoa o espaço e no meio do qual vivemos sem desconfiar, da mesma maneira que vivemos no meio dos infinitamente pequenos, de cuja existência nem desconfiávamos antes da invenção do microscópio”.
Fato importante é que os Espíritos conservam as suas percepções que possuíam quando encarnados, sendo que em grau mais elevado, porque as suas faculdades eram diminuídas pela matéria. Por isso mesmo, vêem e ouvem o que nossos sentidos limitados não conseguem. E eles estão em toda a parte, influenciando-nos, sendo agentes de uma diversidade de fenômenos, de repercussão moral e física.
Cumpriu ao Espiritismo – por desígnio superior – revelar o mundo invisível que nos cerca, “as leis que o regem, suas relações com o mundo visível, a natureza e estado dos seres que o habitam e, por conseguinte, o destino do homem depois da morte”.
Carlos Bernardo Loureiro
Fato importante é que os Espíritos conservam as suas percepções que possuíam quando encarnados, sendo que em grau mais elevado, porque as suas faculdades eram diminuídas pela matéria. Por isso mesmo, vêem e ouvem o que nossos sentidos limitados não conseguem. E eles estão em toda a parte, influenciando-nos, sendo agentes de uma diversidade de fenômenos, de repercussão moral e física.
Cumpriu ao Espiritismo – por desígnio superior – revelar o mundo invisível que nos cerca, “as leis que o regem, suas relações com o mundo visível, a natureza e estado dos seres que o habitam e, por conseguinte, o destino do homem depois da morte”.
Carlos Bernardo Loureiro
VALE TUDO?
"Igreja evangélica brasileira monta ringue de luta livre para tentar captar jovens fiéis".Esta foi a manchete de um jornal de grande circulação. Graças a esta arrojada campanha de marketing e proselitismo, o templo de Alphaville está a acolher aquele que deverá ser o primeiro campeonato de artes marciais disputado num espaço religioso. A modalidade em causa, que mistura técnicas do boxe e do kataré, é conhecida no Brasil pelo nome de “vale-tudo”, expressão que parece também aplicável ao mais disputado campeonato da conquista de crentes.De acordo com a reportagem d’"A Folha de S. Paulo", o facto de as lutas serem disputadas sob supervisão divina não implica qualquer prejuízo ao habitual fervor daquele desporto: a pancadaria é tão abundante como em qualquer ginásio, a assistência é entusiasmada e ruidosa e o único limite imposto pelo bispo da igreja prende-se com a proibição do tabaco e do consumo de álcool no recinto. Eu pergunto: Onde está o limite para atrair fiéis,vale tudo para arrecadar o dízimo?Eu não qero nem imaginar o que a renascer faria para atrair as prostitutas? Afinal todos merecem o perdão.Mas, imagnação à parte, este assunto nos deixa preocupados.Como podemos aceitar passivos formadores de opinião tão cunfusos, pastores que para muitos são representantes de Jesus, promovendo a violência dentro da "casa de Deus"? Como se arranja suporte na bíblia para tal absurdo eu não sei, só sei que isto é o reflexo da sociedade em que vivemos,na qual para muitos VALE TUDO por dinheiro.
09 maio 2009
PSICOBIOFÍSICA
É a ciência que integra a psicologia, a física e a biologia. Na biologia, estudamos o lobo frontal, responsável pela crítica da razão; mas o cérebro funciona eletricamente – aí entra a física, que serve de substrato para o pensamento crítico, que é o psicológico.A palavra nos parece muito adequada e se constitui de psico+ bio+ física, que abrange, pela própria estrutura, o homem e a natureza em todos os aspectos. Entendemos, pois, a Psicobiofísica como a ciência que tem por objetivo o conhecimento das relações existentes entre os fenômenos psíquicos, biológicos (vitais) e físicos, tendo por centro o homem.Embora de difícil delimitação, podemos dizer que a Psicobiofísica pretende o seguinte: compor, com dados da observação e da experimentação, um quadro tão completo quanto possível das reais dimensões do homem; estudar, sob critérios rigorosamente científicos, as faculdades extra-sensoriais, especialmente a telepatia e a clarividência, incluindo suas implicações no comportamento do homem; promover a pesquisa das formas insólitas de energia, que se manifestam no homem, quer oriundas dele mesmo, quer oriundas de fontes que lhe são estranhas; determinar, por processos científicos, até que ponto os agentes psíquicos podem influir nos fenômenos da vida, particularmente no campo da genética, da organogênese e da patogenia; investigar nos vastos domínios do inconsciente até onde se estendem as fronteiras da personalidade humana; realizar, no campo da Psicobiofísica, trabalhos de pesquisas de fatos ou ocorrências do presente e do passado, que, por seu caráter insólito ou por suas estranhas peculiaridades, despertem a atenção, registrando-os em documentos convenientemente autenticados, para servirem de subsídios a estudos futuros; pesquisar a influência de campos eletromagnéticos nos processos biofísicos e suas aplicações na terapêutica das alterações psíquicas e somáticas; estudar os fenômenos parafísicos e suas repercussões nos vários ramos do conhecimento e das atividades humanas. Encontraríamos pontos comuns entre a atualíssima Psicobiofísica, Parapsicologia e a antiga Metapsíquica. A nosso ver, a distinção mais pronunciada reside no método utilizado para adquirir o conhecimento. Quando Charles Richet fundou a Metapsíquica, esta adotou o método qualitativo; isto é, os fatos inusitados eram reunidos pela semelhança e sobre tais coleções se faziam as ilações racionais. Para concluírem se o poltergeist existia mesmo, reuniam-se todos os episódios de casas mal-assombradas e se tiravam conclusões. Como cientificamente o fenômeno ficava no ar, somente a partir de 1920 entenderam de substituir a Metapsíquica pela Parapsicologia. O objeto seria o mesmo, mas na pesquisa seguiriam métodos diferentes. A Parapsicologia adota o método quantitativo: o que vale não é um caso ser espetacular, mas sim que a sua ocorrência se verifique em quantidades convincentes. Não é bastante, por exemplo, que um indivíduo adivinhe as cartas de um baralho colocado à distância, pois isto pode acontecer por mero acaso. Importa que o indivíduo acerte centenas de vezes, medindo-se o acerto através da matemática, a fim de se comprovar que a freqüência se deu em nível superior ao admitido como casual nos cálculos de probabilidade: A matemática é conseqüentemente muito utilizada na Parapsicologia e não o era na Metapsíquica. Por outro lado, a Metapsíquica se interessava quase que exclusivamente pelo homem excepcionalmente dotado, isto é, pelos grandes médiuns. A Parapsicologia, desejando conhecer o homem, no sentido genérico, faz experiências com todas as criaturas. (a)
Já a Psicobiofísica atualíssima vai além da Metapsíquica e se põe muitos passos adiante da Parapsicologia. Observe-se como não é fácil enquadrarem-se na Parapsicologia estudos sobre o ectoplasma, quando queiramos conhecer o ectoplasma em si, na sua composição. Vamos a um caso de experiência psicocinética, na qual um agente, a uma certa distância, consegue mentalmente atuar sobre um corpo físico, movendo-o. Para nós, que nos filiamos á Psicobiofísica, não é suficiente computar matematicamente quantas vezes o agente consegue fazê-lo com exato, mas verificar que tipo de força é essa, medi-la, apreciá-la e através da analogia, situá-la em relação com as energias conhecidas pelo homem. Os fenômenos que ocorrem ao nosso redor devem ser estudados, além da percepção extra-sensorial. Se quiséssemos entender de outra forma, limitaríamos demais o âmbito da pesquisa. Tanto é assim que na União Soviética, e em 1986, em congresso realizado na Tchecoslováquia, observamos o uso de outros termos para expressar consecuções neste terreno, utilizando-se pouco a palavra Parapsicologia.A fenomenologia, nos domínios do psiquismo, em vosso século, visa ao ensinamento, à formação da profunda consciência espiritual da Humanidade, constituindo, desse modo, um curso propedêutico para as grandes lições do porvir. É por essa razão que necessitamos operar ativamente para que a Ciência descubra. nos próprios planos físicos, as afirmações de espiritualidade.Psicobiofísica é a ciência que integra a psicologia, a física e a biologia. Na biologia, estudamos o lobo frontal, responsável pela crítica da razão; mas o cérebro funciona eletricamente – aí entra a física, que serve de substrato para o pensamento crítico, que é o psicológico. É a ciência que integra a psicologia, a física e a biologia. Na biologia, estudamos o lobo frontal, responsável pela crítica da razão; mas o cérebro funciona eletricamente – aí entra a física, que serve de substrato para o pensamento crítico, que é o psicológico.
a) É bem verdade que uma poderosa corrente tendo à frente o Dr. W. H. C. Tenhaeff vem propagando a chamada Metodologia Qualitativa. afastando a Parapsicologia da sua linha excessivamente presa a um método de computação.
http://www.ade-sergipe.com.br/sistema/upload_dir/PINEAL_-_UNI%C3%83O_DO__CORPO.doc
Já a Psicobiofísica atualíssima vai além da Metapsíquica e se põe muitos passos adiante da Parapsicologia. Observe-se como não é fácil enquadrarem-se na Parapsicologia estudos sobre o ectoplasma, quando queiramos conhecer o ectoplasma em si, na sua composição. Vamos a um caso de experiência psicocinética, na qual um agente, a uma certa distância, consegue mentalmente atuar sobre um corpo físico, movendo-o. Para nós, que nos filiamos á Psicobiofísica, não é suficiente computar matematicamente quantas vezes o agente consegue fazê-lo com exato, mas verificar que tipo de força é essa, medi-la, apreciá-la e através da analogia, situá-la em relação com as energias conhecidas pelo homem. Os fenômenos que ocorrem ao nosso redor devem ser estudados, além da percepção extra-sensorial. Se quiséssemos entender de outra forma, limitaríamos demais o âmbito da pesquisa. Tanto é assim que na União Soviética, e em 1986, em congresso realizado na Tchecoslováquia, observamos o uso de outros termos para expressar consecuções neste terreno, utilizando-se pouco a palavra Parapsicologia.A fenomenologia, nos domínios do psiquismo, em vosso século, visa ao ensinamento, à formação da profunda consciência espiritual da Humanidade, constituindo, desse modo, um curso propedêutico para as grandes lições do porvir. É por essa razão que necessitamos operar ativamente para que a Ciência descubra. nos próprios planos físicos, as afirmações de espiritualidade.Psicobiofísica é a ciência que integra a psicologia, a física e a biologia. Na biologia, estudamos o lobo frontal, responsável pela crítica da razão; mas o cérebro funciona eletricamente – aí entra a física, que serve de substrato para o pensamento crítico, que é o psicológico. É a ciência que integra a psicologia, a física e a biologia. Na biologia, estudamos o lobo frontal, responsável pela crítica da razão; mas o cérebro funciona eletricamente – aí entra a física, que serve de substrato para o pensamento crítico, que é o psicológico.
a) É bem verdade que uma poderosa corrente tendo à frente o Dr. W. H. C. Tenhaeff vem propagando a chamada Metodologia Qualitativa. afastando a Parapsicologia da sua linha excessivamente presa a um método de computação.
http://www.ade-sergipe.com.br/sistema/upload_dir/PINEAL_-_UNI%C3%83O_DO__CORPO.doc
08 maio 2009
UNIVERSIDADE ESPÍRITA
Histórico da Uniespírito
Em 2002 recebi a visita de empresários querendo patrocinar um projeto meu, de minha linha de trabalho e pesquisa. Fiz o projeto de um laboratório de pesquisas de Pineal Humana, microscopia e equipamentos. Mas os empresários disseram “É pouco !Há muito recurso.”Então exagerei!. Fiz o projeto da UNIESPÍRITO. Que você já pode ler no site.De repente, sumiram os empresários. Recebi apoio da Fundação Espírita André Luiz e da Rádio Boa Nova. De início, de uma forma mais ampla, de maneira que a Fundação assumiu o Projeto. Com isso construímos o site para cursos e-learning. A procura foi tão grande que era demais para o pouco tempo que eu tinha (horas voluntárias). Tive que dar um passo para trás.Volto agora com mais vagar, também com mais base e maturidade.Atualmente, estamos com o apoio e co-participação na estruturação pedagógica da Associação Brasileira de Pedagogia Espírita, liderada pela Profa. Dra. Dora Incontri e com a Rede Boa Nova de Rádio e TV Mundo Maior (da Fundação Espírita André Luiz). Este ano de 2006 é dedicado à estruturação administrativa, jurídica e de recursos didáticos do Projeto UNIESPÍRITO, que é de propriedade do “Centro de Pesquisas Pineal-Mind SC Ltda.”, cujos sócios somos nós, eu (Dr. Sérgio Felipe de Oliveira) e a Márcia Fuga.Estamos fazendo experiências com integração de mídias: Internet, Rádio, TV e aulas presenciais; procurando o melhor caminho para veiculação dos futuros cursos. Hoje, os núcleo didáticos em funcionamento são:
1 – Curso Livre: “Psicobiofísica do Pensamento” Dr. Sérgio Felipe
Psicologia, Biologia e Física Aplicada ao estudo do pensamento.
2 – Curso Livre: “Escola de Aperfeiçoamento Médico” Dr. Sérgio Felipe
Medicina, Psicologia e demais áreas de saúde trabalhadas sob a ótica da integração dos sistemas bio-psico-sócio-espiritual.
3 – Cursos Livres: “Artes” – Professores Convidados
Todas as artes trabalhadas em três aspectos: a arte como veículo do espiritual, a arte em estado de transe e a arte aplicada à terapêutica.
4 – Curso Lato-Sensu (reconhecido pelo MEC): “Pedagogia Espírita” Profa. Dra. Dora Incontri. A Pedagogia Espírita, como proposta de um novo paradigma da Educação,
não-confessional, libertária, baseada nos princípios do amor, da liberdade e da ação.
As aulas são ministradas na sede própria do Centro de Pesquisas Pineal-Mind SC Ltda
(UNIESPÍRITO) _ localizado na Rua Paulo Orozimbo, 916 – Aclimação – São Paulo –
Tel: (11) 3209.5531 – 3209.5371 – 3277.9549
Em 2002 recebi a visita de empresários querendo patrocinar um projeto meu, de minha linha de trabalho e pesquisa. Fiz o projeto de um laboratório de pesquisas de Pineal Humana, microscopia e equipamentos. Mas os empresários disseram “É pouco !Há muito recurso.”Então exagerei!. Fiz o projeto da UNIESPÍRITO. Que você já pode ler no site.De repente, sumiram os empresários. Recebi apoio da Fundação Espírita André Luiz e da Rádio Boa Nova. De início, de uma forma mais ampla, de maneira que a Fundação assumiu o Projeto. Com isso construímos o site para cursos e-learning. A procura foi tão grande que era demais para o pouco tempo que eu tinha (horas voluntárias). Tive que dar um passo para trás.Volto agora com mais vagar, também com mais base e maturidade.Atualmente, estamos com o apoio e co-participação na estruturação pedagógica da Associação Brasileira de Pedagogia Espírita, liderada pela Profa. Dra. Dora Incontri e com a Rede Boa Nova de Rádio e TV Mundo Maior (da Fundação Espírita André Luiz). Este ano de 2006 é dedicado à estruturação administrativa, jurídica e de recursos didáticos do Projeto UNIESPÍRITO, que é de propriedade do “Centro de Pesquisas Pineal-Mind SC Ltda.”, cujos sócios somos nós, eu (Dr. Sérgio Felipe de Oliveira) e a Márcia Fuga.Estamos fazendo experiências com integração de mídias: Internet, Rádio, TV e aulas presenciais; procurando o melhor caminho para veiculação dos futuros cursos. Hoje, os núcleo didáticos em funcionamento são:
1 – Curso Livre: “Psicobiofísica do Pensamento” Dr. Sérgio Felipe
Psicologia, Biologia e Física Aplicada ao estudo do pensamento.
2 – Curso Livre: “Escola de Aperfeiçoamento Médico” Dr. Sérgio Felipe
Medicina, Psicologia e demais áreas de saúde trabalhadas sob a ótica da integração dos sistemas bio-psico-sócio-espiritual.
3 – Cursos Livres: “Artes” – Professores Convidados
Todas as artes trabalhadas em três aspectos: a arte como veículo do espiritual, a arte em estado de transe e a arte aplicada à terapêutica.
4 – Curso Lato-Sensu (reconhecido pelo MEC): “Pedagogia Espírita” Profa. Dra. Dora Incontri. A Pedagogia Espírita, como proposta de um novo paradigma da Educação,
não-confessional, libertária, baseada nos princípios do amor, da liberdade e da ação.
As aulas são ministradas na sede própria do Centro de Pesquisas Pineal-Mind SC Ltda
(UNIESPÍRITO) _ localizado na Rua Paulo Orozimbo, 916 – Aclimação – São Paulo –
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06 maio 2009
DEUS, A CIÊNCIA E A RELIGIÃO
O que é Deus? Deus é a causa primaria de todas as coisas, a Inteligência Suprema do Universo, O Arquiteto dos arquitetos, O Grande Criador de nossas possibilidades, Onipotente, Onisciente, Onipresente, Deus é Amor. A ciência neste terceiro milênio fará sem dúvida uma outra leitura de certos temas, visto que seu preconceito em relação aos fenômenos espíritas não pode continuar por muito mais tempo pois estes não param de acontecer e precisam de respostas para que o homem através da razão aproxime-se de Deus e saiba que Ele precisa existi para que a equação criativa e evolutiva funcione e tudo mais exista. Se nos originamos na sopa primordial, ainda assim, se faz necessário O Preparador Cósmico, A Inteligência da qual descende toda nossa existência.Devemos ter a coragem de esquecer o "deus" que o homem criou e buscar através da ciência o Deus que criou o homem.
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