05 maio 2009

É HORA DA ALMA...

Governo adota terapia comunitária em programa nacional de saúde
Experiência, que surgiu em favela de Fortaleza, será expandida com a formação de 1,1 mil terapeutas.
Emilio Sant’Anna

A terapia comunitária, experiência que surgiu em 1987 numa favela de Fortaleza (CE), vai integrar a partir deste ano o Programa Saúde da Família (PSF), do Ministério da Saúde. Convênio firmado com a Fundação Cearense de Pesquisa e Cultura destinará mais de R$ 2 milhões para a formação de 1,1 mil terapeutas comunitários. O treinamento será dado a partir deste mês em centros de capacitação espalhados pelo País. “O objetivo é conseguir uma aproximação ainda maior da comunidade”, diz a representante do departamento de Atenção Básica do ministério, Carmem di Simoni.
O PSF oferece hoje atendimento médico na área de prevenção, serviço odontológico, mas ainda não contava com a área de saúde mental. As sessões de terapia comunitária têm regras simples: um após outro, os participantes dão seus depoimentos. Desfiam histórias de angústia, depressão, violência e solidão. Alguns não falam nada, estão ali só para ouvir. Outros falam sem parar, estão ali só para serem ouvidos. Dali é escolhida uma história que será debatida entre todos.
Hoje, mais de 12 mil terapeutas já trabalham após serem treinados para conduzir as sessões. São médicos, psicólogos, enfermeiros e agentes de saúde que atuam em comunidades carentes, salões paroquiais, postos de saúde, hospitais e empresas. O lema é o mesmo para todos: “Quando a boca cala, os órgãos falam.”
Os casos mais freqüentes são estresse, conflitos familiares, dependência de álcool e drogas, questões ligadas ao trabalho, depressão e violência. No mês passado, o Estado esteve em duas reuniões desses grupos e ouviu o depoimento de pessoas em busca de acolhimento.
No Hospital Estadual de São Mateus, zona leste de São Paulo, a experiência deu tão certo que todos os dias é possível encontrar uma sessão de terapia sendo realizada. Ali, não só a comunidade é atendida, mas também funcionários, pacientes e familiares.
Uma das funcionárias é a assistente administrativa Regina Martins, de 36 anos. Perdeu a mãe e a cunhada no mesmo mês. No início da sessão, está calada. Uma enfermeira fala do medo que sente quando a filha sai à noite. Por ela, não sairia mais de casa. Regina pede a palavra, só quer deixar um recado para o grupo. “Às vezes deixamos de beijar nossa mãe e de dizer ‘eu te amo’ por bobeira”, diz. “Depois que ela se vai, não dá mais tempo.” Ela pára aí.
Para a surpresa de Regina, seu depoimento é o escolhido para ser debatido no grupo. Enquanto a história é detalhada, aparece uma mulher angustiada. A mãe bebeu por anos. O resultado foi uma família desestruturada. Quando largou o vício, veio o mal de Alzheimer. “Do jeito que estou conversando aqui hoje, nunca conversei com ela”, desabafa.

ATENÇÃO BÁSICA

Não é necessário ter formação superior para ser terapeuta comunitário, nem sequer trabalhar na área da saúde. O trabalho desses terapeutas passa longe da intervenção clínica, o foco está na diminuição do sofrimento e promoção da saúde mental. “A terapia comunitária acolhe, escuta, cuida e direciona melhor as demandas permitindo que só sigam para os níveis secundários de atendimento as que não foram resolvidas nesse primeiro nível de atenção”, diz o psiquiatra Adalberto Barreto, criador da terapia.
Acostumada com histórias como a de Regina, há sete anos Maria Selma da Silva Nascimento, do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento da Pessoa Humana (IBDPH), coordena a implantação de grupos de terapia em zonas carentes de São Paulo. “A terapia age onde o Estado não dá conta, evitando os casos de medicalização do sofrimento”, diz.

CONSELHO ESPÍRITA INTERNACIONAL

Constituído em 28 de novembro de 1992, é o organismo resultante da união, em âmbito mundial, das Associações Representativas dos Movimentos Espíritas Nacionais.
Finalidades essenciais e objetivos:
Promover a união solidária e fraterna das Instituições Espíritas de todos os países e a unificação do Movimento Espírita mundial;
Promover o estudo e a difusão da Doutrina Espírita em seus três aspectos básicos: científico, filosófico e religioso;
Promover a prática da caridade espiritual, moral e material, à luz da Doutrina Espírita.
Fundamento Doutrinário:
As finalidades e objetivos do Conselho Espírita Internacional fundamentam-se na Doutrina Espírita codificada por Allan Kardec e nas obras que, seguindo suas diretrizes, lhe são complementares e subsidiárias.

Entidades Nacionais componentes do CEI:

Ÿ Angola: Sociedade Espírita Allan Kardec de Angola
Ÿ Argentina: Confederación Espiritista Argentina
Ÿ Bélgica: Union Spirite Belge
Ÿ Bolivia: Federação Espirita Boliviana
Ÿ Brasil: Federação Espírita Brasileira
Ÿ Chile: Centro de Estudios Espírita Buena Nueva
Ÿ Colômbia: Confederación Espiritista Colombiana – CONFECOL
Ÿ El Salvador: Federación Espirita de El Salvador
Ÿ Espanha: Federación Espirita Española
Ÿ Estados Unidos da América: United States Spiritist Council
Ÿ França: Union Spirite Française et Francophone
Ÿ Guatemala: Cadena Heliosóphica Guatemalteca
Ÿ Itália: Centro Italiano Studi Spiritici Allan Kardec
Ÿ Japão: Comunhão Espírita Cristã Francisco Cândido Xavier
Ÿ México: Central Espírita Mexicana
Ÿ Noruega: Gruppen for Spiritistiske Studier Allan Kardec
Ÿ Paraguai: Centro de Filosofia Espiritista Paraguayo
Ÿ Peru: Federación Espirita del Perú – FEPERU
Ÿ Portugal: Federação Espírita Portuguesa
Ÿ Reino Unido: Allan Kardec Study Group
Ÿ Suécia: Svenska Spiritistika Förbundet
Ÿ Suíça: Union des Centres d'Études Spirites en Suisse
Ÿ Uruguai: Federación Espírita Uruguaya

Conselho Espírita Internacional
Comissão Executiva – Secretaria Geral
SGAN - Quadra 603 – Conj. F – Asa Norte
70830-030 - BRASÍLIA - DF – BRASIL
Tel (55)(61) 322-3024 - Fax (55)(61) 322-0523

A MÚSICA

A música é a voz dos céus profundos.
Tudo no espaço traduz-se em vibrações harmônicas, e certas categorias de espíritos não se comunicam entre si senão através de ondas sonoras.
A sinfonia e a melodia não são na Terra senão ecos enfraquecidos e deformados dos concertos celestes.
Nossos mais perfeitos instrumentos possuem sempre alguma coisa de mecânico e de duro, enquanto que os processos de emissão do espaço produzem sons de infinita delicadeza.
É por isso que em todos os graus da escala dos mundos e da hierarquia dos espíritos a música ocupa lugar considerável nas manifestações do culto que as almas prestam a Deus.
Nas esferas superiores, ela se torna uma das formas habituais da vida do ser, que se sente mergulhado nas ondas de harmonia de intensidade e suavidade inexprimíveis.
Quando das grandes festas no espaço, dizem-nos nossos guias espirituais, quando as almas se unem aos milhões para prestarem homenagem ao Criador, na irradiação de sua fé e de seu amor, delas escapam eflúvios, radiações luminosas que se colorem de várias tonalidades e se transformam em vibrações melodiosas.
As cores transformam-se em sons, e dessa comunhão dos fluidos, dos pensamentos e dos sentimentos desprende-se uma sinfonia sublime, à qual respondem os longínquos acordes vindos das esferas, dos inúmeros astros que povoam a imensidão.
Então, do alto descem outros acordes, ainda mais possantes, e um hino universal faz estremecerem céus e terras.
À percepção desses acordes o espírito se dilata e se regozija; ele se sente viver na comunhão divina e entra num encantamento que chega ao êxtase.

Do livro “O Espiritismo na Arte”

de Léon Denis

TEXTO DE TRATAMENTO

Perfeitamente compreensível:
que você atravesse crises de imperfeição e sofra contratempos;
que repouse em complicados enganos e acorde em vasto círculo de provas;
que experimente influências obsessivas e padeça disso as conseqüências;
que lute com tentações, sendo igualmente, muitas vezes, um campo de problemas para os outros;
que sinta cansaço e desilusão a lhe agravarem as sensações de fadiga;
que você reconheça os próprios erros, mantendo difícil resistência para não cair neles novamente.
Tudo isso é compreensível, porque somos ainda criaturas humanas, muito longe ainda do clima dos anjos.
O que não se entende, porém, é que você, por isso, deixe de trabalhar na oficina do bem, porque o trabalho na oficina do bem é o único meio de conseguirmos o tratamento necessário, a fim de seguirmos adiante, nos caminhos de elevação.


Pelo Espírito: ANDRÉ LUIZ
Psicografia: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
Do livro: BUSCA E ACHARÁS

04 maio 2009

HENRIQUE ANTUNES FERREIRA convida

PASSATEMPO/CONCURSO
Está a decorrer n’A Minha Travessa do Ferreira, um novo passatempo/concurso sobre o tema Frases feitas. Vai até sexta-feira, 8.

Há prémios diversos para os três vencedores, incluindo os «prémios/mistério» que têm sido muito bem acolhidos por quem os tem ganho.

Se quiseres dar lá um saltinho e tentar a sorte – muito obrigado. E passa a informação aos teus amigos e correspondentes, por favor. Lá te espero e a eles também…

aminhatravessadoferreira.blogspot.com

Vamos todos participar!

03 maio 2009

JUSTIÇA E justiça

Eduardo Alves de Sá foi um dos advogados portugueses de mais rija envergadura. Arguto e eloqüente descobria modalidades e fa­cetas novas à questão mais exausta. Recorria-se a ele sempre com a certe­za prévia de se encontrar uma solução ao assunto mais intrincado.
Aqui nada nos passa despercebido; e portanto não podia furtar-se a essa lei o convite, por duas vezes já feito, à minha manifestação. (Vide nota no fim do livro.)
Parece que é sobre leis que me quereriam ouvir, visto ter sido homem de leis, e de leis ser quem me solicitou opinião. Pois apesar disso não tratarei das leis terrenas. Isso, aqui, tem tanto valor como um punhado de cascas d'alhos para um festim real; e bem farto fiquei delas aí para que, depois de me ter visto liberto de tão terrível pesa­delo, volte a buscá-Io voluntàriamente.
Quero dar conta de mim, mas para mais uma vez dizer o que pensei nos últimos tempos da mi­nha estada nesse infecto planeta: – que isto de leis e justiças é a consagração social do bandolei­rismo e da desigualdade.
Apresenta-se a justiça com a máscara férrea da igualdade e da incorruptibilidade, mas não há quem viva nela, com ela e por ela, que não saiba que essa máscara a iguala a um mendigo masca­rado de rei em uma cegada carnavalesca.
O estudo das leis equivale ao estudo dos pick­-pockets ingleses para o furto. E' cada qual apurar a sua argúcia, a sua inteligência, a sua maneira, para melhor poder provar que o branco é preto e o preto é branco; e que onde está o A devia estar o Z do abecedário, e onde está o Z devia estar o A. Quem não tiver consciência nem bojo para dizer e fazer isso, morre de fome e passa por uma nulidade desprezível.
Os meus principais triunfos, os principais lou­ros por mim conquistados, que aureolaram o meu nome, raro representaram o triunfo da justiça. E é tão porco o ambiente que respiramos no convívio dos delinqüentes, dos pulverulentos in-fólios, de sujos calhamaços de processos patifes, que inevitavelmente nos corrompemos, obliterando em nós a noção da justiça.
E' vulgar pormos todo o nosso empenho, todo o nosso mais feroz encarniçamento em procurar a absolvição de um patifão confesso e reconhecido, criatura que nem do nosso desprezo chega a ser digna; e quando o conseguimos, marcamos esse ato condenável sob o ponto de honestidade e jus­tiça absoluta, como um notável triunfo da nossa carreira.
Não nos ensoberba nem nos vangloria levar­mos a justiça à retidão de fazer justiça; o que nos envaidece é torcer as leis, subjugar os júris, enredarmos os juízes, esmagarmos os nossos cole­gas, e às vezes nossos amigos, com o poder da nossa argúcia, da nossa eloqüência, e por vezes da nossa rabulice, afastando da vista de todos o que sob essa vista está, e fazendo-os ver só aquilo que queremos fazer ver.
Será uma pouca-vergonha! E'; mas é o que a sociedade quer.
Ela, quando enverga o seu sujo trajo de matrona e de puritana, finge desaprovar esse modo de ser da justiça humana; mas, habitualmente, só enaltece aqueles que conseguem distinguir-se nes­ses processos de bandoleirismo legal.
Isso ai já me enojava, mas não podia deixar de viver disso. Era o hábito, era o vício, a paixão. Creio que os moços da limpeza municipal, nas suas horas de limpeza individual, se enojarão de carre­gar e limpar todos os detritos da matéria podre; mas é a sua vida.
Os advogados são os moços da limpeza social.
Carregam e limpam toda a porcaria moral.
São eles que vêem o fundo da alma humana na Terra; são eles que vêem, sem os poderem medir, os fundos e pavorosos abismos, negros e infectos, de muita consciência com que têm de lidar; como os pobres varredores municipais vêem o fundo nau­seabundo dos barris de lixo; e, conquanto lhes repugne o aspecto e o fedor, não podem alhear-se disso, porque é a sua vida.
A lei e a justiça, que deviam vestir de branco como a virgem na primeira comunhão, que deviam ser como a mulher de César, são isso que se vê.
E quem há-de endireitar o carroção social, por modo que cada coisa se pusesse em seu eixo?
Ninguém. Não o endireitou o Cristo, ninguém o endireitará. E' assim. Porque tem de ser assim. Creio que o mundo, tal como é, representa os antigos juízos de Deus: - quem estava inocente, podia pôr os pés nus sobre ferro candente, ou beijar um crucifixo em brasa, que se não queimaria, segundo era crença.
O mundo é um lameiro onde as almas são arremessadas: - quem for justo e puro sai dele níveo e limpo como um arcanjo. A lama não o sujará; mas quem não tiver em si a suficiente dose de bon­dade e de justiça pura, sairá escorrendo lodo e fedendo a pus.
E não há coisa pior na Terra, senhores, do que a justiça injusta.
Viva Deus, porém, que ainda encontrei justiça justa, também; mas essa era tímida, escondida, como que envergonhada da sua pureza; e não fazia carreira. Vegetava, desamparada e pobre, como en­teada de madrasta ruim. E todos vós a conheceis.
Manifesta-se na toga ruça do juiz, nas botas cambadas do escrivão; na habitação modesta e nos calotes ao tendeiro e ao alfaiate de todas as cria­turas que servem o templo da justiça, desde o be­leguim honesto, até o conselheiro honesto do Su­premo.
Caracteres de têmpera rija, consciência im­poluta, juízo são, culto venerando pela verdade. Podem errar, porque a sua vista os atraiçoou, a sua inteligência claudicou, a sua ciência não che­gou à apreciação plena da justiça; mas fazem-no crentes de que serviram a Deus e à justiça, e vão, de consciência serena e tranqüila, comer as sopas magras e dormir o sono dos justos e inocentes.
Quem os não conhece? Quem não os aponta?
Nos outros, os voluntários da justiça, os ser­vitas da lei, advogados e procuradores, também há disso, também há. Há até muitos que são ho­nestos dentro da sua desonestidade. Mas ai da­queles que só aceitem causas justas e que só plei­teiem pela verdade santa!
Morrem de fome, e têm de concluir por ven­der os seus códigos aos alfarrabistas e ir procurar vida nova. Não lhes aparecem clientes. Um cliente, em regra geral, tem só a noção de que a justiça é aquilo que ele deseja; e se um advogado lhe põe em dúvida essa justiça, o menos que lhe sucede, além de lhe não entregar a causa, é chamar-lhe estúpido. E' de todos os dias. Toda a gente sabe que é assim; e sendo-o, como o é em verdade, quem não há-de buscar nas torcedelas dos artigos e pará­grafos da babilônica coleção de leis de qualquer pais, as tangentes por onde se faça valer a justiça que cada qual julgue possuir?
E' um ofício como o de deitar tombas ou fazer púcaros de barro. Ora, sendo a justiça um oficio, de que os instrumentos são os códigos e as leis, como há-de ser servida com retidão?
Quem pode crer a justiça na justiça, senão esporàdicamente, como amostra da fazenda para lhe conservar o nome?
E queriam que eu falasse de leis...
Aqui têm. Falei sem querer.
E' que eu reputaria a máxima covardia da mi­nha consciência, se na primeira vez que, depois de daí ter vindo, posso escancarar a minha janela sobre esse atoleiro, não berrasse a plenos pulmões o que penso de tudo isso, agora que presumo ver de alto e mais claro.
E eu, que sempre soube dizer o que pensava e queria, mesmo quando as conveniências e as ami­zades exigiam o contrário, não podia deixar de o fazer, quando não há sentimento nenhum no meu ser que me não impila a fazê-Io.
E' a verdade, é o remorso e a justiça, que me obrigam a dizer, que isso de leis e de justiça na Terra, é, em regra geral, o que há de mais imoral, ilegal e injusto, sob o ponto de vista da moralidade, da legalidade e da justiça absolutas, como depois da morte, as vimos encontrar na esplendorosa irra­diação da vontade de Deus.
Aos que amam e praticam a justiça na Terra, como em justiça deve ser, saúdo-os.
Aos que a mercadejam, ofendem e prostituem, desprezo-os; - como me desprezo a mim próprio por todas as vezes que o fiz - se algumas o fiz conscientemente.

Extraído do livro “Do Pais da Luz” Psicografia do médium português Fernando de Lacerda.

Eduardo Dally Alves de Sá , doutor em Direito pela Universidade de Coimbra, nasceu em Lisboa (1849-1906). Notável advogado, tomou parte nos processos mais célebre do seu tempo. Defendeu o contra-almirante Augusto de Castilho, quando respondeu em conselho de guerra por haver generosamente acolhido no navio do seu comando os oficiais e marinheiros revoltosos da Marinha brasileira (1894). Autor de: Dos Direitos da Igreja e do Estado; Comentários ao Código do Processo Civil; etc...
Lello Universal - Lello & Irmão - Porto


Fonte : Do País da Luz Médium: Fernando de Lacerda

A MULHER ANTE O CRISTO

Questão nº 817de “O Livro dos Espíritos”
817. São iguais perante Deus o homem e a mulher e têm os mesmos direitos?
“Não outorgou Deus a ambos a inteligência do bem e do mal e a faculdade de progredir?”
Toda vez nos disponhamos a considerar a mulher em plano inferior, lembremo-nos dela, ao tempo de Jesus. Há vinte séculos, com exceção das patrícias do Império, quase todas as companheiras do povo, na maioria das circunstancias, sofriam extrema abjeção, convertidas em alimárias de carga, quando não fossem vendidas em hasta publica.
Tocadas, porem, pelo verbo renovador do Divino Mestre, ninguém respondeu com tanta lealdade e veemência aos apelos celestiais.
Entre as que haviam descido aos vales da perturbação e da sombra, encontramos em Madalena o mais alto testemunho de soerguimento moral, das trevas para a luz; e entre as que se mantinham no monte do equilíbrio domestico, surpreendemos em Joana de Cusa o mais nobre expoente de concurso e fidelidade.
Atraídas pelo amor puro, conduziam à presença do Senhor os aflitos e os mutilados, os doentes e as crianças. E, embora não lhe integrassem o circulo apostólico, foram elas - representadas nas filhas anônimas de Jerusalém - as únicas demonstrações de solidariedade espontânea que o visitaram, desassombradamente, sob a cruz do martírio, quando os próprios discípulos debandavam.
Mais tarde, junto aos continuadores da Boa-Nova, sustentaram-se no mesmo nível de elevação e de entendimento.
Dorcas, a costureira jopense, depois de amparada por Simão Pedro, fez-se mais ativa colaboradora da assistência aos infortunados. Febe é a mensageira da epistola de Paulo de Tarso aos romanos. Lidia, em Filipos, é a primeira mulher com suficiente coragem para transformar a própria casa em santuário do Evangelho nascituro. Lóide e Eunice, parentas de Timóteo, eram padrões morais da fé viva.
Entretanto, ainda que semelhantes heroínas não tivessem de fato existido, não podemos olvidar que, um dia, buscando alguém no mundo para exercer a necessáriatutela sobre a vida preciosa do Embaixador Divino, o Supremo Poder do Universo não hesitou em recorrer à abnegada mulher, escondida num lar apagado e simples...
Humilde, ocultava a experiência dos sábios; frágil como o lírio, trazia consigo a resistência do diamante; pobre entre os pobres, carreava na própria virtude os tesouros incorruptíveis do coração, e, desvalida entre os homens, era grande e prestigiosa perante Deus.
Eis o motivo pelo qual, sempre que o raciocínio nos induza a ponderar quanto à glória do Cristo - recordando, na Terra, a grandeza de nossas próprias mães -, nós nos inclinaremos, reconhecidos e reverentes, ante a luz imarcescível da Estrela de Nazaré.

Fonte : Religião dos Espíritos

01 maio 2009

O QUE VOCÊS ACHAM DESSA?

zoTerapias complementares:Centro Espírta para animais.

Tratamento espírita vira esperança para donos de animais doentes * Artigo originalmente publicado em http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL990935-5605,00-TRATAMENTO+ESPIRITA+VIRA+ESPERANCA+PARA+DONOS+DE+ANIMAIS+DOENTES.html

Donos de animais com fraturas, câncer ou que sofrem de ansiedade têm encontrado no centro espírita Vicente Cerverizo, na Vila Medeiros, na Zona Norte de São Paulo, uma ajuda para atravessar o momento difícil. O lugar é o único do Brasil que se tem notícia que oferece tratamento espiritual a animais de estimação. A afirmação é do veterinário Marcel Benedeti, presidente da Associação Espírita Amigos dos Animais (Asseama). Segundo ele, quaisquer animais são passíveis de tratamento espírita “uma vez que todos são seres que merecem atenção. Não importa se são cães, gatos, aves, suínos, bovinos ou eqüinos”, afirma Benedeti, que, apesar de ser veterinário, não mistura o trabalho do médico com o do espírita. “Não é permitido tocar no assunto relacionado à medicina veterinária nem que alguém ali no trabalho é veterinário. Não lemos receitas e nem damos opiniões a respeito de tratamentos médicos que os animais recebem. Portanto, ali dentro, não existem veterinários e pacientes veterinários, mas apenas espíritos necessitados de auxílio”, esclarece.
Benedeti conta que todos no grupo espírita são vegetarianos. Os donos dos animais são chamados de tutores. “Não chamamos de donos, pois acreditamos que os animais não são objetos para terem donos”, justifica. O perfil dos mascotes que são levados ao centro é bem parecido. Eles chegam lá depois de terem passado por diversos tratamentos “físicos” sem sucesso. “As pessoas recorrem ao tratamento espiritual como meio de aliviar o sofrimento dos animais”, diz Benedeti, que costuma receber principalmente animais desenganados ou que foram recomendados para eutanásia. “É o último recurso”, diz ele.
Os donos também têm algo em comum. “São pessoas sensíveis, que se preocupam com o bem-estar de seus animais”, observa Benedeti, que complementa: “Não fazemos distinção entre tutores quanto à religião”, diz. No local, são bem-vindos católicos, evangélicos, judeus, umbandistas e, naturalmente, os espíritas.

Animais acompanham a palestra com os seus tutores antes do passe.

O veterinário Francisco Cavalcanti de Almeida, presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária, não vê problemas em o dono submeter o seu bichinho de estimação a um tratamento espiritual. O que não pode, afirma ele, é o animal deixar de ser levado ao veterinário. ‘Para qualquer ser vivo, existe uma enfermidade e o seu tratamento médico específico. O veterinário é o profissional capacitado para detectar qualquer sintoma ou doença e até realizar a prevenção”, afirma Almeida.

Animais desenganados

O aposentado Mário da Conceição, de 75 anos, conheceu o tratamento espiritual depois que encontrou na rua o setter irlandês Caramelo. “Levei ele para o veterinário, que constatou que Caramelo tinha problema no coração, no fígado, não enxergava e não ouvia direito e também não se firmava nas patas traseiras. Ele viveria por pouco tempo”, relembra.O cachorro, que já devia ter cerca de 12 anos quando foi achado, foi tratado com um veterinário homeopata e, com o tempo, apresentou melhora. Paralelamente ao tratamento, Mário levava Caramelo ao centro espírita. “A fila do passe depende do estado de saúde do animal. No começo, ele passava na frente. Depois, ele passou a entrar na fila como todos os outros. Antes, eu carregava ele no colo do carro até a sala. No fim, ele já descia do carro sozinho”, relembra.
Caramelo morreu em outubro do ano passado, mas Mário não deixou de frequentar o centro. O aposentado é responsável por outros três cães: Judite, que mora com ele, e Pretinho e Branquinho, que moram em uma pet shop mas saem para passear todos os dias com o tutor.
Quem também costuma frequentar o centro é o aposentado Antônio de Andrade, de 81 anos, dono de Diana e Juruna, um casal de fila brasileiro. A fêmea vem sendo submetida a um tratamento veterinário contra câncer há seis meses, período em que também passou a ir ao centro na Zona Norte.
Na semana passada, no entanto, Diana perdeu o movimento das pernas. “Tentei erguê-la, mas não adiantou”. Agora, o tratamento espiritual da cadela será à distância. Sim, o grupo espírita também atende, a pedido do tutor, animais doentes que não podem ir até o centro.
Tutores que se interessaram pelo tratamento devem começar fazendo um cadastro na Asseama. É preciso informar nome, endereço, raça, sexo e idade do bicho de estimação, para, depois, dar detalhes sobre o problema que aflige o animal. Neste momento, a pessoa se compromete a não comer carne nem oferecê-la ao mascote no dia marcado para o tratamento. Chegando ao centro, o tutor passa por nova entrevista e, em seguida, é encaminhado à sala de palestras. “Esta é a parte mais importante do tratamento. É neste intervalo de reserva e reflexão, quando as pessoas ouvem do palestrante orientações evangélicas, que a equipe espiritual procede ao tratamento dos animais e do tutor”, descreve Benedeti. Após a palestra, que dura cerca de 30 minutos, o animal e o seu acompanhante entram em uma sala onde são submetidos a um tratamento por imposição de mãos durante um minuto. “Geralmente, pede-se para retornarem depois de algum tempo, que pode ser entre sete a 30 dias”.



Associação Espírita Amigos dos Animais (Asseama), tel. (11) 2071-2590.